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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Aquilo Que Não Querem Que Aconteça


LIVROS DO EDSON - Postagem 101 – Aquilo Que Não Querem Que Aconteça





TAGS:
 
 Lei de Morph, Choques e Trombadas,
Humanidade Metal, Interações. 
 





O que aconteceu com GIMP, Kompozer e Krita? Bem, por enquanto meu Linux
 teve que ir para a gaveta, por um tempo, apenas, espero.





Editorial

Por mais que se resista, chega um tempo em que se deve ceder: de um lado, de outro ou ainda, de um modo distinto, benéfico para ambas às partes, ou ruim para ambas as partes. Inevitavelmente, é chegado um tempo, em que as coisas devem se chocar – vejam o exemplo do túnel de nêutrons (o acelerador de partículas), em que houve um tempo em que os átomos se chocaram e mostraram um pouco do big bang, em solo europeu, recentemente. E se isto vale para as substâncias das quais todas as outras coisas são feitas, como estes mesmos princípios não  valeriam para nós, humanidade que cria tantas outras coisas? E como criamos, e amamos e sorrimos – também ficamos tristes, revoltados e sem graça, às vezes, mas passa, e se não passa a gente morre, mas se morre já renasce, senão, só sofre, onde tudo é uma questão de opção e de percepção. Não devemos nos abater, e muito menos, viver a bater aos outros – há um tênue equilíbrio e uma maneira de viver em que se respeita o outro, a si mesmo, e toda a sociedade, mas ainda assim, devemos amar; senão o esposo, a mulher, o cara, enfim, se não amamos alguém, ou amamos a nós mesmos (egoísmo, vaidade, orgulho, etc.), amamos alguma coisa (mania, obsessões, etc.); ou então, simplesmente somos niilistas ou anarquistas  sem coração – amar, um “o amor”, pode facilmente ser confundido com ódio ou vícios – e quaisquer destas opções são muito limitadas e com uma carência de um exame minucioso da consciência e da metafísica, só para citar alguns pontos. Por fim, pode-se dizer que as coisas são como diz Engenheiros do Hawaii:
_ Tanto Faz (O Exército de um Homem Só).
    As pessoas não querem mais saber de nada além de seus mundinhos particulares. Seus pocket worlds singulares ou familiares. Ninguém entende nada. Como diz Valfrido Júnior: “Entenderam tudo errado; entenderam de tudo errado”. Cada um que ignore o outro e diga só de si – que absurdo tudo isto, cadê a humanidade solidária, a irmandade sem distinção, pois sim, hoje em dia, só tratamos bem os nossos, e os demais? Como diz Nietzsche (já pensou em ser nietzschiano?), é necessário que se ame os mais afastados.
E é muito importante que se estude – nem falo dos estudos dos mestres e doutos, que, ao mesmo tempo em que é necessário para o aprofundamento das questões cernes da bem vivência em sociedade, também, acaba por teorizar demais as coisas do mundo. Isto sem nos esquecermos de que é necessária uma linguagem cada vez mais técnica e específica para demonstrar conceitos e teoremas avançados / contemporâneos. E com isto, a populaça se afasta cada vez mais dos especialistas – e segundo Marshall, é neste ponto em que as pessoas se ajuntam por fatores motivacionais (o que discordo, categoricamente, pois para mim, a verdadeira força está na solidão, no homem solo, o sem pares nem iguais, apesar de isto ser muito triste, também, é o sobremodo mais preciso para se alcançar os cumes das vontades da potência) – e os contrastes e paradoxos do mundo agravam-se, infelizmente – temos que falar uma língua universal para bem viver: a compaixão, ou a felicidade coletiva. Mas as guildas, os ciclos e os “pocketsparallels - worlds” dominam tudo.
E com ciclos de especialistas, e com ciclos de operacionais, e com os ciclos criminais, afinal, um ciclo não pode se misturar com outro, nem toda a pessoa convém a todo o meio social..., bem, e assim,  fecha-se em seus mundinhos fechados, indefectíveis (segundo Skank, em Garota Nacional) e neles seguem – sociedade segregada, mentalidade despedaçada, povo sem força e com governantes que mandam e desmandam –, um retrato do Brasil, século XXI. Ciclo aqui é um círculo social, uma rodinha de amigos, foi optada por usar a palavra “ciclo” porque é entendida a amizade ou a associação como um ciclo fechado ou repetitivo em si mesmo.
É necessária que se estude para se ter a vivência da sala de aula; a eloquência, o raciocínio e a argumentação deveriam vir da escola.
 E por isto deveríamos todos estudar e ensinar mais. Ou, em muitos casos, realizar aquilo que não querem que aconteça.

 

Vídeo do You Tube

Chemical Brothers – Dream On
 


Arte do Post








Nesta postagem não teremos quadros, títulos e descrições, se foi feito com este ou aquele software... Nada disto.
Mas para manter a tradição de Livros do Edson, de postagem com artes, telas, desenhos e montagens, assim foi optado por usar imagens das telas de visualização do Windows Media Player (Alquimia – aleatório).


