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sábado, 3 de dezembro de 2016

Quando e Enquanto Se Espera o Fim do Ano...



Quando se espera que o ano de 2016 acabe
É quando se começa a se entender oque passou,
Mas aí já estamos em 2017.


É preciso criar de novo, Luís Maurício. Reinventar nagôs e latinos,
e as mais severas inscrições, e quantos ensinamentos e os modelos mais finos,

de tal maneira a vida nos excede e temos de enfrentá-la com poderosos recursos.
Mas seja humilde tua valentia. Repara que há veludo nos ursos.

Inconformados e prisioneiros, em Palermo, eles procuram o outro lado,
e na sua faminta inquietação algo se liberta da jaula e seu quadrado.

Detém-te. A grande flor do hipopótamo brota da água – nenúfar!
E dos dejetos do rinoceronte se alimentam os pássaros. E o açúcar

que dás na palma da mão à língua terna do cão adoça todos os animais 
(DRUMMOND DE ANDRADE, 1998, p. 91 in Poema A Luís Maurício, Infante).



TENTANDO MEDIR O IMENSURÁVEL


Nesta postagem tentaremos responder à pergunta: Quando há de cessar parte do sofrimento que se derrama sobre a sociedade brasileira? E quem disser que este sofrimento não há de afetar a todos, engana-se. Porque quem não sofre ao ver um semelhante seu lançado ao chão, encolhido, desabrigado e sem sua comida ou bebida, a espera, talvez de não esperar mais nada; quem, em melhor condição que este, ao menos que não se sinta recolhido e sensibilizado com semelhante situação de penúria descrita, pode se cientificar de que: esse próprio que ignora o sofrimento alheio, é quem ignora o inadequado sofrimento que um dia poderá recair a ele próprio, se persistir no caminho do orgulho, da soberba e da ganância. Mas será que é necessário mesmo que seja assim? Sempre e que com isto sempre se gere mais sofrimento e mesquinharias?
O poeta Carlos Drummond de Andrade (1998), que abriu a nossa postagem de hoje com o poema “A Luís Maurício, Infante” já escreveu muito bem, em citação já feita, mas que repete-se agora, assim: “É preciso criar de novo [...]. Reinventar nagôs e latinos, [...], e quantos ensinamentos e os modelos mais finos, de tal maneira a vida nos excede e temos de enfrentá-la com poderosos recursos. Mas seja humilde tua valentia. Repara que há veludo nos ursos” (ANDRADE, 1998, p. 91). Ou seja, se for preciso lutar e vencer um urso, para não ser por ele consumido ou submetido (vamos fazer a exposição assim), deve-se ainda observar que há uma certa suavidade na pele do urso. E isto Drummond de Andrade (1998) chama de valentia com humildade.
Assim, pergunta-se: quando o Brasil se sentirá pronto para crescer de fato com segurança, sustentabilidade, gestão e controle integrados ao progresso de toda a nação? SE há a valentia com humildade, então, quando haverá o crescimento do Brasil com sustentabilidade e equilíbrio?
Hoje, o progresso que se observa no Brasil, com o avanço da recessão e da crise político econômica é de um perseverar que com as “obsoletas ou inapropriadas” tratativas de amenizar e tentar solucionar este mesmo colapso que foi causado precisamente por políticas tendenciosas e que apostavam em opções já manjadas e comprovadamente equivocadas de lidar com tal questão, mas que mesmo assim, há que se insistir que tudo dará certo. Enfim, será? 
Ou seja, acreditamos que seja preciso reinventar, sim, com toda a carga poética e administrativa que isto exige sim, afinal, deve-se pensar na sensibilidade das medidas de políticas públicas - porque corrigir o Brasil, se é que isto é possível, exigirá muito tino, uma vez que medidas duras vão impactar diretamente na qualidade de vida e nos serviços prestados à população.
Tem um post que eu escrevi no começo da vida deste blog, por volta do segundo ou terceiro ano (no segundo ano desde blog, exatamente, no 14.º mês de vida do blog), em que se lê um texto chamado “Teoria do Regulamentado” 1 (que infelizmente saiu com uma fonte pequena, mas que tem um conteúdo bem específico de economia e modelos econômicos, inclusive; e outros) falando de Samuelson (1983) e demais teorias desta área do saber humano; onde lá, naquele post, quando analisava o modelo de economia do Brasil - que na época se apostava em juros mais baixos, crédito abundante e a meu ver tinha (ou tem) também uma falta clara de controle e de direção corretos ao caminho que o Brasil deva rumar – e assim pudesse corrigir os seus erros, para tentar apontar um rumo para que se consiga, por fim, começar a explorar parte do potencial que esta nação brasileira tem. Além disto, a Teoria do Regulamentado fala de questões de cargos de comissão pública, cargos de confiança, cargos regulatórios e fiscais, todos ocupados por indicações políticas, sendo que são os mesmos cargos que aprovam loteamentos, construção de parques industriais, ou seja, misturando política com poder privado, de empresas, num mix de negócios públicos e privados de “desenvolvimento”, lobby, negociatas, licitações armadas e etc., e a conclusão: uma corrupção imensurável. E para quê?  Eu respondo com a opção drummondiana: para que nós pudéssemos nos reinventarmo-nos. Reinventar os negros – e seus descendentes diretos e indiretos - e os sangues latinos. E isto ainda: por quê? Por causa do livre-arbítrio de cada um e mais algumas coisinhas mais, exemplos:
Porque acontece que o Brasil precisa de investimentos em Infraestrutura, energia limpa erenovável, além de atualizar os seus parques industriais, isto é: adquirir máquinas e adequar procedimentos a fim de obter maior produtividade. Mas para isto, talvez seja necessário um maior grau de escolaridade da população e neste sentido, uma reforma do ensino médio, pode sim ser bem vinda, mesmo que isto implique em aumentar a carga horária e expandir as opções de ensino que o aluno pode optar por ter.
Mas falando do post da Teoria Regulamentada, eu reescrevo aqui uma parte introdutória da postagem citada:

Já que, em 2013, pela primeira vez na história do planeta Terra, aqui na Terra de Santa Cruz (BR), inventaram os outros, os políticos dos abismos deste território em que tudo se dá, até que reinventaram a Política Empresarial ultra-corrompida.
O poderes legislativo, o executivo e por vezes, o judiciário, se tornaram "empresas" que de 4 em 4 anos têm eleições direta para a formação da diretoria (i.e. Prefeito, Deputados, Vereadores, Senadores e Presidente). Isto é observado, como por exemplo, no caso dos cargos comissionados, nada pior para o Brasil e para nós, brasileiros, do que cargo comissionado e as cunhas e as licitações e as privatizações, por que não privatizam a alma da Presidenta já que tem (ou tinham) tanto (ou tantos) encosto (encostos) ao lado dela? E que de tão cobiçada por seus encostados, seus próximos, acabou ela impeachment-ada; por fim, observando certa indiferença mesmo que semipresencial na passagem para os mundos espirituais de Fidel Castro, o mito, o símbolo, o contrate ao sistema e ao sonho do consumismo e da globalização, ícone este que agora se fora, e deixa uma lacuna ou uma oportunidade em seu lugar? Talvez isto, apenas os cubanos e o tempo dirá. Se é que há alguma evolução neste sentido, sem um algo extraordinário, que aproxime cuba do mundo. Mas, tornemos ao Brasil.
    A Política Pública tornou-se uma oportunidade para as empresas, ao menos era assim encarada no primeiro meado da década zero dos anos 2000 até o ano de 2014-15; e, neste ano corrente, alguns acordos estão sendo fechados, dizendo do maior acordo de leniência do mundo, e também alguns destes acordos correm em segredo de justiça – ou seja, o ano de 2016 ainda precisará ser reanalisado em 2017. Porque muito ainda deve ser esclarecido por aqueles que governaram para multiplicarem em 10, 100 ou 1000 vezes o patrimônio que tinham antes de serem empossados em cargos políticos.
    Enquanto isto, aqueles que eram de classe média em 1997 e que adquiriram cultura e intelecto, hoje, tem dificuldades de conseguirem um cargo de maior exigência intelectual, todavia, a agricultura e trabalhos mais operacionais, exigem cada vez mais mão de obra do que cargos administrativos e de supervisão (mas isto ainda é em virtude do nível de atraso no maquinário e parque industrial brasileiro, na média geral); mas acontece que sem desenvolvimento no parque tecnológico e sem tecnologia no campo, o crescimento no PIB brasileiro é tímido ou é negativo, enquanto o Brasil não começar a exibir o potencial que tem em termos econômicos, naturais, de pessoas e de ideias, de inovação e de tecnologia; com uma política pública e uma gestão empresaria de qualidades para que estes anseios todos possam de fato concretizarem-se. [...] Isto. E volta-se ao blog de hoje.

