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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Post 157 - Elo Matemático-Ecológico-Social


Edsons Books -- First Post 2017

O Elo Matemático-Ecológico-Social: Dos Sistemas Sucateados do Brasil


Postagem de Livros do Edson sobre o ano de 2017, que se inicia agora; dizendo ainda de intenções, suas consequências e também uma seleção de CDs Vintage para a gente relembrar ou conhecer. E para começar, uma citação de Schelling (2015) sobre o conhecimento das coisas [religiosamente falando] e a finalidade da ciência e das artes. Boa leitura!

12. A religião, ao contrário, perde-se necessariamente em superstição com sua dedicação ao particular e sem retorno ao universal propriamente dito, ao todo.  Por isto pergunto a todo ingênuo se saberia descrever suas representações das coisas simples e dos fenômenos da natureza de modo diferente daquele de um fervor frequentemente religioso incapaz de conhecer as leis do universo. 13. O espírito da ciência em sua particularização consiste em ver o finito apenas como dissolvido no infinito. Já o espírito da arte consiste em enxergar o infinito dentro do finito, o finito em toda a sua compreensibilidade (SCHELLING, 2015, p. 35).



Olá pessoal, tudo bem? Comigo tudo OK e vamos seguindo. Vamos lá? Mais uma postagem, para mais um ano que se inicia.
Como passaram, vocês, leitores e ouvintes meus, queridos, como passaram esta virada de ano, e este início de ano novo? Livros do Edson, DJ edsonnando e eu mesmo, afinal, somos todos os mesmos, não é mesmo? Eu desejo a vocês todos: muitas iluminações, tanto física quanto mentais e espirituais, desejo trabalho, sucesso, bons negócios e oportunidades, muita vida saúde, paz e compreensão entre todos os tipos de povos do mundoUm excelente [ano de] 2017 pra gente!

* *

Infelizmente, as primeiras impressões de 2017 não foram nada animadoras.
Este texto irá falar do Brasil; mas o mundo também vive uma situação muito tensa com conflitos internos e ataques de terroristas; além disto, Estados Unidos e Trump mostram-se como a grande incógnita do ano; um dos poucos pontos positivos disto é a reaproximação de Estados Unidos e Rússia, que não deixa, também, de integrar o processo de regeneração planetária, apesar de inclusive e aparentemente, gerar outros desgastes com esta reaproximação de países que estavam sendo considerados como de relações estranhas, há já algum bom tempo; considero-os assim desde a pós-segunda-guerra-mundial e a época da Guerra fria, com tímidos momentos de reaproximação sincera.
No Brasil, de longe, a crise no sistema judicial, no que se refere às alçadas jurídicas de direito e execução penal – e que acabou por se refletir no sistema carcerário, aparentemente como um todo – é a mais grave, atualmente, pela sua abrangência e significância à segurança do país e de partes da região de fronteira do Brasil; a meu ver, principalmente, no sul, norte e região central do país, em termos fronteiriços – ou seja, uma fatia muito considerável de terra que se expõe a criminalidade, a marginalização extrema e aos caos que criminosos gostam de impor com as algazarras, bizarrices e crimes que praticam. Isto porque o crime, mesmo com a precariedade e brutalidade ignorante de seus modos, consegue, de certo modo, deixar a sociedade aterrorizada e os cidadãos de bem como reféns destes próprios sistemas incompletos e ineficazes.
Mas vejamos: como isto chegou a este ponto?
Pode parecer que não, que não há nada mais no Brasil além do que os resultados desastrosos elevados ao nível extraordinariamente péssimos que foram obtidos em virtudes de políticas e ações públicas equivocadas e mal planejadas & executadas, mal controladas, então, nem se falam, além de mal fiscalizadas; mas isto não é tudo, tem um ponto mais crucial ainda, estas ações públicas e políticas tratadas, neste post, também foram muito mal intencionadas, principalmente. E esta é a questão-chave.
Foram mal intencionadas quando, ao que tudo indica, se teve mais preocupação em licitar, em abrir concorrência pública para executar obras – sendo que obras estas sequer foram concluídas em 25 % do projeto original, isto em anos, entre outros pontos – isto é um absurdo: um Governo, seja ele qual for e naquilo em que se dispõe a fazer, principalmente no papel de realizar planejamentos e execuções, terceirizar serviços e obras, e que vem entregar à população um serviço ou uma obra inacabada & de péssima qualidade, e pelo preço e pelos impostos que cobram dos contribuintes, no país, isto é um gigantesco absurdo, porque aquilo que o Governo faz, e cobra caro para fazer, não só é de péssima qualidade, como não funciona, tem corrupção e mil outros problemas.
Ou seja, o contribuinte paga para financiar um sistema falido e sucateado – ou seja, mudanças nas leis devem se fazer, e em relação aos presídios, no caso de mudança das leis, se a maconha – e infelizmente, também a cocaína – fossem legalizadas não haveria tantos presos por tráficos, nem por demais pequenos crimes relacionados à droga, que uma vez que houvesse por exemplo a descriminalização da maconha, não mais haveria a necessidade de tratar com passível de punição penal, pequenos delitos relacionados a isto – como transportar maconha de um ponto a outro do país, ou outras questões relativas a isto.
Mas enquanto as Leis e os Sistemas, em seus centros problemáticos não forem tratados, o que se observa é a continuidade de uma situação mais que decadente, que é desumana e insustentável – conforme vemos nos noticiários, sejam televisivos, na internet ou em papel.
Ou seja, ao que indica, no caso dos presídios, cadeias e sistema penitencial, têm verbas para realizar o que é preciso, e também têm prédios em construção ou que começam a serem construídos, mas de outro lado, existe um desrespeito total ao indivíduo detento & seus familiares, e a toda a sociedade, por extensão; tudo isto enquanto existe uma vista grossa ao uso da droga em presídios, mas a droga na sociedade é proibida; enfim, existe um inferno que pode dentro das cadeias, mas que não podemos ter conhecimento disto aqui do lado de fora.
Ademais a isto, inclusive, parece que as verbas usadas para o sistema penitenciário foram muito mal utilizadas, não controladas, não supervisionadas e etc.; mas a Justiça continuava a enviar presos aos presídios, a polícia continuava a prender e etc.; ou seja, fazíamos como na figura 1 (abaixo), ou melhor, os policiais e os juristas faziam e fazem, tentando enfiar mais presos em um sistema carcerário que não suporta mais nada exceto melhorias significativas em suas instalações, pessoais, procedimentos e técnicas tecnológicas de segurança. Ou seja, tudo começou a ruir quando começaram a prender muito mais gente do que as cadeias suportavam, e nenhuma medida urgente era feita para melhorar as condições de trabalho do pessoal da segurança e muito menos se providenciava presídios na quantidade necessária (à demanda que se apresentava, e que com certeza deve ter aumentado com a recente crise brasileira).