NOTA SOBRE A SALA 101 da Tecnocracia

Onde habita a sala 101? Ou melhor, o que frequenta a sala 101? Este lugar realmente existe no Cosmos de Mago: a Ascensão; trata-se do lugar onde os princípios fundamentais da tecnocracia são implantados, ou melhor, assimilados pelas mentalidades infratoras – isto é, toda mentalidade que não se enquadrar na visão de mundo (paradigma) da Tecnocracia é considerada uma mentalidade potencialmente transgressora, e a partir disto se começa o Procedimento necessário; casos mais graves talvez tenham que entrar no cronograma...
Para a União (outro nome para a tecnocracia), não deve existir misticismo, muito menos conhecimento não científico, ou metodologia não técnica. Para personagens com inclinações mais operacionais (altos atributos físicos ou sociais, e medianos atributos em Perícias ou Habilidades), a sala 101 pode se apresentar de modo mais suave, ou mesmo nem ser necessário conhece-la, mas a União, sem dúvida alguma, não dispensa Novos Apoio em suas Agendas do Simpósio; e por isto, apoio na extremidade do processo todo é muito importante, sem dúvida alguma. E como diz um ditado de guerra, “o que seriam dos capitães se não fossem os soldados”.
Já para os agentes mais iluminados, sem dúvida, a passagem pela sala 101 é indispensável. É comum ter de usar Condicionamento Social ou Reprogramação a muitos artificies “inspirados” que tendem em abolir ou desprezar as ideias da União. Para estes, ter sua mente condicionada as ideia d União não é um passo natural; é uma tortura, que hora ou outra, acaba por “convencer” o Mago ou o Mago acaba por se revoltar contra a tecnocracia, mas ainda bem, que muitos, passam pelos processos de “lavagem cerebral” e nunca mais voltam  a ter suas mentes e filosofias; não como eram antes da reprogramação mental...
É claro que a Sala 101 é parte integrante das aspirações e das metodologias do controle. O livro do Guia da Tecnocracia (Editora Devir, 2001, p. 89) assim cita sobre a sala 101 e o Controle Tecnocrata:
O poder real dos Constructos do Horizonte é bem mais intimidador: é conhecido como o Controle (controller e comptroller), o fantasma na Máquina (autoctonia), o coletivo que mantem a ordem (paradigma global). O Controle representa os postos da tecnocracia que estão acima dos amálgamas e dos Simpósios. Os indivíduos ligados a ele mudam constantemente, e com isto, também, muda a sua personalidade  coletiva. Ele pode ver através dos olhos dos Vigilantes, vigiar através de televisões e câmeras nas Linhas de Frente, falar  agir como um conjunto através das paredes da Sala 101, dissecar qualquer relatório antes deum Simpósio e manipular qualquer técnica dentro de uma esfera de influência. A qualquer hora, em qualquer lugar, o controle pode intervir.
[definição do Guia da Tecnocracia, p. 35] Sala 101: uma Sala especialmente equipada para facilitar o interrogatório, o Condicionamento Social e, ocasionalmente, torturas.




Nota a postagem 101
Livros do Edson foi precedido de Liberdade Autoral (um outro blog, em outro site, além de ser também uma página de uma rede social), e tal como Liberdade Autoral, este blog, Livros do Edson, nasceu da ideia da divulgação dos software livres, dos sistemas abertos, ou seja, Linux, Unix, Mandriva, Ubuntu, e outros, incluindo programas como Audacity, Inkscape, GIMP, Krita, Xaralx e OO. Foi assim em Liberdade Autoral e assim o é em Livros do Edson, até o Post Cem e até as atualizações de páginas até novembro de 2014.
Em dezembro de 2014, o autor (eu mesmo, Edson Fernando Souza revolvi), resolveu voltar (tentar voltar) a ter acesso à  internet em casa e decidiu-se por comprar um modem 3G (jurei que era 3G, não que não seja, é que aqui na minha área não “pega” a net 3G); e com isto, o blog Livros do Edson é quem sofre graves mudanças, além de Edsonnando e etc...
Acontece que os modems 3G, a maioria, pelo que vi na web (salvo exceções), não rodam no Linux, que os reconhece como unidade de CD e ponto final. Se você tem acesso root (administrador) do sistema, você cria uma regra na pasta do udev, nas rules do sistema a fim de que o computador ignore a definição de gravador de CD e com a ajuda de outros softwares como o usb_modem_switch, faça o reconhecimento do modem no Linux. Parece complexo, mas não é. Só é impossível de se fazer reconhecer com as ferramentas padrão da fábrica, como os Sistemas de conexão dial up, de modem analógico 3G GPRS, EDGE ou GSM(2G). É impossível que o Sistema Sim, Positivo reconheça os modems por dois motivos: Falta de conhecimento dos SO Linux – uma vez que as operadoras da telefonia móvel simplesmente põe arquivos .EXE em pastas escritas Linux, com um PDF com duas ou três linhas de comando que não funcionam em todas as distros  e segundo, os SO Linux no Brasil, lançados pela Positivo, não tem  verdadeiramente a licença aberta e com isto, há muitas restrições. Algumas que nem mexendo na política do Hal (espécie de supervisão do que o usuário Linux pode ou não fazer), e nem logado no sistema como Su (super usuário) e digitando comandos pontuais, é possível alterar, ou seja, não resolve o problema, não reconhece o modem.
O fato é que desisti de tentar conectar o modem no linux, não dava. Nem pelo Drakonnect (centro de Rede), nem pelo Konsole (CMD), nem pelo Kppp (semelhante aos programas Communicator, de fácil acesso, a diferença do Linux é você quem tem que escrever as linha do programa da unha, configuração manual total, e as mudanças não são salvas, graças a política do hal e da positivo), nem pelo acionamento manual de um modem analógico, nada, nada funcionou. Páginas e mais páginas de tutorial de Linux lidas e vão, para o meu caso, mas o conhecimento está aqui, a são e  a salvo comigo – assim espero.
 A única solução encontrada foi mudar o SO, uma decisão difícil a ser tomada, mas que foi feita. E optei pelo Windows 7 versão Profissional, porém sem os programas clássicos com Corell, Movie Maker e Jogos. O resultado é um a máquina eficiente, com respostas rápidas e diagnósticas precisos de sua situação operacional. Eu desconfio que o Mandriva ainda esteja rodando aqui em algum lugar, porque algumas telas, me lembram tanto o Linux. A placa de vídeo ficou atiçada, e agora se delicia com gráficos (imagens e sons) que o Nero 2014 pode editar, e gravar em CD ou arquivo. De todo modo, a busca pela liberdade continua, senão com os SOs e softwares, agora, sim, se dará através da busca de melhor net 2G e 3G de qualidade no Brasil, afinal, um país como o nosso precisa de um sistema de telecomunicações inteligente e eficaz. Com preço justo e que funcione, em qualquer máquina ou configuração.