Esta postagem mencionada 1 é uma das primeiras grandes postagens deste blog, segundo a minha concepção de autor, e esta citação que refiz agora diz bastante do conceito principal da postagem referida. Enfim, mas voltemos a nossa análise do sofrimento que ainda o Brasil sofre mesmo após o impeachment, uma vez que a economia está relutante em sair da estagnação ou do vermelho, e parece que está complicado de ela (ou elas: Economia e Política) engrenar novamente – depois desta terrível e atual crise.
Eu entendi perfeitamente o que o PT fez com o Brasil, mas eu já desconfiava, ou praticamente tinha certeza de que nada daquilo daria certo, porque o próprio sistema mostrava entraves e engrenagens que não agregavam força econômica e produtiva de qualidade à nação, mas sim e evidentemente, aprisionava e inchava o país, tal como um viciado em cachaça faz com seu próprio corpo; ou seja, eu encaro-o como um governo de pseudos-trabalhadores, mas que se tornou um governo político, ou infelizmente, sinto muito mesmo ter de dizer isto, mas de politicagens, caro e ineficiente, com muita capacidade de realizar as coisas, mas apenas fazendo em partes, aquilo que originalmente estava previsto para ocorrer.
Sabem, sobre o caro, eu entendo que em alguns pontos, apesar de Steve Jobs (1955 – 2011) ter definido o conceito tecnologia atual como de alta qualidade, mas cara e mesmo extravagante em certos aspectos, em outros pontos, eu entendo que Steve apreciava também um P&D – Pesquisa e Desenvolvimento – de um custo talvez menor, mas que resulte em um produto ou serviço de excelência; mas vejamos a citação original de Jobs (1998) apud Beahm (2011) sobre isto:

Money – Innovation has nothing to do with how many R&D dollar you have. When Apple came up with the Mac, IBM was spending at least 100 times more on R&D. It’s not about the money. It’s about the people you have, how you’re led, and how much you get it…. Rarely do I find an important product or service in people’s lives where you don’t have at least two competitors. Apple is positioned beautifully to be that second competitor 2 (JOBS, 1998 apud BEAHM, 2011, p. 69).

Ou seja, a antiga administração pública federal – do PT – inchou o INSS, quando aumentou bem o salário mínimo, eu não digo que isto é ruim, mas sim que isto aumenta o buraco que há entre quem recebe um salário mínimo e quem nos anos de 80 e 90 (do século XX) tinha a expectativa de receber mais quando se aposentasse: com salário acima do mínimo e que sofre outro índice de reajustamento. Mas ainda acontece que o número de beneficiários ou dependentes que recebem um salário mínimo é muito maior do que quem recebe mais do que um salário mínimo.
 Ou seja, fazendo uma analogia, o PT encarra o dinheiro e o desenvolvimento exatamente o posto do que o PT fez com o Brasil.
O PT fez governo populista e “gastão”, vamos expor assim. Fazendo sim programas habitacionais, dando subsídios a faculdades privadas (com programas de bolsas), e fazendo a transferência de renda com a política assistencialista aos mais carentes, em tese. Mas isto tudo aumentou gasto, e não, por conseguinte, também, nem fez um investimento de qualidade que proporcionasse emprego em longo prazo e trouxesse uma visão sustentável e um crescimento econômico seguro ao país. Jobs, pelo que entendo, fica feliz em a Apple ser concorrente de empresas como IBM e Microsoft – talvez uma empresa mais do que a outra – do que por exemplo, desejar que só a Apple existisse, como em um oligopólio, por exemplo. E no mais, é importante que existam concorrentes para se fazer o Benchmarking e a Análise SWOT das empresas, onde por exemplo, JOBS (1998) cita que “When Apple came up with the Mac, IBM was spending at least 100 times more on R&D” – quando a Apple surgiu com o MAC, a IBM estava gastando pelo menos 100 vezes mais [dinheiro] em Pesquisa e Desenvolvimento. Ou seja, sabemos que o conceito de um produto da Apple é ligeiramente diferente de um conceito IBM, apesar de serem duas companhias gigantes das telecomunicações, da informática e da alta tecnologia pessoal, empresarial e governamental. E que o que importa não é em si o dinheiro que se tem, mas sim os negócios que se faz, além das pessoas que estão envolvidas nele, o avanço que isto traz e etc. 
Muito diferente dos descontroles de gastos e atrasos, aditamentos, recálculos e “versões finais” que são apresentadas como as obras concluídas, mas que tem vazamentos, rachaduras, tem erros de planejamento e execução, e isto quando não põe em risco a vida da população com estas obras e investimentos, ou mesmo quando a população não perece, literalmente, por causa disto tudo. De modo que assim que se antagoniza, aqui, Steve Jobs de Governo Federal PT. Só para constar, não tenho certeza sobre o Governo Lula, eu vivia muito alienado naquela época, enfim; mas sobre o Governo Dilma, posso afirmar que eles usavam o Open Linux, o Ubuntu, o GnomeKurimin, se não me engano, ou seja, nenhum software pago nos Governos PT – ao menos esta era a recomendação oficial ao qual eu tive conhecimento em um curso técnico de informática para a internet. 
Obviamente o Linux é ótimo sim, mas mais uma vez, a concepção Linux é diferente da concepção Apple e podemos dizer que são extremos, no que se referem a custo / benefícios. Linux é conceito de software livre e aberto; Apple é conceito de integração total entre o usuário e o produto/ serviço; exclusivamente pensado para atualizar a vida de quem é usuário de um i-Phone, um Mac ou mesmo um computador Lisa.
Isto exposto; já é hora de concluirmos nosso texto de hoje.
O PT quis tentar fazer o Brasil crescer (e até deu certo no começo) fortalecendo o empreendedorismo, as empresas de empreita – que até realizam alguns trabalhos muito bem feitos, porém, ao que tudo indica, havia uns dutos corrompíveis que minava parte das verbas de empresas para governos, e vice e versa, em contatos superfaturados, fraudulentos e que oneravam o verdadeiro trabalhador e a sociedade – e também, um governo que favorecia as classes sociais mais baixas, que em tese são os menos sortudos de destino, e isto se dava por meio de políticas públicas de valorização do salário mínimo, e assistencialista; falta de acuidade na gestão e no controle público-organizacional e etc. Mas não se trata apenas disto.
E Mais, pois uma vez que tudo, também, indica que houve pagamento de Bolsa Família a famílias fora do perfil do programa, como moeda de compra de votos ou como meio de criar uma rede política corrompida e articuladamente feita para tentar perpetuar o PT no poder, ou ao menos, contribuir significativamente para isto, inclusive. Sendo que recorrentemente se trata a isto como “esquemas de corrupção”, mas isto ainda não e tudo.
Já que, igualmente, devem-se observar posições de célebres autores; como a posição do clássico-moderno Samuelson (1983):

“Os economistas têm se consolado com seus parcos resultados pensando que estavam forjando ferramentas que com o tempo dariam fruto. A promessa está sempre no futuro; somos como atletas altamente exercitados que nunca participam da corrida e, em consequência, perdem sua condição física por treinarem demais. Ainda é muito cedo para se afirmar que as inovações do pensamento da última década [escrito originalmente na metade dos anos 40 – do século XX] puderam deter os sinais inequívocos de decadência que se encontravam claramente presentes no pensamento econômico anterior a 1930” (SAMUELSON, 1983, p. 10).