Figura 1: O Elo Matemática-Ecologia



Fonte: Reproduzido e Adaptado de SMOLE; DINIZ, 2003, p. 103.
Legenda: “A Curva 1 representa uma situação característica de populações naturais, sem interferência do ser humano, em equilíbrio devido à existência de predadores naturais. A curva 2 representa uma situação em que os predadores naturais, por algum motivo, fora eliminados. [...] Na curva 1 [...] podemos perceber, no trecho b, um crescimento mais lento em relação a curva 2. Em c, a população atinge o pico e se estabiliza sofrendo apenas pequenas oscilações (trechos d e e) dentro de uma  situação de equilíbrio, o que mostra que a população de ratos é mantida em equilíbrio pelos predadores naturais. Na curva 2, vemos no trecho f, um acelerado crescimento da população de ratos seguido de um decréscimo muito rápido (trecho g)” (CÉSAR & SEZAR, 1998, p. 599 apud SMOLE; DINIZ, 2003, p. 103-104).


Porém na figura 1, acontece que quando as populações crescem demais, acabam por morrerem por falta de espaço e alimento ou por doenças relacionadas à superpopulação e falta de alimentos. Mas no caso dos presídios, estão matando entre si, os presos e detentos, para dizerem das péssimas condições dos sistemas carcerários e de como as facções criminosas, estão cada vez mais presentes e com maior controle de ações dentro e fora dos presídios; e este fora dos presídios é que mais apavora a sociedade, lamentavelmente – por falta de integração de política, segurança, planejamento e controle, inclusive e mais uma vez.
Mas mais uma vez se a situação já estava péssima, por que nada foi feito e apenas deixaram que ela se alastrasse? Porque assim é o sistema do Brasil. Porém, no caso, o sistema penitenciário já não comportava mais estes novos internos. Porque o sistema judicial, legal e prisional brasileiro está sucateado.
E mais uma vez: foi o interesse e as intenções dos políticos que levaram a isto; e também a vontade de demais pessoas que puderam contribuir nesta situação. Isto porque o homem vai atrás daquilo que suas convicções e suas paixões o impulsionam a ir, e depois, isto acaba por se refletir no mundo.
Esta é a relação do sucateamento dos sistemas brasileiros e a matemática-biológica / ecológica-social. Os modelos matemáticos servem para mostrar o que sucede sistematicamente; os biológicos, melhor dizendo, ecológico, dizem dos modelos dos nichos e meio de vida – habitats; e finalmente o modelo social, diz do impacto disso na sociedade humana. Conforme demonstramos.
Mas a situação é maior que isto, porque tem ainda o lado intencional, o da vontade que se tinha ao realizar ações e políticas privadas e públicas que nos trouxeram até a situação lastimável que observamos nos presídios brasileiros no início do ano de 2017. E sobre a intenção, vamos usar argumentos espiritualistas, afinal a essência – vontade – é algo muito mais espiritual ou sentimental do que material, em gênese de intenção depois, claro, assume as formas materiais.
Vejamos o que o mentor de Chico Xavier, o Emmanuel (2008) disse através do notável dom mediúnico / espiritual do Chico:

“Esse acreditou no poder econômico, de tal modo, e se cercou de tamanhas expressões de reconforto que te parece agredir; outro adquiriu a suposta legitimidade da independência sem dever à cumprir e se enveredou em experiências que lhe resultarão em aprendizados amargos; aquele outro vestiu o cérebro de ilusões e distanciou-se da fé, recusando-te as referências a Deus; e aquele outro ainda aceitou as sugestões da fuga, através dos tóxicos, nascidos nos ingredientes da anestesia que a Bondade Divina confiou à ciência humana, no socorro aos enfermos, e estirou-se em penúria física e espiritual” (EMMANUEL; psicografado por XAVIER, 2008, p.134).


Ou seja, algumas intenções são fugas ou ilusões num mundo meramente material e que eles pensam que aparentemente é sem sentido espiritual algum, onde apenas o aqui e o agora importam; mas conforme sabemos, nem sempre as coisas saem como as pessoas esperavam ou planejavam, bem ou mal planejado.
E também é interessante que se observe esta passagem do pensamento espírita contemporâneo, para completar os dizeres de Emmanuel acima expostos:

“Nessas horas de incertezas e lágrimas, quando tudo de melhor te parecer perdido; quando as vagas do sofrimento te houverem sacudido o barco da existência, através das tempestades de angústia; quando a saudade te envolve em nuvens de tristeza; ou quando a incompreensão te marginalize em tribulações difíceis de suportar, não te entregues ao desânimo, nem te refugies no desespero... Em quaisquer circunstâncias, nas quais te veja de coração sozinho, ou empobrecido de forças, contempla a imensidade dos céus, ergue a fronte, enxuga o pranto e caminha para diante, conservando bom-ânimo e a esperança, porque ainda mesmo quando suponhas haver perdido tudo o que possuías de valioso na Terra, trazes contigo o tesouro máximo da vida, que nenhuma ocorrência do mundo te pode arrancar, porque tens Deus” (EMMANUEL; psicografado por XAVIER, 2008, p.140-141).



Ou seja, o importante é que ainda temos condições de fazer algo para mudar isto. É claro que é uma situação complexa e o exemplo utilizado das drogas é apenas uma das questões legal que este blog acredita que devam ser mudadas; além disto, o próprio sistema deve incluir punições mais severas para crimes hediondos e contra o patrimônio público, enquanto pequenos delitos e crimes de menor impacto social devem ter penas alteradas no sentido de imporem-nas medidas alternativas ou penas bem mais brandas, do que o ingressar em presídios que são verdadeiras instituições de ensino criminal, penosamente.


Engana-se muito quem pensa que a droga e a violência são as maiores causas do que aconteceu e infelizmente ainda ocorre nas prisões brasileiras; a corrupção, o crime de tráfico de influência em sentença judicial e as falta de responsabilidade no exercício público contribuem muito mais para o caso das casas de detenções brasileiras do que a venda de drogas e armas, segundo minha concepção abrangente-mente exposta sobre o caso.
Algo urgente, principalmente no que trata do mudar as leis e dar maiores investimentos ao sistema penitenciário; além de, também, implantar um controle e uma supervisão de fiscalização a esta questão dos presídios e mesmo do sistema policial e judicial, mas isto tudo, é muito ad hoc para que as instituições brasileiras possam vir a compreendê-la em sua magnitude.
Para todos nós que sacamos perfeitamente o que foi dito acima, e lamentamos sinceramente que presos sejam tratados como gados, desculpem-me a analogia, a comparação, mas que sejam tratados como gados num pasto grande, mas sem muita grama (comida) e sem muito espaço para os bichos viverem; até que chega um ponto, quando teve muito gado no campo, mas com pouca gente interessada em tirar eles de lá (revenda ou abatimento), em que os bichos começaram a morrer de fome e de falta de espaços; e para os peões que viram a tragédia toda suceder, eles ainda contavam, a quem quisesse saber, que, se um líder do gado tivesse mais força em suas quatro patas e chifres, um líder de rebanho tinha matado outro, na esperança de liberar mais terra e comida para os seus descendentes.
É isto gente, 2017 começou extremamente pesado, mas nada como um dia atrás do outro para podermos consertar situações graves como essa.
Mas devemos seguir com fé e com boas intenções no coração, e na pedida do possível ajudar a quem sofre, enquanto pensamos em como ajudar esta situação lastimável toda de uma forma mais abrangente.