 


Até que Nem tanto Calo

     Se não tinha te conhecido, e tinha eu vivido,
quando te partias eu pensei que eu morreria.
Mas a vida me saúda com suas benções
e vivo aprendendo e solvendo com estas lições.

Muito se fala de Darwin e Lavoisier, e do evolucionismo,
Onde o mais forte não é o mais resistente ou maior,
Mas o mais forte é aquele quem melhor se adapta as mudanças.

Será que se fechar é bem se adaptar as mudanças? Só se for para uma ostra...
falavam é que eu era o “the other”, the another, e the other one; Bem
sou a Ostra, The Other, desmitificando a poesia infame e impraticável,
Disseminando o marginalismo prosaico com valores que poucos sabem...

Mas quem sabe os espalha; mesmo com frisos vermelhas ou verdes nos textos,
Escrevem suas rimas, dizem de seus sentimentos; e se fecham e em seus mundos.
Mas se tanto se calam? Nem tanto, quanto reparam no estilo que encerro.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cento


da cidade de Matão, Interior de Sp - de uma COHAB - eis que surge...




Postagem 100

de Livros do Edson - Cento ou

Da Lei de deus,

Mulekote

(Moleque do Papelote)





Vídeo do You Tube


 

Lanna Del Rey - Born To Die




Editorial e Agradecimentos →

    Obrigado, você é parte indistinguível desta arte - sem público não existe obra alguma.

    Por mais incrível que pareça, estamos em uma centena de postagem... E como diz Lanna, "You and I, we're born to die → você e eu nascemos para morrer". Mas enquanto aqui, devemos prosseguir do jeito que der.

   A postagem 100 é uma grande festa comemorativa, na web, e que não pretende incomodar ninguém. Pois hoje, muitos confundem festas com badernas, confundem felicidade com atormentar e zoar os demais, acham que sucesso é como um consumo exagerado de coisas fúteis e supérfluas, e que bem-estar é como viver em uma comuma, com os seus, enquanto o mundo pega fogo - mas é claro que não é nada disto que teremos aqui, mas sim, vamos ter uma festa suportável e autossustentável. Comemorando 100 postagem de atualização de página!!!

    Isto aqui é uma celebração: à arte, ao guettos, à música, à poesia, à moda, a celebração a nudez da sensibilidade, à vida, à passagem, a eternidade... o Mais Alto. Enfim: a celebração dos valores defendidos em Livros do Edson. Assim:

   Trata-se de um post baseado em três composições de mixagens non stop - uma a Soy Soloist [em homenagem a América latina, Los Jaivas, Eduardo Waack, Eduardo Parra, e, também, aos estilos da dance music, ou seja, a música que muitos falam que foi feita para ser dançada sozinha, mas ora, nem tudo ainda está em seu par, por estes dias ainda... muitos mais sem pares. De todo modo, as canções 'dance' são muito boas para serem mixadas por DJs (que geralmente não ficam pondo seus nomes em meio aos seus sets, salvo raras exceções ou programas de radio, podcasts especiais, etc), assim, o set soy soloist é, na verdade dois lados de um só mix, com uma parte lounge e outra parte eletrônica ou dance]; a outra, a seleção Progressive Scenary, com sons progressivos a lá house, trip, big beat e trance; e por fim, a seleção Heavy Rap, com muito rap, hip-hop, por incrível que parece house de guetto e também, o som eletrônico do Rappa, o cult folk do Belle & Sebastian e a busca da batida perfeita (Samba Rap) de D2... Bem, é isso - composição está, de um modo ou de outro, feita especialmente para participar desta atualização de página

    E por que um post musical? Poderíamos dizer que é para relembrar os bons tempos [porque a postagem os 4 sets de Dezembro de 2012, de Livros do Edson, é a post mais bem visto (individual e em termos de postagens avulsas) de toda a página...], mas isto é mentira, na verdade optamos por por três set por ser um número cabalístico, para mim e mais por outros motivos [como as divisões do cem em si, como neste caso 100 / 3 = 33,333 , ou seja 1/3, ou ainda 1 set completo, com 3 postados em uma página = 0,33%] e cem é 1, com dez dezenas, é o início de novo ciclo, é a medida da porcentagem, é a nota máxima em muitas provas, etc... É exatamente isto.

   Assim quem está no cem está com tudo, observada a licença poética e desde que o leitor tenha um mínimo de senso de humor - dizemos que esta frase é pontual: quem está na casa das centenas está com tudo. E nós aqui, vamos de non stop mix → good listen, good read, good browser and thank you so much. Boa audição, Boa leitura, Boa navegação e muito obrigado, de verdade.






