terça-feira, 22 de julho de 2014

(Postagem 90)

Este conteúdo não era para estar aqui, era para estar na página da urna cúbica de platina, mas infelizmente, o Google, que já não sabe lidar com imagens grandes em seu blogger, agora, ainda por cima, não permite atualizar as páginas e por isto, resolvi postar aqui mesmo. E mais um detalhe, o mais crítico de todos, o Google não autoriza meu adsense, argumentando que não sou dono deste blog, estou a três anos na rede, e ainda acham que eu sou hacker ou que as coisas que posto (textos, mixagens, etc e etc) não são de minha autoria, e sim que sou uma fraude, Grande engano, creio que o Google não sabe que no Brasil, são os bons que ficam parados, enquanto os sem conhecimentos são os que pousam de bons moços e pessoas cultas - like a Belle and Sebastina said "Another century of fakers, another cool decade of fakers"

 

APROFUNDANDO-SE NO LABIRINTO





O PONTO 2C :

Sugerimos que este ponto (como o D e Eas chaves, no jogo original, estavam no grande corredor, em fendas nas paredes) esteja trancado a chave ou então obstruído com um bloco padrão. Essa é uma opção mais do Narrador do que do grupo de jogo (ou seja, com ou sem chave, acessível ou não, mais fácil ou mais difícil de se enfrentar, os enigmas e os NPCs, Non Players Caracthers - essas são opções suas, como Narrador), assim, uma vez que um personagem chegue a este ponto, leia o trecho abaixo [como você deve saber, a parte acima, sobre Divilluz dá maiores esclarecimentos sobre esses compartimentos da Coifa]:


" Após passar pela porta (bloco), você literalmente está dentro do Corpo da Coifa: a temperatura é gelada e este compartimento, como os outros, expurga líquidos vitais como em um pulsar desgovernado. A sala é ocupada por uma carne negra e corrompida, que parece que vai lhe esmagar vez ou outra, enquanto contrai-se e dilata-se, e quando tudo parece calmo finalmente, pedaços podres de músculos que envelheceram, caem das partes maiores deste corpo grotesco. Mas ao que tudo indica, a Coifa mantem seu ritmo normal de atividades mesmo com sua presença nesta "sala"... ".



AO NARRADOR: Ahh, bem, se alguém quiser tentar começar a matar a coifa, os lugares são estes..., eu só não sei se a hora é agora, talvez nem você, Narrador, saiba. Será que o método de Divilluz, para matar a Coifa, é  mesmo verdadeiro? E até mesmo com o auxílio de Xino e Haculio (talvez, Divilluz, agora), mesmo assim, Matar a Coifa não é um feito fácil, nem um pouco, e, de todo modo, mas vamos dar continuidade a toda a história do labirinto... que depois desta ainda tem muito mais histórias... todas elas escritas por mim e jogadas em mesa de jogo.


Coifa
Zuntsla
(7 partes: 'plena'), Nível de Poder: ° ° °
Espírito da Coifa → a corrupção em sua forma mental, espiritual e carnal Esta parte é o centro do corpo, poderia ser um coração, um pulmão, o que o Narrador achar apropriado, claro cancerígeno e muito doentio. As estatísticas se referem a todas as partes, como una.
Força de Vontade: 6 Fúria ou Tormento: 8 Gnose ou : 4 Poder: 88 + absorções
Dissoluções
(
Encantos):
Cada parte tem um tipo de encanto específico, e deixamos ao Narrador maiores detalhes sobre cada um deles, de acordo com os interesses da crônica. Mas, no geral, as dissoluções da Coifa provem da destruição que os seguidores dela fazem. Todas as 4 partes principais da Coifa (C, D, E e F) tem em comum os seguintes poderes (encantos): Toque Maligno, Corromper e Corromper Eternamente, Consumir Almas, Absorver Corpos, Vomitar Corrompidos, Corromper Mentes, Influenciar o Caos, Propagar o Histerismo, etc...