E para amenizar um pouco este post, vamos de indicações de som, vamos lá:


Sons do Post
Figura 2: CD M-People
Fonte: Site Canto das Letras; disponível em <http://cantodasletras.com/wp- content/uploads/2016/08/Imagem-19-1.jpg>

Figura 3: CD La Bouche
Fonte: site Discogs; disponível em <https://img.discogs.com/ qc3BJeYb16KqHO8YaTXofiMF77U= /fit-in/300x300/filtersstrip_icc():format(jpeg):mode_rgb() :quality(40)/discogs-images/R-545049-1202470660.jpeg.jpg>


CD: M-People – Fresco; BMG: 1997.

O álbum de Heather Small (vocal), Mike Pickering (sax e backing vocal), Paul Heard (baixo e teclado) e Shovell (na percussão), que é o M-People, é um disco de house-soul que abre com Just For You, uma canção soul música à lá R&B; todas as músicas do CD foram escritas por PickingHeardSmall (1997), com exceção de Avalon, que é de Brian Ferry (S/d). A faixa 2 é “House M-People powered”. O Som de Fantasy Islandque teve ainda o piano de Terry Burrus, o Funk Essencial do Brooklyn de John Thirkell e o arranjo de voz feito por Danny Madden; com participação vocal de Audrey WheelerKhadeija Bass, Will Downing e Mark LedfordHouse old school total! O CD prossegue com R&B, soul, eletro-funk, houseambient-trip e variados beats & bass lines bem elaborados – além da qualidade harmônica e vocal do grupo. Destaques para: Avalon (em versão Drum por M-People), Never Mind LoveSmileAngel StLonely e Rhythm and Blues, entre outras. Uma curiosidade: o nome do CD - F.r.e.s.c.o. - em português, quer dizer novo, recém-feito, agradável e saudável; e em 2017 este CD e o ao lado completam 20 anos.
CD: La Bouche – A Moment of Love, BMG Berlin: 1997

Outro CD que faz 20 anos agora é 2017 é o Moment Oflove. A La Bouche é formada pelo Duo de Melanie Thornton e por Lane McCray; mas este CD da dupla contém na última faixa do CD – track 14 – um tributo à Lady Diana, composto por Elton John e Taupin, a canção Candle In The Wind’97 (Gospel Version) com a participação de No Mercy, Chilli, Ma Belle, Joan Faulkner, Christian SargentFreda GoodlettRejime and The Jackson Singers; canção esta que foi escrita na ocasião do desencarne repentino da princesa do Reino Unido, por abusos de paparazzi, ao que tudo indica. O CD tem ainda duas versões de You Won’t Forget Me; a original (track 1) – estilo dance pop ou Dance Hall 90 -  e a House Mix (track 13). Sendo que apenas estas duas músicas já são muito importantes, uma em virtude da homenagem a passagem à vida espiritual de lady Diana e o outro pela aceitação excelente que You Won’t Forget Me teve nas pistas e rádios mundiais naquele ano de 1997 e 98. Destaque ainda para Don’t Let The Rain, Say You’ll Be Mine, SOS, A Moment Of Love e Body + Soul, e outrasUma grande curiosidade sobre o CD é que a faixa 14 teve todos os seus royalties e lucros das vendas revertidos para a Fundação Madre Tereza, na Índia. Atualmente, a beata Madre Tereza está em fase de santificação.
Figura 4: Box Belle & Sebastian
Fonte: Site MTV; Disponível em < http://images2.mtv.com/shared/ media/images/amg_covers/200/dre000/ e029/e0299618kv3.jpg?width=300&height=300&enlarge =false&matte=true&matteColor=black&quality=0.>
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CD BOX: Belle & Sebastian – Lazy Line Painter Jane; Jeepster Recordings: 1997; Trama: 2001.

Este eu sou muito suspeito para recomendar; porque eu gosto muito de Belle and sebastian, principalmente destes três singles que compõem a caixa de Lazy Line Painter Jane. Vou colocar a lista das faixas a seguir:

Dog On Wheels: Dog On Wheels; The State I am In; String Bean Jean; Belle & Sebastian.
Lazy Line Painter Jane: Lazy Jane-Painter Jane; You Made Me Forget My Dreams; Photo Jane; A Century Of Elvis.
3... 6... 9... Seconds of Light: A Century of Fakers; La Pastie de la Bourgueoisie; Beautiful; Put the Book Back onThe’Shelf.


É isto pessoal, esta foi nossa primeira postagem de 2017, espero que vocês tenham gostado e que possam curtir, me adicionar aos seus círculos, compartilhar e comentar este blog na web; certinho? Muito obrigado pelo tempo que vocês passam neste site e obrigado por acessarem este endereço e ouvirem meus mixes na web.
Ótimo ano de 2017, pra gente; tudo de bom pra vocês. Até mais.



Referências


SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von (1775 – 1854). Aforismos para Introdução à Filosofia da Natureza E Aforismos sobre A Filosofia da Natureza. Tradução de Márcia C. F. Gonçalves. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.

SMOLE, Kátia Cristina Stocco; DINIZ, Maria Ignes de Souza Vieira. Matemática – Volume I – 1.ª Série – Ensino Médio. 3.ª Edição Reformada. São Paulo: Saraiva, 2003.

XAVIER, Francisco Cândido (1910 – 2002). Companheiro. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. 34.ª Edição, fevereiro de 2008. Araras (SP): IDE (Instituto de Difusão Espírita), 2008.


domingo, 25 de dezembro de 2016

Natali & Fatali

Natali e Fatali.


Natali é natalino, o surgimento ou dar a vida;
Fatali é fatalista, o depauperamento ou o fim dos reveses da vida.



Imagem 1: Noel 71 Prisunic. Com aplicação de Filtros e Efeitos, do (software) Microsoft Word 2010.
Fonte: Web, S/d. Disponível em <https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/236x/ab/53/46/ab53467eafed2ef82effdd0846ad0439.jpg> Acesso em 24 de Dezembro de 2016.