O Corte das Cores




Escorrimentos Selvagens





Quadro feito com qbist (GIMP) - Abriram a porta do Quarto, do autor do blog

 

Da Lei de "deus", Molekote!

    _É desse jeito, Vagabundo. Caralho! Que Calor! Que horas são, agora? "Racionais MCS" - A Fórmula Mágika da Paz (live).

     O set Heavy RAP Da Lei de 'deus', Mulekote diz sobre a nossa vida: dos nossos sonhos, das nossas motivações, daquilo que nos faz mover-nos de nossa zona de conforto e ir à luta. E este texto é sobre isto - edsonnando dizendo sobre o seu set.

     Canções, a track que abre a seleção mixada, diz da dureza do crack, e diz da tentativa de tirar um "cara" da vida das drogas. Trata-se de um som bem pesado que canta um refrão atormentador, "deixa ele pensar que está feliz, deixa ele sonhar com o que sempre quis, quando a ira passar, vai se acordar, quando a noite chegar, vai desandar". Canções, ainda diz de outros valores, antagônicos ao crack, como "tem coisas mais importantes que seu cano, seu pai, sua mãe, seus irmãos", em mais uma tentativa de tirar o cara do "vício".

       A Fórmula Mágica da Paz, é outra letra bem pesada, com um refrão (vocal em 'black "friday"' falsete) intrigante. Ela diz sobre o subúrbio, a área, diz do que as pessoas fazem (sons, drogas, tretas e "fitas de Jorge Ben"), depois, mais cenas da violência urbana no Brasil, que dizem sobre o assassinato de um jovem inocente, em dia de feriado, e na visita ao cemitério no dia de feriados, um "feriado" próximo, comemorado / epifania em 02 de novembro, o rapper (Mano Brown) observa as mães que visitam o cemitério, ele relata: quase sempre estas mulheres tem o mesmo perfil, onde, "e o que todas as senhoras tinham em comum, a roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela vida dura, colocando flores sobre a sepultura, podia ser a minha mãe - que loucura", ou seja: afrodescendentes, trabalhadores de vida dura (distância do trabalho até casa, trabalho esforçado, poucas condições de executar um trabalho eficaz, etc.) e resignadas, ou sofredoras, com certeza, com toda esta situação insustentável, e por isto ele busca a solução em uma fórmula, nem que mágica, em que ninguém acredita que possa haver solução ou algo bom, em que ninguém bota uma fé, mas que é a fórmula da paz.  Em entrevista a Roda Viva, o Mano Brown disse que é utópica mesma a visão da Paz, e que eles são da guerra, da revolta e do acerto de contas mesmo... O pessoal da banca ficou indignado e disse que a geração “hippie” (dos entrevistadores) era da paz, e se mano Brown também não era, e o mano disse que não, que a favela (ops, comunidade) é da revolta, das armas e da guerra, mesmo.

O Set segue com Emicida, de onde vem o subtítulo do set, Da lei de Deus, que é dito mesmo na mixagem e mulekote, em um "eh nóiz q tá (mulekote)", e isto são as coisas que temos que fazer: bebida no fim do dia, churrasco fim de semana, ter vida social, ter amantes, fazer "pecados" -  todas as coisas que nos fazem homens, próximos de mais da vaidade e do orgulho, mas que são pequenas alegrias que "Deus" dá a quem merece. Por exemplo, só quem trabalha tem direito a aproveitar o fim de semana, só quem trabalha tem direito a trocar de carro, só quem trabalha e é solteiro, tem direito a pegar as “catas” mais quentes da cidade, e só repetir a dose, se quiser, e assim vai... Essas três primeiras músicas, juntas, formam uma tríade do rap no BR: o gueto total, depois, o mainstream que ainda é o gueto e, por fim, o gueto, que é moda e dita a filosofia, respectivamente, o rap mostrado no início deste set (três primeiras músicas).

A partir da faixa 4, o CD-set ganha outras pitadas: hip hop interacional é o som predominante, mas não qualquer hip hip, um som selecionado, com um pouco de cada beat, um pouco de cada estilo e ritmo, até mesmo London London, de Caetano Veloso, sendo interpretado por um Rapper, bem interessante, com samples de Paulo Ricardo, penso. Nesta parte, impera um mix de sons, como em uma disputa de Vogue, ou outro embate de dança e música, porém com mixagens curtas, para valorizar a dança e não o Mash up, afinal, sou só eu mixando, mesmo.

Depois da sessão world do CD, mais som nacional com Rappa, Marcelo D2 e Karnak. Nesta parte do set, uma aura especial meio espiritual, ronda no ambiente. A cera foi tarada, de Rappa, diz muito bem, diz de quem acende velas e acha que só com isto se salva, onde o Céu dirá, “A cera foi tarada”, ou seja, “zeraram” o peso das tuas velas queimadas e derretidas, a cera foi zerada, sem peso. Depois, D2 diz, “Enquanto coisas como se fossem copos (corpos)... Ou realmente são como copos todas aquelas coisas? Deixa pra lá eu devo estar viajando, enquanto eu fumo maconha, nego vai se matando.” (letra original, não cantada no set) Ou seja, aqui diz da dança dos copos (baseada na dança das cadeiras, do espiritismo clássico kardecista), onde o que é a mão invisível que balança o berço, o que te faz beber e esquecer além da amnésia alcóolica, o que te faz deseja outros corpos e não ser fiel? \O que há por trás. Na sequência do set, Karnak e Mc Gaspar diz de alienígenas (lembrem-se, há leitores que entendem aliens como espíritos, ou alguma similaridade por estas), de todo modo, os aliens concluem: S.o.S. aos terráqueos. Ou seja, há muita ganância, morte e sofrimento, a terra pede socorro e não pode ajudar ninguém do espaço, mas sim, deve ser ajudada.