Existe uma certa situação de soberba desmedida e contraditória, ou mesmo, perdoem-me a palavra, uma burrice ou ignorância total nas consequências que certos atos públicos, principalmente os políticos e econômicos podem tomar. 
De certa forma, Samuelson (1983) antevia que os sistemas e modelos econômicos precisariam ser mais claros; também, deveriam ser melhormente definidos e estabelecidos, para que alguma inovação ou atualização no pensamento, de fato, pudessem suceder – e que com isto, as sociedades e empresas pudessem a vir a se desenvolverem de modo mais “perfeito”. E isto também se aplica ao Brasil, relativamente, óbvio: foram feitas atualizações e mudanças, mas os resultados que se esperavam obter não foram os que apurados foram: muitas intrigas e jogos de poder, ainda, foram e estão sendo descobertos por trás de toda esta suporta e pretensa evolução que a parte federal do Governo Petista queria, mas nem em tudo o que desejou conseguiu equalizar o país. Algo deu errado: talvez os sistemas, principalmente os sistemas políticos e econômicos; e mais a questão da corrupção geral que observamos. 
O Brasil é grande sim, mas roubar por demais, acaba por corroer mesmo as estruturas da nação, e isto é muito perigoso: é necessário que haja equilíbrio nas contas públicas, sempre – e cada vez mais isto é importante.
Governantes e empresas que não entendem isto, devem ser exemplarmente corrigidas a fim de que esta mudança de hábito indevido possa se alterar, e assim, por fim, comece a se explorar as capacidades totais do Brasil com sustentabilidade, dignidade clareza e transparências nas operações, contratos e, sobretudo, em todas as pessoas envolvidas cm isto tudo, que chamamos Brasil.

E me despeço hoje, aqui de Matão (SP), no comecinho desta noite de 03 de dezembro, de dois mil e dezesseis, uma noite chuvosa e fúnebre – em que a cidade viu em virtude do falecimento do jogador Canella que estava a bordo do avião que caiu na Colômbia, porque este jogador integrava à equipe do Chapecoense (2016) e também este jogador era natural da cidade de Matão/SP, nasceu nela. 
Este finado jogador, que era atacante da Chapecoense, também foi o primeiro nome pronunciado na cerimônia de homenagem fúnebre que ocorreu em Chapecó (SC), no campo da Chapecoense, na mesma data de hoje. 
Sendo que entendendo a delicadeza que a situação toda exige, este blog presta condolências às famílias envolvidas - entendendo que apenas a solidariedade, o afeto e o cuidado de todos para com todos que estão sofrendo com este acidente, poderá nos fazer suportar e transpassar este momento, com o mínimo de angústia possível.

Força Chape. Somos todos Brasil. Somos todos Chape. #ForzaChape.

Obrigado por visualizar e acessar este blog.
Até mais.



Referências

ANDRADE, Carlos Drummond de [1902 - 1987]. [Poesias Seleções] Antologia Poética. Organizada pelo autor. 39.ª Edição. Rio de Janeiro: Record, 1998.

BEAHM, George. I, Steve: Steve Jobs In His Own WordsEditado por George Heahm. Chicago (EUA): Agate Imprint; B2 Books, Novembro de 2011.

SAMUELSON, Paul Anthony. Fundamentos da Análise Econômica. Tradução de Paulo de Almeida. São Paulo: Abril Cultural, 1983.



NOTAS
1-      LIVROS DO EDSON. Teoria Regulamentada [A teoria do Regulamentado]. Publicado em Blogger (2013): Livros do Edson, postado em 29 de outubro de 2013. Disponível em <http://livrosdoedson.blogspot.com.br/2013/10/teoria-regulamentada.html>

2-      Tradução livre de citação de JOBS (1998) originalmente a Revista Fortune (de 6 de Novembro de 1998 3), entrevista citada por Beahm (2011,p. 69): Dinheiro – Inovação não tem nada a ver com quanto de P&D – Pesquisa e Desenvolvimento – você tem. Quando Apple veio com o MAC, IBM estava gastando ao menos 100 vezes mais com P&D. Não é sobre dinheiro. É sobre as pessoas que você tem; como você está negociando, e quanto mais você produz. Raramente posso achar um importante produto ou serviço em onde as pessoas vivem, quando você não tiver ao menos dois competidores. Apple está lindamente posicionada para ser esta segunda competidora.

3-      Endereço Eletrônico disponível em <http://money.cnn.com/magazines/fortune/fortune_archive/1998/11/09/250834/index.htm>




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Carta Aberta de Apresentação da Página Conceitos e Vivências de Controladoria


APRESENTAÇÃO: 

Esta postagem é dedicada a uma nova página deste Blog "Livros do Edson", que foi publicada junto com este post, na mesma data; página esta que se chama "Conceitos e Vivências de Controladoria", e, oportunamente, o que vem a ser tudo isto?
Leitores mais afeiçoados a este blogue, por favor, perdoem-nos pela introdução do ponto zero, digamos assim, que iremos fazer agora, mas o fato é que devemos explicar tudo, devida a abrangência que esta postagem pode obter devido ao interesse que esta temática pode causar aos leitores (novos e antigos deste blog), haja em vista ainda, o atual momento conjectural (e transformador) ao qual passa a nação e o mundo. 