Amigos, saudações, e sejam bem-vindos a este blog. É-me uma imensa honra poder falar-lhes, em qualquer lugar do mundo - onde vocês estiverem - e no momento em que vocês consideram o melhor para acessar este blog: muito obrigado por ajudar a fazer este blog, os Livros do Edson e muito obrigado por sua leitura e atenção; assim, eu só quero agradecer um pouco mais, também, no sincero agradecimento por viver nesta era tecnológica, mesmo que antagonicamente algumas pessoas ainda vivam como antes de 1950... De todo modo: é desafiador e dinâmico viver por estes dias, no avançar do século XXI. Mas, o agora, também, é nosso espaço, principalmente com a Internet; e, devemos aproveitar isto; ou seja: esta é uma das maiores vantagens da internet – que é o privilégio de poder falar com as pessoas em qualquer lugar, a qualquer hora, sendo sempre no agora, transpondo as barreiras de línguas, barreiras geográficas, as de fusos horários e outras. E este é o novo e contemporâneo significado de ad hoc. E as coisas se misturam, cada vez mais e sempre...
E ao mesmo tempo é natal e algumas tradições são mantidas e também estas mesmas tradições podem acabar por servir de ignição para atos violentos, discriminatórios ou de segregações. Porque, infelizmente, se Deus criou a fé e as forças invisíveis, porém, foi o homem que quis que fossem às religiões que deveriam tomar conta dos motivos religiosos; ou seja, isto aponta para quando se começou a entender que a crença pessoal de cada um, socialmente, deveria ser vista como algo coletivo, assim isto foi o que se conveniou chamar de Religião. Assim, também, a religião é o coletivo e a religiosidade é singular – onde o centro das atenções deveria ser a religiosidade, mas infelizmente, as pessoas e as entidades estão preferindo mais valorizarem o numeral, o tanto, a quantidade do que o âmago, o pessoal e a qualidade.
E quando uma maioria tentar se impor pela quantidade e não pela qualidade, sempre acabam por desequilibrar as culturas e as ideologias diferentes. E quem se sente ameaçado ou acuado, acaba por fugir ou lutar (enfrentar) aquilo que o desequilibra. Eu não estou defendendo nem os fanáticos religiosos e nem os corruptos, mas será que nós já paramos para pensar que a cultura e fé ocidental impositiva são, de certa forma, ameaçadoras para algumas outras culturas? Ou então que mesmo estando certas as novas posturas e condutas que nós defendemos isto vai, radicalmente, contra o jeito de certas famílias, e mesmo contra os hábitos de certas pessoas; que não são mais hábitos aceitos como corretos, porém que são difíceis de alterarem-se, por se tratarem de um aspecto cultural? Ou seja, já paramos para pensar que talvez a modernidade e a contemporaneidade estejam exigindo demais de algumas culturas e tradições, ou mesmo exigindo um comportamento radicalmente contra o que algumas destas outras culturas – minoritárias – propagam? Ou seja, fases de transições e um dado tempo de assimilação, então, se fazem necessários.
Desta forma é que uma época que era para ser apenas de festas e comemorações se torna um período em que os níveis de alerta de segurança são redobrados, porque se trata de uma época de ataques, em potencial; onde os ânimos se exaltam e as teorias absurdas de fanáticos, que apesar de dissonantes, acabam por fascinarem àqueles que já estavam sem esperança ou amor-próprio. E se tem fanatismo e se tem propaganda, nem tanto precisaria de internet; mas, tem fanatismo, tem divulgação e ainda tem a internet, então, meu amigo leitor, tudo aquilo que falamos se torna exponencial, perigosamente.
Mas é claro, a internet é apena uma parte do mundo, ou melhor, é um outro mundo, virtual, que existe dentro da realidade real, concreta e física das coisas; sendo que em alguns pontos e momentos estas duas realidades se chocam, colidindo-se ou abraçando-se. Mas, de fato, a internet frisa mesmo algumas diferenças gritantes do mundo atual.
Exemplos da internet e da realidade concreta chocando-se: É a menina que fez sucesso na internet que depois vai fazer sucesso na tevê e nas revistas; ou é aquele morador de rua, que de tão gente boa, fez amizade com bastantes pessoas do bairro, prestando alguns serviços como de limpeza e de pequenos consertos, e foi deste modo que ganhou a confiança e admiração do pessoal do bairro, que depois de os moradores de endereço fixo fazerem um vídeo e postarem na web, acabaram por abrir as portas, em definitivo, para uma nova vida a este morador de rua. São de coisas assim que dizíamos...
Não podemos, assim, achar que estando tudo bem na nossa vidinha de internet ou naquela rede social que nós mais gostamos, então, tudo está bem em nossa vida, em certos aspectos; isto, ainda, quer dizer do egoísmo e visão limitada da realidade concreta das coisas, que algumas pessoas exibem. Porque se podemos inovar e fazer algo a mais, porque apenas iríamos fazer para nós e daquilo que já sabemos, apenas? Limitando-nos e nos contentando com nossas mesquinhezes.
Mas a internet ainda está também em Natali e Fatali – o principal assunto desta postagem; isto porque ao mesmo tempo a virtualidade, também carrega os mesmos problemas da humanidade, seja no aspecto de segurança, de ética, de conduta e comportamento e etc. E também está, a internet, em ciclos de ascensão e decadência; ou de vida e morte.
Significando, ainda, que:
O Natali é o natal, o nascimento ou o reviver;
Fatali é o fatal, a morte ou as vicissitudes.
Mas natali & o fatali não são antagônicos, muito pelo contrário, são dois lados de uma mesma moeda única; são faces distintas de um só título: a vida na Terra, ao que tudo nos indica.
Estas ideias não são necessariamente contrárias, vamos ver dois momentos de Drummond de Andrade (1998) agora, antes de fazermos esta explicação final de Natali e Fatali:

- não se morre
uma só vez, nem de vez.
Restam sempre muitas vidas
para serem consumidas
na razão dos desencontros
de nosso sangue nos corpos
por onde vai dividindo.
Ficam sempre muitas mortes
para serem longamente
reencarnadas noutro morto.
Mas estamos todos vivos.
E mais que vivos, alegres.
Estamos todos como éramos
ante de ser, e ninguém
dirá que ficou faltando
algum dos teus (DRUMMOND DE ANDRADE, 1998, p. 81).