O Set termina com Space boy dreamer do Belle & Sebastian, e juro que não sabia antes da historia da menina de quatorze anos que quer ir, e deverá ir, a Marte, ou seja, a humanidade segue, e o gueto segue junto.

Boa audição, comente, compartilhe, e vote no set no promodj.com obrigado valeu.



 

Sons do Post

- Party Sets

by Edsonnando


Set Soy Soloist - América Pulsante & Club Floor

 [LINK AQUI]





VA - Prog Scenary Of Moves On Speed Of Mind - Mixed Set by edsonnando

 [LINK AQUI]








 Set Heavy Rap - Da Lei de deus, Mulekote!

 [LINK AQUI]






Houve um Tempo em que Eu Não entendia as Pessoas


_ Raia; Eia; Vinde, Agueira. Lubrificai os emperrar-dores (emperradores) das engrenagens do tempo.

      Ao som do trovão profundo e recôndito, nos ermos da cidade ensopada, em meio a forte tempestade, ouve-se, e vê uma espécie de um borrão de pessoa caminhando entre poças e rios d'água na madrugada chuvosa, enquanto ele se diz:
     _ Eu ANDAVA como um sátiro, ensandecido atrás de loucuras e louco por demais com as tolices desta passagem imperfeita, perene a terrena. Eu sempre falava e ninguém sacava nada, eu sempre tentava e ninguém me dava nada. Eu era como um morto, porém vivo, eu estou na Terra, eu existo e sou, mas, ao mesmo tempo, as pessoas não me notam, ou pior me mal notam, ou pior ainda, me desprezam ou maltratam voluntariamente. Não sei como isso se dava, mas houve um tempo em que eu falava, e ninguém me notava, houve um tempo em que eu dizia e as pessoas não entendiam. Sabe quando você fala e a outra pessoa não escuta: ou é porque você não soube dizer direito, ou você falava para si só, ou então, ainda, você expressou-se mal, ou ainda mais, a pessoa da interlocução não prestou a devida atenção em nada do que você disse; mas então, você deveria ter feito uso do canal fático, do teste da comunicação: Ou, camarada, o que você me diz, fala alguma coisa: você me ouve, ou não falo mais? As grosserias, às vezes, são necessárias, quando lidamos com não lapidados, mas tentar lapidar a todos, é função de messias e não de seguidor... Então o que diz?
     Ele não ouviu resposta alguma, só mais água, enxurrada, e torrentes de vento que lhe acoitavam a face. Os pés estavam demais encharcados e que percorriam os rios que se tornaram as ruas, que vez ou outra, alguns objetos, ou saco de lixo, lhe enroscavam nesses (nos pés e pernas) – que ele nem mais andava, segurava-se com certa precisão, para não ir de vez com a enxurrada por um lobão. Era um pseudossábio (pseudo-sábio), um pretenso poeta, que andava nas madrugadas, a beber e se enlouquecer, chapar e causar dor e sofrimento a si e aos outros. Um tolo por completo, que se refugia no álcool e na alienação. Quer sexo, mas não encontra, está sempre, por demais, bêbado; por fim, se acaba sozinho, ou fazendo um sexo descartável, sem fazer a devida prevenção, e sem medo algum de se embrenhar nas negras ondas da luxuria e das relações sexuais pura e simplesmente para fins de prazer e gozo (sejam eles místicos ou não). Só quer (ele) mais droga, mais pinga, mais conversa fiada, quer passar a noite nas madrugadas e ver o sol nascer, com um corote de cachaça cheio, e um monte de cigarro, e fumo pra enrolar.
     Mas esta noite não. Não tem ninguém, nenhum bar aberto, nenhuma mulata de pernas abertas (faz tempo!), nenhum cara com fogo do outro lado, para saciarem, um ao outro, não nada disto, ninguém, nenhum outro Bêbado insuportável para levar uma conversa sobre Cruz & Sousa e, ou seria sobre a Souza Cruz? De todo modo, não havia ninguém, só a chuva, a tempestade a as labaredas, em formas de muralhas de muitas águas – naquela noite. Mas ele bebia, e tentava fumar, mesmo embaixo d’água. E Ia atrás, passava em todos os bares, e seu corpo já estava ensopado. Ia até as bibocas de má fama, e ninguém estava por lá.
      Chegou até a achar um bar, onde tinham mais outros três bebuns, que estavam demais enfastiados de pinga e pedra, e que não queriam conversa, e só estavam esperando a chuva passar, pra irem para as suas casas, encerrar a noite. Foi dito: _ É melhor você ir embora cara, um mano já até sangrou o outro aqui. O Bagulho aqui tá quente. Um farolete de celular foi acesso e foi vista uma camisa toda ensanguentada que vestia um, enquanto o outro empunhava uma faca na mão. Só pensou: e por que ainda estão aqui? E a resposta é droga e loucura.
       E tudo é isto mesmo, ou é pedra, ou pó, ou pinga ou bebida, ou mulherada, ou caralho, ou marginalismo, ou alta sociedade. É claro que temos as camadas do meio e as pessoas normais, que quase sempre ou querem ser socialites ou querem ser do gueto, e se não estão em um lugar, tentam o outro. É como diz o senhor Stendhal que escrevia muito bem, e se o perguntavam, mas porque a cidade M. e o personagem H., ele só dizia, como no fim de Vermelho e Negro (livre adaptação, baseado na em uma leitura longínqua...): era necessário que a história se passasse em um povoado, depois, haveria de ter trama em uma província e em alguns, um ou outro, lugares.