A página que esta postagem divulga é esta aqui. LINK Link aqui

Agora, vamos falar um pouco no geral. 
Este endereço da web é um blog, de diversos temas, com textos de literatura e artigos acadêmicos. Temos ainda as páginas deste blog e um ou outro conteúdo extra, de qualidade, nos gadgets, que são os complementos web que esta página tem. Estes conteúdos são tão diversificados, que iremos apenas situá-los em dois grupos: os deste blog, que são gadgets feitos por este autor que escreve a vocês, linkando este blog a outros endereços e perfis na web, como as mixagens e edit versions sobre a alcunha de edsonnando, ou demais conteúdos deste mesmo autor em outras páginas; e os gadgets de terceiros, que são indexados ou incorporados a este blog, aplicando assim outras funções e insuflando novos conteúdos a este endereço web.
Blogs são como as redes sociais, porém têm outras funcionalidades e o escritor de blog pode usar uma linguagem mais html, ou seja, uma linguagem mais voltada a criar conteúdos personalizados e cheios de estilos para seus endereços eletrônicos na internet.
Há blogs de todos os tipos: de maquiagem, de cabelo, de comida, de vídeos picantes, sobre animais, sobre casas, sobre arquitetura e trabalhos manuais e uma infinidade de outros assuntos.
Este blog aqui, nós gostamos de dizer de é de cultura, de música eletrônica, de RPG, de literatura, na parte artística; na parte mais científica e acadêmica do blog as áreas em questão são as de contabilidade, de controladoria, gestão, filosofia e e outros temas relacionados. Mas o estilo deste blog é muito amplo, dinâmico e eclético, sim! Por exemplo, este parágrafo é totalmente meta-blog-web, porque trata de um próprio endereço web descrevendo sobre o que se trata - este mesmo endereço; ou o que é esta mesma casa, neste mesmo endereço.
Uma página de um blog é como um cômodo de um endereço, ou uma parte da casa, na comparação que fizemos com endereço eletrônico e endereço real.
A página que está sendo publicada junto com este post diz de controladoria, finanças e contabilidade.
Pode, à primeira vista, parecer um assunto muito distante de qualquer pessoa que não seja desta área ou pode ainda parecer algo muito complexo e específico; porém, com a controladoria, se pode atingir as metas que se estabelece para uma empresa, uma sociedade, uma macrorregião, ou mesmo uma vida. E em conteúdos como estes, é ainda interessante notar as sutilezas de técnicas de Administração e Filosofias Empresariais.
Explicar sobre blog talvez seja bem mais simples do que dizer sobre controladoria.
As pessoas tem receio de serem controladas ou de quem as controla. Isto ocorre por motivos psicológicos, culturais ou mesmo por falta do conhecimento científico. A controladoria é um avanço; e apenas ideologicamente, e não aparentemente, se parece com o controller exposto em livros célebres como o 1984, de George Orwell e o Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley. Ou ainda, na ficção, comparar o controller atual com as formas de controle expostas em séries de TV como Nikita, onde existe um controle absoluto de praticamente toda a parte da Terra em que exista tecnologia, é apenas mesmo obra de ficção. Ou no mais, um controle burocrático e tecnocrático que talvez só sirva mesmo à maior potência mundial, seja ela qual for. 
Mas vamos tentar nos ater ao conceito do controle empresarial, que é o foco da página que esta sendo divulgada neste post.
O controle empresarial deve ser objetivo, limitado e articulado a determinada entidade contábil, essencialmente;ou a conjunto de entidades, de modo peculiar. O Controle é obrigatório para as empresas que adotam as Normas IFRS. O IFRS - Internacional Financial Reporting Standards - é uma norma como o ISO, a norma DIN, a norma ABNT, a GRI - Global Reporting Initiative, veja mais em LINK  - que trata, a GRI, da importante questão de sustentabilidade, transparência e demais aspectos que vem em direção exatamente igual aos anseios e modelos propostos pela nova contabilidade e consequentemente novíssima controladoria. O IFRS exige a publicação de demonstrativos contábeis em conformidade com as suas normas contábeis e modos procedimentais. De modo que o padrão IFRS orienta que uma série de particularidades na contabilidade seja feita a fim de que, de fato, os demonstrativos contábeis estejam neste mesmo padrão. "O IFRS foi adotado na Europa após 31 de dezembro de 2005 pelas empresas listadas com o objetivo de convergir as demonstrações financeiras consolidadas de cada país para o IFRS" (MOURAD; PARASKEPOULOS, 2012, p.27).
Ou seja, o próprio padrão IFRS, que com sua adoção pelas entidades reguladoras da contabilidade brasileira, orienta às empresas e organizações a terem um sistema de informação atual e preciso a fim de que seus demonstrativos contábeis possam ser de qualidade, fidedignos, tempestivos e assim, possam gerar valor à empresa e a sociedade ao qual ela atua.
Mas realmente o controle pode ser muito mais abrangente do que isto, sim. Existem formas de controle pessoal como o Balanced Scorecard Pessoal, de Marketing pessoal, mas o fato é que o controle é originário da administração de empresas, de finanças, contabilidade, e, por fim, controladoria.
Que hoje, esta mesma controladoria começa a ser explicada de um modo um pouco diferente dos tradicionais livros-textos ou das aulas de faculdades de curso superior ou cursos de especialização ou mestrado de Controladoria. 
A página Conceitos e Vivências  de controladoria pretende explicar os conceitos da área de controller de forma global, mas não muito extensa, explorando detalhes, mas não se aprofundando em TODOS os detalhes, apenas naqueles que se considera que são os que maior impacto podem causar a contabilidade e a cultura brasileira.
Onde, se no Brasil, por muito tempo as culturas dos jeitinhos, dos modos repetitivos e sem alterações algumas, se perpetuaram mais ou menos seguramente por longo tempo; porém, a partir de agora, com o fim do RTT - Regime Tributário de Transição - e o avanço ao processo de convergência às Normas Internacionais IFRS de Contabilidade a transparência, a ética e a governança corporativa tendem a imperar mais do que os antigos métodos imprecisos ou irregulares; e junto com isto, acrescente-se o desenvolvimento, a globalização e os melhores negócios, que sem dúvida alguma, vão estar pautados nos preceitos do IASB e das normas IFRS, que também vão ser abordadas na página divulgada neste post e que é:

A página divulgada nesta postagem, que é esta aqui. LINK Link aqui

Sendo assim, é um caminho não retornável o da adequação e o da atualização das Normas Brasileiras de Contabilidade, na convergência ao Padrão internacional IFRS, e para as empresas e os governos que quiserem ingressar ou se consolidar no cenários dos negócios mundiais, restam-lhes poucas opções, e todas elas incluem adaptar-se ao padrão IFRS para que as negociações e transações possam estar em conformidade com a legislação - já que esta se mostrou afirmativa neste sentido, consagrando o padrão IFRS como o que deve ser imperioso na nação brasileira - e também em conformidade com as politicas contábeis e os dispostos tanto nos regimentos internos quanto nas regulações oficiais e abrangentes (governamentais ou não), isto quando não for forçoso que se opte por uma regulação ou outra - mas sempre segundo o estritamente legal e regulamentado.

DESPEDIDA:

É isto senhores e senhoras, o novo mundo ou nova civilização que este blog fala, não tem apenas relação com a doutrina espírita que afirma que o mundo há de se entornar uma fase de reparações e não mais de provas e expiações; mas também, fala da nova contabilidade e das novas práticas empresarias que começamos a demonstrar agora um pouco mais abrangente-mente na página que foi divulgada nesta postagem.
Assim sendo,
Muito obrigado pela atenção e uma excelente leitura da nova página do Blog, e muito obrigado também por prestigiar e acessar este endereço web, com todos os seus conteúdos e páginas. Obrigado, leitores e visitantes deste endereço eletrônico.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Lições

Lições que se aprende e que não se aprende.


Ele é bom, humano e benevolente para com todos, sem preferência de raças nem de crenças, porque vê irmãos em todos os homens. Respeita, nos outros, todas as convicções sinceras, e não lança o anátema àqueles que não pensam como ele. Em todas as circunstâncias, a caridade é seu guia; diz a si mesmo que aquele que leva prejuízo a outrem por palavras malévolas, que fere a suscetibilidade e alguém por seu orgulho e seu desdém, que não recua a ideia de causar uma inquietação, uma contrariedade, ainda que leve, quando pode evita-lo, falta ao dever de amor ao próximo, e, não merece a clemência do Senhor. Não tem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios; porque sabe que lhe será perdoado como ele próprio houve perdoado [ou como ele próprio concedeu o perdão] (KARDEC, 1986, p. 222).