Os dois poemas de Drummond de Andrade (1998) citados nesta postagem são, o de cima, que é “A mesa” (pp. 76-86) e o poema “Nosso Tempo” (pp. 119-126). Sendo que para muitas pessoas, a explicação do Natali e Fatali pode mesmo parecer desconexa ou “sem sentido” – porque e o sentido dela extrapola a compreensão normal de vida que as pessoas têm.
O Natal não é uma vez só e nem o Fatali é apenas em definitivo. Ficam sempre muitas vidas e muitas mortes, como já bem observou Drummond de Andrade (1998) na citação acima.
E continuando com o poeta de Itabira. Como diz Carlos Drummond de Andrade: “Escuta o Horrível emprego do dia, em todos os países de fala humana” (DRUMMOND DE ANDRADE, 1998, p. 124). Ou seja, todo dia, começa a acaba o trabalho; é o Natali e o Fatali a todo instante. O horrível emprego é o que traz o maravilhoso salário, que dá graça e continuidade a vida; que compra mimos e que impulsiona a economia. Ou seja, mesmo horrível, é necessário. Isto explica bem o Natali e o Fatali segundo a poesia drummondiana.
Onde, geralmente, as pessoas associam o Natali à felicidade e às festas; e o Fatali à tristeza e ao choro; mas isto não precisa ser assim; uma vez que quando se entende o Natali & o Fatali, então, tudo faz outros sentidos...
E isto para nós é o Natal – dia 25 de Dezembro – o Natalis; e o Fatal – o dia 31 de Dezembro – o FatalisE é bom que nos lembremos disto, sim.
Sendo que o Natal representa o nascimento de novas possibilidades ou a renovação das esperanças; e o Fatali é o fim de um ciclo – geralmente, o fim do ciclo do ano e etc. – e que indica que o caminho para o novo, finalmente, está em aberto. Como dizia Jesus sobre Natalis e Fatalis, quem não nascer de novo não entra no Reino dos Céus. E não amigos, isto não é batismo, é de fato renascer e reviver; muitas vezes, entendendo o ciclo e as coisas desta e de outras vidas. E este é mais um mistério da nossa Fé e da vida na Terra, mas não o único.
O mistério de nossa fé, maior, talvez seja mesmo o de:
Jesus ser feito menino, ter vindo à Terra como gente; ou seja, o corpo humano com capacidade de abrigar um Avatar, ou uma fidedigna e expectorada fac-símile imagem e semelhança de Deus, feito em pessoa “homem” – em próprio Deus –; ou, então, um Deus feito um Menino-Homem; indicando a capacidade que o corpo humano tem de abrigar espíritos muito evoluídos; e que detenham de total controle de suas capacidades – totais capacidades – físicas, mentais, espirituais e sociais; entre outras – TODAS.
Assim, amigos de web, e amigas leitoras, enquanto alguns pensam em como assustar e mesmo causar dor & Fatalis aos seres humanos que vivem suas vidas sociais inocentes, comprando presentes e enfeites de natal em feiras livres; existe quem pensa em como o significado do Natalis quer dizer da verdadeira luz humana, de cura, libertação e proteção – para nós e os nossos. E isto que mais falo hoje com esta postagem, do lado do nascer e do perecer da vida, e das coisas.
É assim que podemos escolher, e optar por seguir o caminho da iluminação ou da decadência, tentando interferir o mínimo possível nas escolhas que as outras pessoas fazem, porque se nós temos a nossa liberdade de escolha, elas também têm a liberdade de escolha delas; mas sempre, devemos ainda, invariavelmente, estar nos respeitando-nos uns aos outros, de modo que as culturas mais fracas devem estar a proteger e zelar pelas culturas mais frágeis e minoritárias e jamais que uma cultura venha a sufocar ou engolir a outra.
Que possamos sinceramente nos compreender e sermos compreendidos. Entender a época em que vivemos e as épocas em que sempre existiram para nós (nossas vicissitudes e condições) enquanto seres humanos em evolução. E lembre-se: enquanto uma pessoa vibra em uma frequência Natalis; outra pessoa pode estar em Fatalis, e isto é duro de entendermos, mas por mais difícil que isto possa parecer, devemos respeitar o direito do outro de vibrar negativamente, mas se formos perguntados, devemos, sim, alertar sobre os malefícios que ondas vibratórias negativas vêm a causar às pessoas, animais e coisas.
É isto senhoras e senhores; espero não ter me delongado mais do que o necessário. E que ainda dê tempo de nós fazermos tudo aquilo que viemos nos propor a fazer nesta existência e neste ano!
Feliz Natal para ti; e que o Fatali apenas possa te alcançar quando de fato estiver preparado para isto, que nada possa ser cortado de sua vida; desejo isto lhes sinceramente; e também: muita vida, saúde e proteção para vocês, leitores de Livros do Edson; ouvintes de DJ Edsonn@ndo (e meus outros perfis de DJ), e, quem mais me acompanha nas diversas atividades que faço. Muito obrigado. Boas festas e até mais.
Obrigado, também, a todos os meus clientes de 2016, dos serviços que faço com as revisões de Textos e Relatórios. Muito sucesso para vocês todos. Agradeço-lhes.
Voltem sempre. Obrigado e tudo de bom.


REFERÊNCIAS

DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. 1902 - 1987. Poesias, Seleções. Antologia Poética. Organizada pelo autor. 39ª ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. [Coletânea].

domingo, 18 de dezembro de 2016

Sinceridade de Dezembro


Sinceridades de Dezembro

Olá, tudo bem? Eu quero que você seja bem vindo a este blog, você que chega aqui pela primeira vez; e como é bom em te ver vocês aqui novamente, pra vocês que já conhecem este endereço. Fiquem à vontade, como sempre. 
Pra não dizerem que sou muito impessoal neste blog, olha aí uma foto minha recente (de hoje!), perto da porta da sala, que estamos fazendo a troca da porta, porque a antiga estava gasta nas dobradiças... Olha só... P.S.: Apenas não reparem na qualidade da imagem, uma vez que eu uso uma versão demo do ManyCam e a resolução é um pouco baixa, e mesmo forçando um tamanho maior de imagem (mais pixel) mesmo assim, a qualidade não fica boa; assim as imagens servem apenas para ilustrar este post, OK...


IMAGEM 1Edson, o autor, ao acordar pela manhã; às dez horas de domingo.
FONTE: O autor (2016).

E, depois disto visto, agora é hora de começarmos nossa postagem de hoje, com texto sobre a época do fim de ano e depois, mais fotos e indicações de CDs de áudio. Vamos lá? E vamos ser sinceros? !!!

Pra ser sincero não espero de você mais do que educação; um beijo sem paixão, crime sem castigo, aperto de mãos; apenas bons amigos. [...] Nós dois temos os mesmos defeitos, sabemos tudo ao nosso respeito; somos suspeitos de um crime perfeito; mas crimes perfeitos não deixam suspeitos. [...] Pra ser sincero não espero que você me perdoe, por ter perdido a calma; por ter vendido a alma ao diabo. Um dia destes, destes encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação. [...] Pra ser sincero; prazer e vê-la; até mais. Até mais(ENGENHEIROS DO HAWAI, Pra Ser Sincero – GESSINGER; LICKS, S/d, faixa 06).