Arte do Post




Pintando o Set - quadro que foi usado no set Prog Scenary




O Recanto das Diagonais

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Arete

Livros do Edson





Post 99 - Arete -


Foi um curto tempo de aprendizado, na escola,
E tamanha desenvoltura em suas posturas,
Imaginem se tivesse dedicado-se mais ao estudo?
Oh, grande, da excelência altiva,
Óh, exímio das eras & comedido em suas batalhas,
Saiba que tuas facillities dizem de ti,
Mas ainda isto não é tudo de si...



- blog autoral de edsonnando, que é o mesmo que Edson Fernando, e que significa o mesmo que Edson Souza.

    Cada nome utilizado é uma conta diferentes nas redes sociais (em um mesmo site ou em outros), isto tudo para se ter bastante perfis nas redes sociais (capacidade de postar conteúdos diferentes com cada perfil, ou redes que abrangem-se em direções / sentidos / círculos de pessoas diferentes, etc), isto, também, para poder ter mais perfis em sites como soundcloud, entre outros endereços e email  --  ou seja, para ter mais espaço para pôr meus arquivos (artes, mixagens, sites, etc)  --  , na web. Assim:

    Acredito que eu não tenha dupla (nem múltiplas) personalidades, e não me considero egocêntrico ou megalomaníaco, apenas tenho muitos perfis pelos motivos acima mencionados, ou seja, os modos com que se deve lidar com o escasso para produzir um muito.


Boa Leitura, amigos. Obrigado pelas mensagens, pelo apoio, por curtir, compartilhar e comentar. Muito obrigado por seguir @novalluz no t.co
| www.t.co


Aretè:

Arte e Excelência



    Arete é uma palavra que vem do latim, ou seria do grego? (lembrem-se, estou sem net em casa, e tudo que escrevo, na maior parte do tempo, tem como referência a minha própria cabeça e ao meu raciocínio lógico - e os livros, claro, os Livros do Edson), de qualquer modo, a palavra quer dizer excelência, mestria e elegância, algo assim. A 1° vez que tomei conhecimento desta palavra foi através do livro de Mago: A Ascensão, onde os personagens tem aretè, ou seja, eles tem excelência ou uma grande "iluminação" em suas mentalidades ou em suas Artes Mágikas (com "k" mesmo).
     Por muito tempo eu pensei que esta palavra fosse inventada, como muitas outras palavras do sistema storyteller, ela não só existe, como também simboliza um conceito forte, ou algo muito peculiar. Nosferatu, Demência, Condicionamento Social e Perseverança (Will - Força de Vontade - FV), são outros ótimos exemplos - tais palavras ou se referem a referências históricas da coisa a qual se refere, ou pode se tratar de um atualíssimo conceito da psicologia, do conhecimento científico e das teses comumente aceitas.
     Arete realmente é algo que podemos adquirir ou que já nasce conosco. Para entender arete, remonte-se até a antiguidade, pense em um momento na vida do homem daquela época, o que tínhamos era a vida no campo e as primeiras cidades, com suas leis em construção - talvez não muito longe do que seja o Brasil hoje... - , pense na escravidão, nos costumes da época, enfim, as atividades mais comuns eram o trato da terra, as atividades do estado e os ofícios, outra categoria importante que não pode ser esquecida é a classe dos atores, dos escultores, enfim, os artistas. Ao nosso entendimento, segundo a opinião do blog, o arete nasce justamente de uma tamanha excelência na arte, praticada pelo artista, que ele,muita vezes, pode formar uma escola, uma tendência ou um movimento cultural, muitas vezes sem isto intentar - é a arte espontânea e maravilhosa, seria o nosso arete.
     
      O quadro abaixo ilustra, ao nosso modo, esta nossa teoria:








Quadro Caminhos - Colheita
,  feito especialmente para este post. Legenda Abaixo:
  1. (C.A.M.I.N.H.O.S) Caminhos - A arte magnífica de um ser instruído ou inspirado (ou os dois), tem que se manifestar de uma forma ao seu público; quase sempre o artista deve optar por um caminho em sua arte, um formato, uma área, um estilo, o que seja; e, isto é, a marca do artista com seus trabalhos.
  2. (D.e.c.i.s.ã.o) Decisão - Decidir-se por um caminho, e fazer a sua obra, a sua arte, o seu trabalho, nisto consiste este estágio, além da fase de Planejamento, da parte teórica e da parte abstrata ou das ideias em estado puro.
  3. (A.ç.ã.o) Ação - Depois de ter se decidido pelo caminho da arte, ter pensado em sua obra, é hora do criar exteriorizar-se, ou seja, isto seria a apresentação do teatro, a pintura do quadro, a leitura do poema, etc -  a arte em sua forma  "definitiva".
  4. (S.e.g.u.i.r) Seguir - Passadas todas as outras etapas, deve-se entrar em um ciclo going concern, ou seja, o ciclo da continuidade; isto indica que deve-se ter um interesse pela obra do artista, ou então o artista deve seguir com suas apresentações e performances...
  5. (V.o.n.t.a.d.e) Vontade - Uma  última  peneira ainda é exigida da arte em questão, alguns chamam a isto de "crivo do tempo", mas de fato, o que creio se tratar, é que a verdadeira forma e aparência de uma obra se mostra mais claramente de acordo com a percepção de mais uma ou duas gerações, isto é, passado um pouco o frenesi do novo e o fascínio dos modismos, a prova final da arte é aguardar uma ou duas gerações para ver de fato, o que público sentirá quando entrar em contato com tal obra, e a isto, entendemos como a vontade do artista que ficou expressa em sua obra, e, certamente, se for uma obra puramente temporal (ou de moda e de tendência pop ou de época), pode ser, que esta arte 'temporal' acabe por esquecida ou ocorra um fenômeno interessante, onde o que era do mainstream, ou pop, passe a fazer parte de guettos, ou melhor, de nichos específicos de  público-alvo (é o que acontece com as festas de axé hoje em dia, onde se vai mais gente que era jovem nos anos 90, do que gente que é jovem hoje, exceto na época do carnaval, claro).
  6. (C.o.l.h.e.r) Colher - Por fim, finalmente, se colhe o que se plantou, mas notem que não necessariamente tem que se passar pelos cinco estágios antes para se colher, e a isto, se entende como a sociedade dos contratos autenticados em cartórios, ou do valor monetário das artes e dos artistas (totalmente individualista e que varia caso a caso), e tudo isto, segundo as óticas de cada cultura específica, em um dado momento histórico.  
  7. Opcional: E sempre, outro ciclo pode se iniciar, ou seja, um artista pode criar novas artes, ou novas formas; exemplo: cantores que se tornam atores, e escritores, etc.
  8. Só para os melhores: E a arte deve seguir depois do artista partir desta Terra.