Não há mais tempo para farsas, mesmo as dissimuladas que se simulam assim para que se aparecessem como a grande verdade, não há; porque a revelação ou qualquer conceito que de tão intangível e antigo, tornou-se obsoleto e empoeirado, ficaram relegados a si mesmos. E parece que a mais ninguém importa ou sequer interessa.
As pessoas esperam o passado, mas esquecem-se que o mundo vai pra frente e não para trás, o relógio vai no sentido horário, e não no anti-horário, enfim, assim se vai o fluxo do tempo.
Nietzsche (2010) dedicou seu tempo em afirmar que “o homem é mal – assim falavam os outros sábios uns aos outros para consolo meu –; ai se isso fosse verdade ainda hoje! Que o mal é a melhor força do homem” (NIETZSCHE, 2010, p. 240). Obviamente isto significa uma ironia e uma falácia proposital, porque na sequência, Nietzsche (2010) vem a afirmar que “o homem deve-se fazer melhor e pior” (NIETZSCHE, 2010, p. 240).
Ou seja, é aquilo que afirmo; que, de fato, é aquilo também que algumas pessoas consideram inalcançáveis e / ou utópica; que é o controle, e aqui nem falo de empresa ou governos, mas sim falo do autocontrole pessoal, o equilíbrio, a harmonia e o centro-sentido de si mesmo, ainda assim considerando o planeta em que se vive e o que se deseja dele.
Aqueles que acreditam em honra própria, em vingança, em olho por olho e dente por dente, sinceramente, estas pessoas precisam “dar um update” para se atualizarem; por favor, pessoas de maior grau de consciência que convivem com os mais simples e ignorantes de nosso planeta, lhes deem uns toques no sentido de que, hoje e sempre, avisar-lhes que a Terra deve ir à frente (adelante!) e não para traseira.
Quem quer que pense em princípios errôneos como do “Fazer Justiça com as Próprias Mãos” e viço, e orgulho, mas ora, mas vá, que tolice, se está em Terra de Reparações nada disto mais faz sentido, não é mesmo? Como diz a delegada e o criminoso: Gratidão.
Mas com o melhor e o pior (Nietzsche, 2010) dá para se entender, também, um ponteiro de controller, que oscila entre a esquerda e a direita, a fim de atingir o seu centro.
Quem se afirma só da direita, como certos dogmas evangélicos pretensos religiosos, de uma crença que exibi não permitir às mulheres cortar os cabelos nem depilarem-se, tal como igualmente devem apenas usar roupas que cubram o corpo todo; porém, que os homens podem fazer aquilo que quiserem – desde que tenham o cabelo curto e a barba feita, mas senhores, quem ainda crê nisso? No véu? Mas tudo o que é culto não deve ser desvelado, segundo o próprio Jesus? Quem confia?
Devem ser os mesmos que se acham que são os do lado direto das coisas. E os mesmos que ocultamente agregam os da pura-esquerda (contravenção e crime, aqui) em suas seitas, para que ninguém desconfia que a delinquência esteja interligada a estas “certas” crenças.
Por isto, há que se ter em cada igreja, evangélica, principalmente, porque católicos já tem os padres com formação específica e os espiritas já são instruídos pelas entidades que eles aceitam e prestam atenção, um psicólogo, no mínimo; isto para orientar, se não os fiéis, mas aos pastores, obreiros, servos, desculpe-me a ausência de conhecimento destes termos; mas a única coisa que venho a afirmar aqui é que as igrejas devem ter um psicólogo ou um psiquiatra, ou ambos, para orientarem as pessoas que orientam os fiéis desta igreja, no mínimo, principalmente as igrejas menorzinhas ou de menor representação estatística, segundo dados oficiais.
Como diz Kant (2015):

Um homem pode dissimular o quanto quiser, para dourar perante si mesmo um comportamento ilegal do qual se recorda, e declara-se não culpado a seu respeito, como se se tratasse de um engano não premeditado e de um simples descuido que jamais se pode evitar totalmente [...]; ele descobre, contudo, que o advogado que fala em seu favor de modo algum consegue fazer calar o acusador nele, tão logo ele se dê conta de que no momento em que praticava a injustiça, estava em posse de seu juízo, isto é, no exercício de sua liberdade e, apesar disso, ele explica o seu delito a partir de certo mau hábito contraído por crescente abandono do cuidado para consigo [...]. Pois a vida dos sentidos tem, em relação à consciência inteligível de sua existência (da liberdade), unidade absoluta de um fenômeno, o qual, na medida em que contém simplesmente fenômenos da disposição concernente à lei moral (do caráter), tem que ser ajuizado não segundo a necessidade natural [...] mas segundo a espontaneidade absoluta da liberdade (KANT, 2015, p. 132).

Senhores, vejamos; já é bem tempo disto ser bem entendido e praticado. Ou seja, além do dissimular – que estávamos argumentando agora a pouco nesta postagem –, a contribuição de Kant (2015) ao presente texto fala ainda do necessário e da liberdade; Nietzsche (2010), oportunamente mencionado, fala do bom e belo, e que algumas coisas – como os seios das mulheres – são bons e belos ao mesmo tempo.
Nas coisas que podemos optar por fazer ou não, deve-se entendê-las como dever ou como prazer; deve, ainda, ser notada que na época de Kant não era associável à ideia de trabalhar e ter prazer ao mesmo tempo, porque o trabalho era algo onerante, hoje há quem já entenda o trabalho como um exercício físico ou intelectual edificante e construtivo e isto é algo bom e belo também, ou necessário e de liberdade, inclusive. Assim, para evitar confundir o bom como o errado e vice-e-versa, primeiro, deve-se questionar: isto é bom ou belo, ou seja, é necessário ou é de liberdade?
O caráter moral do ser deve ser alicerceado na liberdade da razão do próprio ser e não nas suas necessidades naturais (Kant, 2015).
Tudo que é imposto, ou que se espera, e que tem que acontecer é geralmente um dever, se não for dever, é algo que pertence a fanáticos; por exemplo, se sou um fiscal, tudo bem eu analisar quem está consumindo muita água, se está tocando a sua empresa sem a emissão das notas fiscais e os lançamentos tributários e etc.; assim se sou fiscal, este é meu dever, agora se não sou fiscal e começo a observar estas coisas e mesmo me irritar enquanto estou andando pelas ruas e vejo tudo isto, então já não é dever, é um gozo, um prazer – que (se assim for) subvertido, traz mais dor de cabeça e desconforto do que gosto e prazer. E se fosse fiscal e mesmo assim realizasse isto nas horas vagas, certamente, mais coisas de fanáticos ou desiquilibrados seriam, e volta-se na questão da falta de autocontrole.
E nisto se ramificou os erros que se propagam como verdade pelo perverso. O crime, bem como algumas seitas ditas evangélicas (mas que apenas gostam de se segregar e dividir a sociedade), quer se impor pelo medo, pela dor, pela subvenção e etc.; por isto, temos que insistir no esclarecimento, na paz, no belo, no bom, no necessário, no útil, no prazer e no equilíbrio.
Kant escreveu seu último livro “À Paz Perpétua”, que foi publicado pela primeira vez em 1795, na Alemanha, prevendo os sistemas de direito e legislação internacional como sinônimo de Paz; evidentemente, o mundo contemporâneo deve MUITO a Kant. Enfim, neste livro, no segundo suplemento, no artigo secreto para a paz perpétua, se lê assim:

Um artigo secreto nas negociações do direito público é objetivamente considerado, segundo seu conteúdo, uma contradição; subjetivamente, porém, julgado segundo a qualidade da pessoa que o dita, pode bem ter lugar aí um segredo, que ela acharia comprometedor para sua dignidade anunciar-se publicamente como [sendo] seu autor. O único artigo desse tipo está contido na proposição: “as máximas dos filósofos sobre as condições de possibilidades da paz pública devem ser consultadas pelos Estados equipadas para a guerra” (KANT, 2016, p. 54-55).