Existe um quê de não sei oque em dezembro: o mês de dezembro tem um quê muito especial. Um quê de querer; e talvez um outro quê de quonfiança [confiança].  E eu escrevo tal como se faz um Samba.
Sem muitos mais mistérios, além dos necessários para fixar a sua atenção, prezado leitor, pois bem, vamos lá? Então. O que temos pra agora? Esta postagem diz daquele quê de sinceridade, que ocorre quando as festas e os efeitos do clima leve de dezembro influem na vida de cada um de nós – que se deixam levar por tais sentimentos –, contagiando assim com leveza e descontração todo o ambiente em que estamos. Vocês já tiveram esta sensação? Ela mistura compaixão, amizades, laços familiares, laços profissionais e outros: num emaranhado sentimental de perspectivas [que vão] de bon vivant, à melancolias, de gratidão e outras. Resumindo: em dezembro, nós, pessoas, ficamos diferentes: mais sentimentais, mais excessivos, mais dóceis, mais com compaixão ou mais desenfreados.
“O meu pensamento tem a cor de seu vestido. Ou um girassol que tem a cor de seu cabelo” (CLUBE DA ESQUINA, 1971, Um Girassol da Cor do seu Cabelo; BORGES; BORGES, 1972; 2012, faixa 8) – resume um belo tanto do que quero dizer com a alegria e a leveza que se tem em dezembro, isto mesmo quando se extrapola um pouco; e alguns excessos, mesmo excessos de sinceridades são acometidos, e acabam por acontecer, sim, e isto é normal e bem-vindo em dezembro, desde que saiba-se que a vida prossegue-se no dia ou no mês seguinte. Então, festejar, com cautela: é uma boa medida. Ou não? A vida segue meus queridos, isto é fato.
Mas o que mesmo que é que deixa dezembro tão especial? Não sei se são os horários especiais do comércio – às compras –, ou a quantidade maior de dinheiro em circulação – o décimo terceiro salário – e com isto mais bebidas e festas; ou então, as viagens, as férias, e o contato mais próximo com amigos e familiares... Ou, o que será? 
Não sei se são as compras. Ou o espírito do natal. E refletindo um pouco, dá pra chegar à conclusão de como estes dois – as compras e o espírito do natal – insistem em tentar se complementarem; ao que a esmagadora maioria das pessoas pensa e sente sobre isto que: se se tem uma mesa farta, uma moradia digna, e dispõem de saúde os membros familiares, então o espírito do natal deve estar presente naquele lar; e se nada disto anteriormente dito estiver sendo atualmente vivido, então não se está com o espírito do natal; mas é claro que não se trata disto, jamais; é antes uma questão de como cada um [de nós] se sente no natal e o que precisa ter nesta data para que se possa ser ou se sentir feliz; ou ainda, para se estar em paz consigo mesmo e com os demais; e isto tudo, estes vários pontos-vírgulas dizem de como a pessoa pensa e sente o mundo em que vive [ou como abraça o aspecto lógos / pathos da questão], e se tem estabilidade física (monetária e etc.), igualmente, pensa que está em bênção espiritual, ou seja: as compras e o espírito do natal em uma mesma situação. 
Porém, ao que tudo indica – metafisicamente – estas coisas são antagônicas entre si; e por isto mesmo comemoram-se na mesma época, não por similaridade, mas por antagonismo; por uma disputa, para ver quem se supera a quem, ou seja: se as pessoas intentam ter mais o espírito do natal ou mais as compras – e etc. – em suas vidas. Ou seja, se comemora a época do espírito do natal – que simboliza Jesus em compreensão sincera muito mais do que em adoração desmedida – na mesma ocasião da festa ao deus maior dos pagãos, não apenas por conveniência de calendários, mas para de fato haver um embate entre uma energia e outra nesta oportunidade. Ou seja, elas se entrelaçam por suas características antagônicas. 
Ou então por suas antalogias (antalogias é igual à: junção da palavra antagonia mais a palavra lógicaantagonia quer dizer sobre o que é de qualidade antagônica ou daquilo que é antagônico).
Muitos filósofos afirmam que a dicotomia entre o bem e mal não é nada mais do que uma invenção ou um meandro das sociedades ou mesmo da Igreja para inverter os valores da vida, como adaptabilidade, evolução, superação e etc. Nietzsche diz sobre isto, assim [citação selecionada - a seguir]: ...

De súbito, porém, sobressaltou-se o ouvido de Zaratustra, porque a caverna, até ali animada pela bulha e o riso, ficou de repente num silêncio sepulcral. Às narinas de Zaratustra chegou um odor agradável de fumo e incenso, como se tivesse posto pinhas ao lume. “Que sucederá? Que estão a fazer”, perguntou a si mesmo, aproximando-se da entrada para ver os convidados sem ser visto. Mas, ó maravilha das maravilhas! Que viram então os seus olhos? “Tornaram-se todos religiosos! Rezam! Estão doidos!”, disse numa admiração sem limites. E, efetivamente, todos aqueles homens superiores – os dois reis, o papa, o sinistro feiticeiro, o mendigo voluntário, o viandante e sua sombra, o velho adivinho, o consciencioso e o homem mais feio – estavam prostrados de joelhos, como velhas beatas; estavam de joelhos a adorar o jumento! E o mais feio dos homens começava a soprar, como se dele quisesse sair qualquer coisa inexprimível; mas quando afinal se pôs a falar, salmodiava uma piedosa e singular ladainha em louvor do adorado e incensado burro. Eis qual era a ladainha: “Amém! E honra e estima e gratidão e louvores e forças sejam com o nosso Deus, de eternidade em eternidade”. E o burro zurrava: I-A. “Ele leva nossas cargas; é pacífico e nunca diz não. E não o ama o seu Deus; castiga-o”. E o burro zurrava: I-A. [...] “Vê como tudo tu não repeles ninguém, nem os mendigos, nem os reis. Deixas vir a ti as criancinhas, e se os velhacos te querem tentar dizes simplesmente: I-A”. E o burro zurrava: I-A. “Gostas das burras e dos figos frescos, e não és exigente com a comida. Um caldo te satisfaz as entranhas quando tens fome. Nisso reside à sabedoria de um Deus”. E o burro zurrava: I-A.(NIETZSCHE, 2010, p. 256, 257)