E assim, temos agora, estes exemplos, da Arte de que falamos (piada, evidente - ainda falta muito para eu ser um bom arte grafista digital!) ... :




Quadro Matão - Celeiro das Nuvens, e agora, também, a cidade das águas da chuva.
 Uma referências as fortes chuvas que ocorreram em Matão no início de novembro de 2014  e que causaram o alargamento de vários rios, em uma analogia a que, "rio largo, tem que correr muita água" - ou seja, se uma das 1° chuvas da temporada deu um upgrade no rio, é sinal que muita água ainda vai passar por lá...


Dos Dois Lados da Cidade


Foi uma mixagem perfeita –
Que todos perceberam
No momento em que se, e quando
Tocou o 1° acorde da outra canção,
sem alterar o ritmo, a melodia e nem a bateria.

Há um monte de mais em minhas mãos –
são tão raras e especiais que nem sei mais.
Aquele gole de água com limão
(mas nem sempre foi água),
é o que me dá disposição,
mesmo agora, sem doideira em garrafa.

Porém quanto mais vejo tudo com inquietação
Mais, muito mais eu ouço: Não! Não e Não!
Aquilo que se dá é aquilo que se recebe,
se dou a raiva, recebo a raiva
e até a cadela fica com raiva!!

Se dou amém, tem mais ai também,
Se dou um solo de desdem,
sei que aquilo que não me tem
não tem como me intrometerem;
Do mesmo modo que a indiferença,
me torna indiferenciável, como pensa.

Mixou-se as duas músicas da cidade:
a chula e vulgar com a erudita e popular;
como pôde isto se dar?
Ora, ao que tudo indica
o problema não é o misturar,
mas, sim, quem faz esta mistura.

O som, é mais do que estação de rádio,
aparelho e sistema automotivo, ou CDs e mp3s,
Os sons são os pássaros, o sol, a chuva,
o lamento, a alegria, o vento, e esta poesia,
Em que se ajuntam, ambas, as preces e os sentimentos,
tanto dos que moram bem, quanto dos que moram mal,
num 'mix' na imensa enxurrada alagadiça do temporal.

Quadro - Papel Cerrado - feito pelo autor do blog
-
Inspirado na música Mira Niñita - Los Jaivas


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Sons do Post










Imagem do Soundcloud, do dia em homenagem a queda do murro de Berlim, que dividia o MUNDO em duas partes: a comunista e a capitalista.





Arte do Post

 





Tema para Web Livros do Edson_ Post 99 _ Um - Grifos Tropicais



CONTO:

A Tecnocracia Que Nos Vigia - parte II

(ou seria a Parte III ?)


     A luz vai penetrando, de modo cada vez mais intenso, nas retinas do Menino-Lobo. Onde estou? - pensou.

      Pouco a pouco, foi-se lembrando de flashes do que tinha acontecido: naquele insalubre lixão, em Capinga, ou seria em Matão? Já não se lembrava mais... ainda, mas lembrava-se de que era a época próxima às festas de fim de ano, de 2013, ou 2012... muita bebida, muita droga, loucura e mais continuidade infame; era um tal de pedir e emprestar o isqueiro, era uma sequência interminável de levar o copo à boca, bitucas que se lançavam bocas e dedos a fora, eram as visitas à boca de fumo - até que alguém avisou ao Menino Lobo que no Lixão vendiam uma droga de "qualidade" extrema e a um preço irrisório. Era o que ele queria, e já há dois dias fora de casa, aprontando sem precedentes (e sem consciência alguma), em um domingo a noite, quase madrugada de segunda-feira, lembra-se, muito vagamente, de que entrou no lixão e perguntou por crack, deu cerca de quinze Contos e recebeu cerca de 3 gramas de pedra, e depois, não conseguia mais se lembrar com clareza dos ocorridos. E como, Narrador, apenas posso dizer que ele se viu envolto por algumas outras pessoas, vestidas de branco cirúrgico, no breu da noite, pessoas estas, que diziam entre si, uma terminologia muito complexa, e portando, ainda, muitos utensílios, sendo que foram as agulhas - que espiravam mais droga - que mais chamaram a atenção dele, enquanto duas pessoas vestidas de branco realizavam procedimentos de contenção...