O segredo da Paz para Kant (2016) são as máximas filosóficas, convocadas pelos gestores de Estado, tal como se fossem épocas de guerra – ou seja, com sigilo, tino, talvez meandros e condições e etc. O próprio autor (Kant, 2016) afirma que este artigo secreto, de seu livro, é mais uma contradição; mas, cá para nós, faz todo o sentido. Quem sabe da paz são os filósofos, não os reis ou os presidentes. Porque é dada a sabedoria aos filósofos, lembre-se da citação de Nietzsche, sempre.
Por exemplo, a paz é do homem; enquanto as pessoas a esperarem de Deus – dizerem, não a PAZ é de Deus! –, então ela nunca vai ser dos homens; porque nós temos que fazer a nossa parte pela paz, e aguardar, que um dia ela vem; e claro, ter sistemas e regras legislativas claras, justas; e, apenas dar a permitir que as nações ajam dentro daquilo que é entendido como o conceito de dignidade humana.
Sinto muito a quem torce pelo fim dos tempos, a quem quer a barbárie e o terror, a quem deseja se impor pelo medo, pelo ódio ou pela dor (seja física ou psicológica), mas há bastante tempo, pessoas como os autores citados nesta postagem, como Kant, Kardec e Nietzsche se esforçam para auxiliar na contribuição à evolução da humanidade; e mesmo que Guerras Mundiais, Bombas Atômicas, poluição mundial e graves crises tenham sucedido desde que essas ideias (aqui, também defendidas) foram tornadas públicas, o importante é que se observa um esforço para que o planeta tenha um equilíbrio; e mesmo no caso mais recente de poluição ambiental em nível mundial, está sim sendo dispendido bastante esforços para que estas situação se altere e as coisas se normalizarem; ou seja, a Terra está evoluindo sim, e não estamos regressando no tempo, não, mas sim, avançando-o, mais ou menos adequado, de acordo com o desenvolvimento da região que vivemos e nosso próprio desenvolvimento intelectual.
Claro que existe dor, sempre existiu. O próprio Nietzsche (2010), diz não se dá a luz por gosto. É uma dor, viver é isto. Mas hoje, em dia, já temos o parto sem dor, e mesmo o parto humanitário (desculpem-me, mais uma vez, a carência de termos neste sentido), que vem justamente a amenizar o fardo do “dar a luz” de uma criança ao mundo.
E nasce para saber: o que vai e o que não vai aprender? Se ele nasceu para ser violento e infame, provavelmente não se contenderia na calmaria e na alegria. Já há quem veio ao mundo para aprender e educar, é quem se compraz em estudar e, mais ainda, em lecionar, evidentemente; isto é até retumbante. E retumba.
E o que (ele / ela) vai ser? Ai, nem dever, nem necessidade, nem ética, nem moralidade, nem ilegalidade, nem nada: vai ser o que puder ser; isto é, o que é, e se tiver um lugar que o couber. Porque nem todas as coisas são dadas neste tempo, veja o exemplo de Kant, em que algumas de suas ideias ainda nem são aceitas e ainda existem países que confundem os sentidos das razões práticas e puras, e assim, confundem todo o sistema legal de suas nações – com uma política moralista, isto é, que quer impor uma dada visão de um grupo ao mundo ou ao país – e que não está de acordo com as rígidas regras de pensamento e lógica.
Ou seja, as pessoas são o que elas podem ser e aquilo que o tempo e o espaço em que vivem ou são aceitas também possibilitam que elas, as pessoas, sejam.
Por minha parte, aqui, mesmo com minhas afrontações, e as provações que vim a sofrer, eu sigo, com fé no Mais Alto de que tudo tem um porque, que nem sempre, podemos também conhecer. Mas confiante, estou, que tudo se altera para o melhor e para o nosso conforto; inclusive um conforto para continuar uma leitura tal como a que segue:

Abriu caminho em frente tomado pelo nervosismo, afetando uma pressa ainda maior e consciente dos sorrisos e dos olhares e cutucões que sua cabeça empoada deixava para trás. Quando chegou aos degraus encontrou a família esperando-o junto à primeira lanterna. De relance percebeu que todas as figuras do grupo eram familiares e correu irritado escada abaixo. _ Preciso dar um recado na George’s Street, disse apressadamente ao pai. Vou para casa mais tarde. Sem esperar as perguntas do pai atravessou a estrada correndo e pôs-se a correr alucinadamente morro abaixo. Mas sabia para onde estava indo. O orgulho e a esperança e o desejo eram como ervas maceradas no coração soltaram vapores de um incenso enlouquecedor ante os olhos da mente [...] Os vapores erguiam-se ante os olhos angustiados em nuvens densas e enlouquecedoras e continuavam a subir até que o ar estivesse mais uma vez límpido e frio. [...] Ele parou e lançou um olhar para a varanda sombria do necrotério e de lá para a estreita passagem calçada ao lado. Viu a palavra Lotts na parede que ladeava a passagem e inspirou lentamente o ar pesado e pungente. _ É mijo de cavalo e palha podre, pensou. Um odor bom de respirar. Vai acalmar o meu coração. Meu coração agora está calmo. Já posso voltar. (JOYCE, 2016, p. 88-89).

Enfim, deve-se buscar aquilo que nos acalenta. Ou, na dúvida entre o conforto e a necessidade (após saber se é mesmo um dever ou um prazer), deve-se, sempre, quando possível, optar pelo prazer / conforto; e que não fira ninguém, física ou psicologicamente.
Todavia, em nível de personalidade, de psique de cada um é que se reside o bem-estar do coletivo, e há que se notar o fator subjetivo da paz; ou seja, que cada um enxerga a paz como pessoal de si mesmo, como uma visão pessoal; onde, a paz de um pode ser a algazarra, e, a paz de outros, a tranquilidade. Por isto, que de acordo com Kant (2016) é correto, a nós deste blogue, afirmarmos que a Paz, também, prove de leis atuais e justas, que atualizando isto para nosso tempo, que venham a garantir a dignidade e a pessoalidade do ser humano. Mas claro, sem permitir que abusos e excessos sejam acometidos em nome disto. Complementado: Leis atuais e justas, e naturais, se possível.
Desejo aprender a paz, de mim para com cada um, e, (a paz) de cada um para comigo. Eu tive a oportunidade de escolher a briga, mas eu optei por apenas executar meu direito de cidadão, de apenas fazer e deixar de fazer algo em virtude da necessidade ou do prazer (lembrando que “prazer” aqui quer dizer: poder escolher por fazer ou não fazer tal coisa – ou seja, não quero estressar-me com uma dada situação porque posso realizar outra coisa enquanto eu faria aquilo que me estressa ou intenta por estressar). A paz e um sorriso. Obrigado, leitor. Agradeço a sua companhia. Muito Obrigado.
E em relação àqueles velhos conceitos e aquelas velhas rixas, históricas ou não, aconselho-os, a quem assim interessar, a analisar as situações sobre o olhar de soslaio perceptível pelos outros lados, e tentarem perceber como eles percebem; afinal tanto eles, quanto nós formamos a humanidade. Ou não formamos? #Peace #Paz


Bibliografia

JOYCE, James. Retrato do Artista Quando Jovem. Tradução de Guilherme da Silva Braga. São Paulo: Media Fashion, 2016.

KANT, Immanuel. A Crítica da Razão Prática. Tradução de Valério Rohden. São Paulo: Folha de S. Paulo, 2015.

______. À Paz Perpétua. Tradução de Marco Zingano. Reimpressão. Porto Alegre (RS): L&PM, 2016.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Tradução de Salvador Gentile. 56.ª Edição. São Paulo: Instituto de Difusão Espírita, 1986.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim Falou Zaratustra. Tradução de Alex Marins. 4.ª Reimpressão. São Paulo: Martin Claret, 2010.



Vídeo You Tube: Coral Sem Fôlego, by Philips


domingo, 4 de setembro de 2016

Aquilo que Não Nos Perguntaram

O QUE NINGUÉM ME PERGUNTOU, mas que mesmo assim eu digo.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Deve haver um grande nome que nasce na literatura, na cultura, no diskey-joquismo e nas maiores representações artísticas e científicas do Brasil pós 2000. Este autor mesmo, que agora escreve para vocês, poderia ser um dos candidatos a este novo “grande nome”. Por pena, e descuido, o povo apenas queria saber do mesmo, e se um novo (talvez nem tão novo assim) DJ tocava Jorge Ben Jor, Benito de Paula, Beaut-au-Cue, Tony Braxton (no remix de HQ2 Club Mix), Laurent Garnier, Tino Mass, Los Jaivas, Milton Nascimento, Chico Buarque, Drum & Bassand Trance e mais dub step, então, nada de aparecer o DJ (?), mas sim apenas desaparecerem os artistas tocados pelo DJ na web? Sim, pois, deletar por infligir direitos autorias – com uma mixagem – um set de um DJ fresh na web não é muito semelhante ao que é narrado por Ray Bradbury, em Fahrenheit 451? E também não é semelhante às fogueiras que se acendiam para queimar bruxas, cientistas e livros na idade média e em outras eras da humanidade? Onde, outros deveriam surgir para que aquela arte deixasse de ser? Mas afinal, como diz Nietzsche em Zaratustra: O que isso vos importa? (2010); e que se renove e que toquem as grandes canções, que leiam, que se instruam, que amem e se respeitem uns aos outros – e nada mais, nada menos que isto apenas – e que o jovem escritor, DJ, poeta e etc. deva ou deveria, segundo minha opinião, desejar intensamente ser aquilo que ele é e ainda pode ser – e que esta seja ou é a mensagem que o mesmo jovem quer passar ao mundo, e certamente ele está a passando.