Ou seja, era necessária que houvesse uma – ou mais – Igreja ou Igrejas porque os Homens, mesmo os mais elevados dos Homens, necessitavam de um bezerro a ser adorado, ou como Nietzsche expôs, um burro a ser louvado e adorado. 
Mas isto não é inteiramente ruim; e vamos nos ater a apenas um exemplo, no caso, o da sexualidade; por exemplo, se a Igreja tivesse pregado que o ser humano pudesse fazer sexo à vontade, provavelmente, a raça humana agora estaria com maiores adoecimentos ainda, em virtude de doenças sexualmente transmissíveis e demais mazelas do sexo, como obsessões ou cargas de estresses em demasia, em virtude deste exagero que poderia ter - e sem dúvida teria - sido acometido pelas culturas humanas, se, por exemplo, a Igreja tivesse adotado uma postura mais flexível e liberal em relação ao sexo e à sexualidade. Eu tive esta ideia hoje: o ser humano é adaptável, mas tem um organismo sensível e suscetível a doenças e muitas dessas doenças são causadas pelos exageros de todas as espécies. Assim, contendo o homem, ou 'pregando o tedioso caminho do meio', como Nietzsche dizia, assim, mesmo vivendo limitado [ou limitando-se voluntariamente] e com parcimônia, se está de certa forma, preservando a si mesmo.
Assim o quê que há em Dezembro – com maiúsculo em referência ao deus antigo que originou este nome - é o quê da vontade, seja a vontade do ter e do possuir física ou do ter e possuir espiritualmente, porém, o espiritual apenas nos é dado se o mais alto assim o quiser; enquanto as posses físicas ainda dependem de como nos relacionamos e vivemos por estas Terras aqui, e etc.
Por isto, eu não posso desejar outra coisa senão que você tenha mais, neste natal e neste fim de ano, é paz, saúde e compreensão entre os teus (amigos ou familiares), e claro, que você tenha sucesso e possa se manter; e que também você possa ter anseios em conquistar coisas boas junto com Deus e seus Méritos [e Mistérios - como sempre], mais do que junto com as pessoas e suas vaidades, e isto sinceramente e de verdade, sem querer mostrar - a priori - para os outros sobre isto.
É deste modo que eu desejo a você, neste natal, muitas realizações e conquistas.
E para quem acredita em espiritualidade, desejo que as conquistas maiores ainda possam ser as que o Mais Alto reserva para nós, e que as possamos obter desde esta vida, até a nossa existência futura.


IMAGEM 2Edson, o autor, tomando café - hoje em dia. Ao fundo, porta da sala em substituição
FONTE: O autor (2016).



Presentes de Natal:

Nesta parte vamos dizer de alguns CDs que comprei agora em dezembro, mas não que sejam necessariamente CDs exatamente novos, ou seja, de 2015, 2016 ou pré-lançamentos. São CDs que gosto e que agora integram minha Discoteca ou meu Case de CDs de DJ. Vamos lá?
Vamos começar com o David Guetta e o CD Listen Again (2015). Listen Again tem faixas de 2014 e 2015. Com muitas parcerias e participações especiais de David Guetta, com artistas do quilate de Emeli Sandé (in What I Did For Love, 2014), Nicki Minaj; Bebe Rexha & Afrojack (in Hey Mana – 2014) e Sia (in The Whisperer e Bang My Head, ambas de 2014); e também participações de Sia & Fetty Wap (in Bang myHead – 2015) e Skylar Grey (in Shot me Down – 2015). E abaixo, uma foto do CD duplo, isto é, que conta ainda com um CD 2 inteiramente mixado, inclusive fazendo uma espécie “de pot-pourri de Remix de faixas” de David Guetta, do CD Listen – CD 1.


IMAGEM 3: David Guetta, CD Listen Again (2015).
FONTE: O autor (2016).

A seguir, com a continuação de nossas sugestões de Presente de Natal, o negócio fica mais hard, linear e bem pegado: eis que surge o techno de Luke Slater. Eu não saberia precisar dizer como o pessoal da União Europa e dos Estados Unidos, por exemplo, consideram a Techno Music de Slater; mas pra quem é daqui de Matão, ou da maior parte do interior de São Paulo e em uma grande parte do Brasil, o Techno mesmo, o pure Techno é muito underground, sem dúvida alguma. 
O CD Fabric32 – Luke Slater, eu considero um achado eu ter conseguido compra-lo em pleno ano de 2016, ou seja, 10 anos após ele ter sido lançado, eu consegui o achar novo, na loja, que vou até dizer o nome da loja, a recomendadíssima e maravilhosa, Saraiva Livraria (e Mega Store); e quem diria que eu teria CDs originais da Fabric (boate underground em Londres, UK), pois bem, agora eu os tenho, alguns. 
Mas vamos lá? Luke Slater, Fabric32. A track 1 é um som de projeto de Luke Slater chamado L.D. DUB Corp; depois, o CD segue com destaque para as faixas 4 (chamada Hazui, em Remix de Gui Boratto – som de Guy J & Sahar Z); faixa 6 (Brain Freeze – de Tres Demented); Faixa 7 (Doin’it – de Putsch 79); track 9 (Organ Bender; em Mix de Alone At The Altar of Twisted Souls – do próprio Luke Slater); faixa 12 (Bump; em Remix de Switch – de Spank Rock, com participação especial de Amanda Blank); e faixa 13, chamada She Showed Me Heaven, de Luke Slater. O CD é inteiramente mixado, e contém 22 faixas totalmente Techno underground. É muito bom, porém, é bem fechado no estilo Techno, hard tech house; mas para mim é indispensável em uma discoteca Techno dos dias de hoje.
Já o Alright on Top é um disco autoral de Slater (as faixas 4 – I Can complete You – e 10 – Doctor Of Divinity – do disco são de autoria exclusiva de Slater) com autoria de Barrow, e participação de Finlow (na maravilhosa faixa 6 Take Us Apart, que é um Techno house fabuloso), isto na parte das músicas, das melodias. 
SE o Disco de Mixagem do Slater, recomendado nesta postagem, é eclético em estilos de beats e em texturas de pistas; o Álbum aqui recomendado de Slater é igualmente diversificado, porém eletrônico, que passeia pelo rock (big beat), pelas melodias (house ou tech-house) e pelos breaks (ou Trip-Hop ou Trip-Tech-House). A faixa 7 – Searching for a Dream – é um Trip, Big Beat, melódico e mais um bocado de estilo perfeito, isto, em um álbum de canções limpas, lineares, porém com evoluções de strings e Harmonias Eletrônicas. Destaques ainda para a Faixa 1 – Nothing At All - , com uma excelente levada Rock Big Beat e a faixa 3 – Star & Heroes. E ainda o CD tem uma levada psicodélica e envolvente; com vocais empolgantes e conceituais; sim com vocais, sim. Resumindo: Interessante ainda mencionar que todas as faixas têm letras, que são transcritas no encarte do CD, uma exceção a isto é a faixa 10 que é sem letras (quase inteiramente instrumental, mas que tem uma narração – narrativa – como vocais).