    Que doideira! que fome! - pensou ele, e prosseguiu, em voz alta ("discursando" dentro de uma espécie de "cela psiquiátrica", branca, acolchoada, com cama, um banheiro simples e a porta, trancada):

    _ O que aconteceu comigo? Nem digo tanto o que deve ter acontecido recentemente, duas ou três noites atrás, depois do lixão e das agulhas, também, e, entre o agora - trancado aqui, neste lugar que nem sei qual é... Digo: o que aconteceu em minha vida?! Naquele maldito momento que enfiei a garrafa de vodca, seca, a dentro, por minha garganta, de meu corpo inteiro, eu pedi aos céus que eu caísse, de cara, no chão - esbofetado, estrapilhado e sem lógica alguma, e assim sou, sou o Menino Lobo, o doído, o chapado, o incontrolável, o antissocial, o anti-quisto, o cara parrana, o cara de louco, resumindo, eu sou tudo, mesmos aceito - e eu sou o verdadeiro Menino Lobo, cheio de pelos e de marcas de porradas no corpo; porém se meu corpo é marcado, eu já fiz a vida de minha gente se tornar mais curta, com certeza. Mas é quando eu como digo, disto, destas coisas de morte, eu não me lembro, mas isto ainda deve, também, ser culpa dessas maldita drogas, que corre em minhas veias, que me deram, desgraçados... ! Mas isso ainda é péssimo!, porque sinto que estou tão chapado, como se eu tivesse muito chapado de maconha, e nem tenho mais vontade de fumar minha pedra, meu crack, de desse, alias,me dá, cade minha vontade da dura? Quer dizer, vacilão, que tu tá tão chapado destas drogas que te deram, que parece brisa de chá do amarelo, do hidropônico, do aquapuncturo, do diabo à quatro, e por isto não quer usar seu bagulho do cão, que ultimamente, tem fumando, dia sim, outro também e um dia não?...

    Ele cessa a sua fala e, na sala, começa a tocar String Beam Jean, do Belle & Sebastian. ... and the girls got home... , but the girls are right. Esta música, uma das poucas que ele sabia a tradução, do inglês para o português, significava muito para ele, uma vez que ele a aprendeu no ensino médio, com um professor entusiasta com sua profissão e como folk rock. Tocava assim: I had to leave them in the morning, I left the keys arround the way, I had to go to work. Trata-se justamente do viver a vida de modo "desordeiro", nas farras, nas noites (madrugadas) que viram dia (amanhecer), o famoso estar virado, enfim, a bebida, as drogas e o sexo, sem fim, não necessariamente tudo isto e nem nesta ordem, as tretas, as festas sem começo nem fim, ou como Cazuza diz, na música que eu como Narrador mais aprecio, talvez de todas as músicas, "Eu não tenho data pra comemorar; às vezes, os meus dias  são de bar em bar / procurando uma agulha, num palheiro" (O Tempo Não Para) - e o Menino Lobo achou esta agulha em um palheiro, e ele não esta gostando nada nada disto. Falou, novamente:

     _ Não aprecio estar neste lugar, nesta cela, nem com este som incrível tocando ao fundo, mas de onde vem este som? Por que tudo branco? Porque sem vontade de usar droga química alguma, alias, por que sem vontade de droga nenhuma, exceto cigarros? Por que estou trancado, sem acesso a água, comida e acesso a rede wireless? hum.. !!! Cadê meu smartphone?

     Abri-se um compartimento oculto, na parede, e junto, aparece água, uma jarra com um copo, e uma refeição completa, nada de celular e ouve-se uma voz que diz:

      _ Ora, ora, rapazinho, aproveite a sua comida, é cortesia de minha chefe, uma vez que pelos nossos experimentos, deveria ficar 72 horas em jejum, e só se passaram pouco mais de 12 horas, por enquanto desde o experimento. Mas agora, coma e se refresque-se, seus testes terminaram, se assim eu quiser; mas falta ainda coletar amostras finais de suas condições e estados de saúde, afinal, você passou por um longo procedimento, e posso dizer, que entrou em convulsão, overdose, chame como quiser (você não iria entender a diferença, mesmo), umas três ou quatro vezes, porém, só te reanimamos duas vezes, você está tecnicamente morto para a sociedade, ops, desculpe, este é o discurso de Nikita, bem, você é um morto para a sociedade, ninguém lhe dá atenção, não apreciam sua companhia, e quem é você para dizer que não aprecia este laboratório, esta cela estéril vip?

         _ Já chega - ouve-se uma voz ao fundo.

       _ Bem, é isto - continua a 1° voz - dentro de cerca de 64 horas você voltará ao seu lixão, com seus pertences, incluindo suas 2,2 gramas de crack - porém, duvidamos que você vai usar mais droga, novamente, nesta vida. ... tá bem ..., Queremos que saiba não irá se recordar de nada quando retornar ao lixão, mas nós vamos te acompanhar de perto, bem de perto, e por hora, aproveite sua estadia em um lugar limpo, e tranquilo, pode ser sua única chance de ter isto em sua vida.








Quadro da Postagem - O Dom da Tela Excêntrica
(feito em GIMP, pelo autor do blog)




Feito em Mandriva Linux, com Document made with KompoZer
por  ℮ⅾṩᴑꟿƌŋⅾⱺ, dj e autor do blog,
publicado em Novembro de 2014, escrito em Matão/SP.