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Aquilo que não nos perguntam, mas que mesmo assim, respondemos é o que trata esta postagem.
Ninguém nos perguntou o que achamos do Impeachment; bem, minha vizinha intelectualizada perguntou sim (um abraço, amiga – e abraço aos meus amigos e membros de network da web também, aproveitando a ocasião desta vez... desta deixa); e sinceramente, pra mim, ficou claro, houve combinação de voto e de pena, também; com certeza deve ter havido. Pois, como assim, ficou constatado que a presidente impeachment-ada Dilma praticou crime de responsabilidade quando permitiu que operações de créditos (que foram entendidas como semelhantes a empréstimos) – as compreendidas como pedaladas fiscais – continuassem sendo executadas, mesmo com os riscos de não lisuras e não conformidade de demonstrações e apresentações de contas contábeis de empresas e governos, que foram advertidas com os eventos ocorridos de 2007 a 2012 no mundo contemporâneo; pois afinal, o que se podia fazer ontem, hoje, já não se pode mais, e certamente aquilo que fazemos hoje e não é inteiramente legal, também, seja em qual tempo for, não mais o deveremos realizar, ao fim; do mesmo modo o que é crime e não é de fato algo ilícito ou criminal, conforme aos aspectos da dignidade-própria do ser humano, mas que é assim considerado por força cultural ou de lei, deve sim, ser reavaliado e reposto em outra categoria, exceto a de ilegalidade.
São as eras das reparações, senhoras e senhores, que surgem para dizer da boa-nova, das bem-aventuranças e mesmo das inovações científicas e da era da sustentabilidade & da criatividade. Mas, de todo modo, ainda no Brasil, colhemos os frutos de uma política-sarro-ao-barro. Mas todo este golpe a de servir a ferir a seiva corrompida e acabar com o pé torto da questão político-econômica desastrosa do país. Agora entendo o que a presidente impeachment-ada Dilma dizia de Golpe, talvez ela soubesse que o presidente Renan e seus fieis técnicos-de-senado tinham revisto todos os milhares de volumes legislativos aplicáveis à lide-política em questão, ao escarcéu a quatro do julgamento in hospiciuos que fora proferido por ele mesmo assim, um julgamento que sucede em um hospício, segundo o Processo de Impeachment (2016); e tivessem sacado a opção (de regimento Interno, mas ora vejam, como isto!!!, superior à Constituição-88???), só tivesse caído a ficha de só realizar o impeachment sem a perda do direito de exercer cargo público eletivo ou comissionado (de confiança) por 8 anos. Pra mim, isto sim foi o golpe, sai do cargo, mas fica habilitada a ser votada ou comissionada; eu me senti lesado. Porque sofri por causa da crise e agora a pena é apenas a perda de mandato? Sinceramente, eu achei pouco, porque para cada ano de retardo econômico-político do país, eu suponho que quatro anos de pena deveriam ter sido impostos.
Talvez o hospício maior seja mesmo o Brasil inteiro alienado e rachado, que se formou quando nas terríveis e derradeiras eleições da corroboração da política antiquíssima - do embate presidencial de 2014. Talvez em um dos últimos anos de fases de crescimento populacional antes que a população brasileira definitivamente fique velha (e entre em uma fase decrescente) em razão da mudança do perfil de planejamento familiar, que era de famílias de 5-6 filhos, para famílias de 1-2 filhos, ou mesmo nenhum filho; foi quando vimos o absurdo da loucura pelo poder assumir a face de Governo, e quando a sede pelos esquemas por obras licitadas, mas não concluídas, tentaram de vez mergulhar o país em problemas, que apenas timidamente parecem que se tentam resolvê-los; num país de obras pagas, mas não levadas; nessa nossa administração político-econômica desastrosa, des-virtuosasarrista e que se abeira à infantilidade, quando sonha, mais do que faz.

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Mas eu já não quero mais apenas dizer, porque isto muitos já o fazem, mas disto muito pouco se resulta. Vou agora provar, ao meu modo:
Vou dizer e provar por que a Dilma cometeu crime de responsabilidade e porque deveria ter perdido o direito a habilitação-política por 8 anos; farei isto de modo original, citando um texto que creio (segundo breve pesquisa que realizei no Mecanismo Google de Buscas Online) que não foi associado ainda a esta questão, é o texto de Hermanson; Edwards; Maher (2011) que diz sobre a importância de dados apresentados de modo correto, com as demonstrações contábeis, as contas apresentadas, para passar confiança ao mercado e outros fatores:

The importance of transactions analysis and proper recording of transactions has clearly been demonstrated in some of the recent business failures that have been reported in the press. If the financial statements of an enterprise are to properly represent the results of operations and the financial condition of the company, the transactions must be analyzed and recorded in the accounts following generally accepted accounting principles. The debits and credits are important not only to accounting majors but also to those entering or engaged in a business career to become managers because the ultimate effects of these journal entries are reflected in the financial statements. If expenses are reported as assets, liabilities and their related expenses are omitted from the financial statements, or reported revenues are recorded prematurely or do not really exist, the financial statements are misleading. The financial statements are only useful and meaningful if they are fair and clearly represent the business events of the company (HERMANSON, EDWARDS, AND MAHER, 2011, p.4).

Traduzindo o trecho acima, de forma livre, apresenta-se assim: a importância das análises das transações e prospectos corretos de transações tinham claramente sido demostrados em alguns dos fiascos [ou escândalos] recentes que foram reportados pela impressa. Se os relatórios gerenciais (financeiros, no original) de uma firma são bem representados (apresentados apropriadamente, no original) os resultados de operações e condições financeiras da companhia, da transação podem ser analisadas e contabilizadas na contabilidade, de acordo com [a metodologia] GAAP. Os débitos e créditos são importantes não apenas para o chefe-contabilista, mas por ventura para aqueles interessados, ou engajados em uma carreira de negócios, ou para [aqueles que querem] se tornar um gestor, porque os últimos efeitos daquelas matérias nos jornais são refletidos nas finanças das empresas. Se os custos são reportados como ativos, passivos e deles [etc.], são omitidos dos relatórios financeiros estes custos relatados, ou reportados como lucro e contabilizado prematuramente ou de fato ele realmente não existe, o relatório financeiro está distorcido. Os relatórios financeiros são apenas úteis e significativos se eles forem justos e fidedignos, representando os eventos dos negócios da empresa. Livre Tradução de Livros do Edson de Accounting Principles (HERMANSON, EDWARDS; MAHER, 2011).
E acrescentaria de empresas e governos ao trecho final da citação feita.
Sendo que o GAAP é os “Princípios Contábeis Geralmente Aceitos”, da sigla em inglês.
Ou seja, ao se maquiar as contas contábeis de governos e empresas, ou ao não se fazer a contabilização segundo os padrões aceitos do mercado interno, e internacionalmente, se está emitindo dados não verídicos sobre as contas contábeis em questão e isto afeta a todos: de empresas, a próprios agentes do governo, de cidadãos até a quem trabalha com estimativas, porque faz suas projeções baseadas em dados que não estavam em conformidade com as normas vigentes. E que de fato, não eram observados na realidade.
Ou seja, entre outras coisas, as “pedaladas fiscais” criam expectativa e ambientes simulacros de negócios, que distorcem e não condizem exatamente com as práticas adotadas cotidianamente.

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Para relacionar esta afirmação final com a literatura universal, cita-se Bradbury (2016) sobre a questão da racionalização e o pensamento e a conversa das pessoas:

Do outro lado da rua, as casas continuavam com suas fachas insípidas. O que foi que Clarisse havia dito naquela tarde? “Nenhum alpendre. Meu tio diz que geralmente existiam alpendres. E as pessoas às vezes se sentavam ali à noite, conversando quando queriam conversar; caladas nas cadeiras de balanço, só se balançando quando não queriam conversar. Às vezes simplesmente ficavam ali sentadas, pensando, refletindo. Meu tio diz que os arquitetos eliminaram os alpendres porque não tinham um bom aspecto. Mas meu tio diz que isso não passa de racionalização; o verdadeiro motivo, escondido por baixo, podia ser o de que não queriam as pessoas sentadas daquele jeito, sem fazer nada, balançando nas cadeiras, conversando; esse era o tipo errado de vida social. As pessoas conversavam demais. E tinham tempo para pensar. Por isso, acabaram com os alpendres. E com os jardins, também. Quase não há mais jardins nos quais sentar. E olhe para a mobília. Não há mais cadeiras de balanço. Elas são confortáveis demais. Vamos ver as pessoas se levantarem e correrem. Meu tio diz... e... meu tio... e... meu tio...” A voz dela sumia (BRADBURY, 2016, p.64).