IMAGEM 4: CDs de Luke Slater: Fabric32 (2006) & Alright on Top (2002), respectivamente..
FONTE: O autor (2016).


O som alternativo sempre me envolveu. Pois bem, e segue.

E aqui, mais dois CDs Essenciais, maravilhosos que são: 

  • Essential Selection de Pete Tong (2003) e 
  •   
  • Cut Master Swift com o The Breaks II (1999). 

Estes dois CDs são muito importantes, sejam juntos ou separados, aparentemente eles não tem ligação alguma, mas de fato, eles complementam e indicam a História da Club Music, do House, do passinho, do Hip-Hop e de muitos outros estilos, incluindo a arte de DJ mix, claro. Vale a pena ouvir este CD, sempre.
Amostra (de cerca de 1 minuto de duração) do CD de Pete Tong (2003) pode ser ouvida no link embutido a seguir:




Vale a pena ouvir e ler o CD; o próprio CD – no encarte – de Pete Tong traz uma análise do DJ / Escritor Pete sobre a Cena Club no começo do século XXI. Pete Tong bem observa que o fator econômico era o mais importante na cena club até os anos de 1999-2002, em virtude do domínio das mídias de gravadoras no mercado fonográfico, quase que exclusivamente, por exemplo; porém, o lado do Club em si, ou de como as pessoas gostavam e gostam de curtir sua dança, sua música, ou mesmo a sua bebida ou sua droga influenciam também na cena, mais do que as gravadoras e os sons que elas produziam. Ou seja, Pete Tong (2003) já falava do som postado na web, sem gravadora, mas que agrada e que cai em cheio no gosto popular ou mesmo nas pistas mais undergrounds ou de fino house. O som Make It Happen (Ewan Pearson Mix) de Playgroup, faixa 3 do CD de Pete Tong resumi muito bem este movimento mencionado. O som / track 4 do CD eu já até postei em rede social e tudo, [porque] é fabuloso, introduzindo o break que denominou muito nas pistas dos anos 2000; o som é Sleeza, nome muito bem apropriado, de Kiki& Silver Surfer; quem não conhece, deve conhecer já sim, muito bom. E o Cd segue só com grandes nomes da cena Club dos anos 2000, com Sam La More, M Factor e Chopstick & Spoiled. E também, Flash Atkins; MoonCat e Ferank; e o incrível som chamado Hum feito por Meat Katie Meets Lee Coombs.
O Cd Breaks II – se chamaem inteiroCutmaster Swift presentes The Breaks II – Original by Boy Street Funk & Block Party ClasssicsÉ o CD classic total das festas dos anos 80 e 90 no Brasil, anos 60 e 70, nos Estados Unidos, Europa e mundo moderno, originalmente - uma vez que sempre houve um delay de algumas culturas até chegar ao mainstream no Brasil, se bem que aqui se trata de culturas undergrounds que em tese podem demorar mais ainda para chegarem, se é que chegam. Mas tudo isto é ainda muito especulativo. Sobre as eras e as canções que tocam ou não em suas respectivas épocas, ainda mais em outros países. É claro que algumas canções mudam, sim, sem dúvida alguma, de estas décadas todas e de um país a outra, mas acontece que no CD Breaks II tem canções do começo do som Funk de Rua – o que hoje se entende como o Gran Funk dos anos 70, o som Funk de Pista Original. Sim, é muito relíquia este Cd. Todo ele é dez, mais vou indicar três músicas que gosto muito. A primeira é Hercules de Aaron Neville; depois Chove Chuva / Mas que Nada, em performance por Samba Soul; e o maravilhoso som hip hop, street dance retro original, enfim, é tão raridade que nem sei como definir, pois é; o som de Gil Scott-Heron, com a maravilhosa letra de The Revolution Will Not Be Televised.
Estes Cds dizem de como as pessoas encaravam o som dance, o som hip hop, o som eletrônico, enfim, a musica de club, de rua ou de fazer o corpo se mover: move sound, man. Enfim, até os anos 2002, o que se tinha era tudo bem definido em estilos como Funk, Hip Hop, Techno, Trance, HouseDrum and Bass, Big Beat, Dub, Rap, Samba e etc. Mas depois do século XXI a música se misturou muito, o que o diga o Trap e o Drum Step. E então começou a se falar nos subgêneros mais que os gêneros: o som se tornou progressivo, eletrônico, drum  ou EBM – ElectronicBass Music – , Minimal e outros.
Estes dois CDS indicados agora falam do comecinho do som de baile funk, de club e de guetos, o CD Breaks II. O outro CD já faz a ponte, a transição entre o som que estava fixado pelas gravadoras nos anos 2000 e o novo som do século XXI que batia a porta das cabines dos disks jóqueis ao redor do mundo. E, os mais, senhores, são as histórias que fazemos hoje.
Abaixo a foto da parte traseira dos CDS citados.


IMAGEM 5: CDS: Essencial Seletion by Pate Tong (2003) & Cut Master Swift presents the breaks II (1999).
FONTE: O autor (2016).

E a seguir, os mesmos CDS – Essential Selections e Breaks II – em foto frontal.


IMAGEM 6: Lado Frontal dos CDs:  Essencial Seletion by Pate Tong (2003) & Cut Master Swift presents the breaks II (1999)
FONTE: O autor (2016).


Bem é isto, tem muitos outros sons que estou ouvindo, como o impressionante DJ Linus e o seu K.B.s Grooves em versão de Kris Wadworth A Love Letter To Dance Music Remix.
E a abaixo, um close meu para quem quiser me observar mais de perto, enfim. É isto.
Muito obrigado por acessar este blog e por visitar este site. Até mais. Tudo de bom pra você e seus queridos amigos e os familiares. Até mais.



IMAGEM 7Edson, o autor; em close e sem filtros.
FONTE: O autor (2016).



Referências

BORGES, Lô; BORGES, Márcio. Um Girassol da Cor do Seu Cabelo. ISRC BR-EMI-71-00101; EMI Music Brasil; EMI SongsIn Clube da Esquina – 1972. Coleção Milton Nascimento, Vol. 2. Abril Coleções. São Paulo: Abril, 2012.

GESSINGER, Humberto; LICKS, Augusto. Pra ser Sincero. (64033490) Warner / ChappellIn ACERVO ESPECIAL: Engenheiros do Hawaii. Produzido no Polo Industrial [Zona Franca] de Manaus, por Novo Disc; Rio de Janeiro: [licenciado por] Sony Music Entertainment Brasil, S/d. CD áudio wave, 14 faixas.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. Texto Integral. Tradução de Alex Marins. Nova Edição, 4.ª Reimpressão. São Paulo: Martin Claret, 2010.