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Imagem I: Assinatura de Edson Souza, Revisor e editor de Textos. Fonte: Feito pelo auto, em 2016. Imagem com filtros de efeitos do Microsoft Word 2010.


JOGO DE BOLAS: Meninos 3 X Bibinhas 0

No jogo de bolas entre os meninos versus os gays, logo de cara, nos cinco primeiros minutos do jogo, já nota-se no placar futebolístico Meninos 3 X Bibinhas 0.
Isto quer dizer claramente das diferenças que existem entre os times. Uma vez que o time dos meninos tem o vestiário só deles, ou seja, dos meninos; e os pequenos gays não tem seu próprio vestiário, pois devem usar ou dos meninos ou já virem trocados de casa. Os meninos usam o mesmo vestiário há tempos, mas as bibinhas vivem se estranhando com os garotos quando entram no vestiário masculino; e no feminino? Bem, no vestiário feminino muitas meninas não aceitam os gays por lá e nem entram; e se entram, são expulsos, todavia. Isto motivou o técnico do Bibinhas a solicitar ainda com a bola rolando:
_ Por favor, façam o vestiário dos gays. Com suas duchas individuais e seus banheiros privados.
E enquanto as solicitações eram protocoladas na junta de recursos da dignidade do ser em campo, o jogo rolava, e os ânimos começaram a se esquentar: os caras xingavam: Cara aí. Vai tomar cuidado. Vai se enforcar, e etc. Claro com as palavras mais explícitas do que estas usadas. E as bibinhas falavam: Vai amiga, chuta. Pro gol, colega, pra lá. Vai, fechosa, arrasa.
Enfim, neste momento o próprio juiz percebeu que ele estava com certa dificuldade de abstrair a conversa paralela dos jogadores em campo e isto o atrapalhou; e quando um dos auxiliares de campo (bandeirinha) apontou pênalti a favor das Bibas (gays), o juiz, confuso, simplesmente marcou pênalti, mesmo que não fosse.
Foi convertido gol e a comemoração foi ao som de um hino gay, que a torcida pink and blue cantou enquanto o jogo recomeçaria. Neste meio tempo o juiz fez uma menção de que seria necessário também providenciar um manual de psicologia da confederação dos boleiros do mundo todo para dar maiores esclarecimento sobre a linguagem GLTBS, enfim, sejam quais siglas forem... Isto porque o juiz do jogo notou que “as diferenças entre a linguagem gay e hetero (sexual) são tamanhas que chegaram a ofuscar a percepção, visão do juiz no momento em que um” vai se F*der “se dialogou com um” acredita que esta é pra você, garbosa.
Outra coisa que deixou o jogo bem estranho foi às habilidades de cada time. O time das Bibas corria e levava boladas que nem sentiam; o time dos garotos tinha força física, além de pegada e xingamentos fortes. As Bibinhas eram altas, cheias-de-vida, magras e gordas, de cabelos curtos ou de rabos-de-cavalo ou algum outro penteado mais exótico ainda sendo ostentado e sustentado em suas cabeças alegremente homo-magias.
Já os boys-magia, esta linguagem diferente é contagiosa mesmo!!! Dizemos; já os Meninos eram mais discretos, alguns, porque outros podiam muito bem entrar no outro time sem perdas para qualquer uma das pares, mas estavam no lado dos meninos e engrossam este time. Os meninos eram franzinos, de pernas finas e braços sem muitos músculos, mas que corriam e movimentavam-se livremente pelo campo a ponto de fazer as Bibinhas dizerem, “ai que ”. Também tinham os meninos fortes, já mais robustos, de pegadas muito mais forte ainda e de modos grosseiros, alguns, pois outros dos robustos eram mais educados do que as próprias bibinhas que neste ponto se sentiam “as finas”. E o jogo rolava.
Nesta diferença de habilidades, teve bate e rebate na área dos meninos e a Biba mais alta conseguiu fazer um gol de cabeça, e o jogo fechou o primeiro tempo com Meninos 3 X Bibinhas 2.
Mas a reação parou por aí. As Bibinhas tentaram por baixo, por cima, tentaram infiltrar a defesa, partir com o contra-ataque, tudo em vão e tudo cortado; ou então, aquele feio chute a gol com bola pra fora, bem pra fora.
Os meninos entendiam muito mais de retrancar, e se retrancaram contra as Bibas o segundo tempo todinho. O time dos meninos se fechou por completo no segundo tempo, atacava, mas pouco, apenas mais se defendia, e ficou tão compacto, tão marcado que o jogo se encerrou em 3 X 2, mesmo.
Não adiantou as Bibinhas, tentarem tanto no segundo tempo, nem realizarem as temidas jogadas ensaiadas das monas; nem adiantou nada toda a inteligência gay e sagacidade dos homo afetivos, porque os Meninos se fecharam, e lacraram o gol, como devem lacrar a si mesmo.
Onde as Bibas mesmo organizadas e com bastante fôlego não conseguiram avançar no placar e assim fechou-se o jogo.
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Onde, na súmula é que aconteceram os maiores ganhos.
Com destaque para as menções à necessidade de vestiário de gays, não para excluí-los, mas para definitivamente reconhecer que eles são mesmo um terceiro sexo e que merecem sim banheiros só deles (ao menos em ambientes mais ou menos machistas ou coletivos e que envolvam questões genitais ou sexuais), que respeitem suas diferencial-idades e não que sejam prejudicados por terem-nas;
Também para a questão lexical, do vocabulário diferente entre gays e heterossexuais, isto ainda deve ser pensado por se tratar de questão de identidade e cultural, onde se estas palavras mal ditas não forem acometidas de bullying, pode-se mantê-las, mas é bom que os juízes já vão se familiarizando com elas e que saibam que como há diferenças entre o vocabulário de futebol feminino e masculino há diferenças entre o futebol de Meninos e de Gay (e, claro, futebol aqui é só uma analogia a tudo na vida que se aplica a princípios de coletividade e cooperação);
E finalmente, para a questão das habilidades distintas que existem e que foram claramente observadas com os dois times em campo, eles devem estar juntas, no jogo é difícil e impossível, exceto em erros, porque um time está contra o outro, mas na vida, ao se poder conciliar as habilidades dos homossexuais, que são de maiores delicadeza, sensibilidade, detalhes e profundidades, com aas habilidades masculinas puras de vigor, energia viril, de responsabilidade, de garra e etc.;
Estes, sim, são os máximos ganhos e os melhores resultados que se pode esperar em um jogo ou em uma convivência pacífica com há e que pode haver entre os homossexuais e os demais membros das sociedades, de esportiva a religiosas, profissionais ou de entretenimentos.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E DIGITAIS

BRADBURY, Ray (1920 – 2012). Fahrenheit 451. Tradução de Cid Knipel. São Paulo: Media Fashion, 2016. Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura; v. 23. 168 pp. Lançado em 04 de set. 2016.

HERMANSON; EDWARDS; MAHER. Accounting PrinciplesA Business Perspective, Financial Accounting (Chapters 1 – 8). Textbook Equity Open College, 2011. Versão online. Disponível em <http://opencollegetextbooks.org> Acesso em 12 de agosto de 2016.

NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Tradução de Alex Martins. 4° Edição. São Paulo: Martin Claret, 2010. Título Original da obra em alemão Also Sprach Zarathustra (1883-1898).