    Não apenas entrar na Coifa (i.e. ser corrompido) causa os distúrbios pertinente a toda essa energia wyrm concentrada e doente, que afeta a todos que a rodeiam. Entretanto, você, Narrador, pode tratar deste "lidar" com a coifa, mas sem desejar se corromper, como alguma distorção de ressonância entrópica inconveniente, ou seja, uma aura sutil de decadência e corrupção no olhar, vão estar naqueles que tiveram algum contato com as partes-chaves da coifa. Agora, quem se corromper, não tem jeito, a pessoa será um nefandi, um amaldiçoado, o que seja, menos aquilo que foi um dia, para sempre, a corrupção, em Mago, é eterna, ao que tudo indica - e muitos são aqueles que conseguem perceber, quem já foi solicitado, como seu, pelo Abismo. Narradores podem pensar em alternativas para reverter uma corrupção, mas, ela deveria ser irreversível. Se a coifa for destruída, outros lordes infernais poderão recorrer à tutela destas almas vendidas e insanas. Se um nefandi trair a coifa, e ela o descobrir, ela tem poder para bani-lo imediatamente até um dos infernos intransponíveis, ao custo de 7 pontos de poder e um sucesso apenas em um teste de FV (dif = FV do alvo).

    A Coifa está apresentada em duas versões, nesta Crônica antológica: a espiritual, para ser usada nos compartimentos chaves (Carne, Mente e Espírito) e a ficha que representa o "grosso" da Coifa, a parte 2F, ou seja, onde ocorre os rituais de alimentação da Coifa e culto a wyrm. De todo modo, as duas fichas representam uma só coifa.

    Note ainda que destruir estas partes da coifa, e a coifa em si, ou seja, retirar dela todo o poder e vitalidade, não é suficiente para que ela não se recupere (a uma taxa de 1 nível por turno), assim, para destruí-la de vez, é necessário achar um ponto secreto, onde contém toda a essência da coifa e pulverizar toda essa essência.

    Sobre os Investimentos vamos usar as regras diretas da Fonte. De Demônio: a Queda, por questão de clareza e similaridades.

    A Fé é a energia do cosmos, o sopro do criador e a vida dos condenados. Com a Fé os seres das trevas sentem-se como se fossem eles os criadores, das angústias. A Gnose é a energia da mente, a energia da criação, a vida depois da própria vida - a vida criada pela própria vivência. Com a Gnose, os seres das trevas conseguem ludibriar as mentes mais iluminadas e puras. O Tormento é o próprio fogo do abismo refletido no olho paranoico dos servos das Escuridões. Se a Fé um dia foi o presente que o criador deu aos seus anjos, e que depois alguns anjos renegaram, então, o tormento é o presente que deus deu quem o ousou duvidar, e se rebelou. O Tormento é uma ânsia que não passa, uma sede que só aumenta e uma dor que não pode ser compartilhada com ninguém. A Fúria é o lado bestial de tudo que existe, tudo tem sua cólera e sua explosão. A Fúria é a pura explosão sem controle e o puro descontrole, controlado pelo puro instinto animalesco. A Força de Vontade é como o ser reage a todos esses sentimentos e toma as suas posturas; sobre a coifa, intelectualmente falando, não tem muito o que se entender do ponto de vista mental, afinal, ela é a pura demência, em outras palavras. O que deve-se salientar aqui, é que Fé está para Gnose, assim como Fúria está para Tormento.

    Assim, os demônios e as coifas, para cumprirem os seus objetivos precisam dos seres humanos: como fontes de Fé (e Poder), como instrumentos ou como agentes. E Se os demônios precisam de serviçais, os serviçais por suas vezes, precisam de outros instrumentos para cumprir as ordens dos mestres.

    A maior limitação no que se refere a dotar um servo (investir) não vem da coifa ou do lorde infernal, a maior limitação vem do próprio mortal. Dentro dos limites apropriados, os seres do abismo conseguem dotar seus servos com as suas próprias capacidades e poderes sobrenaturais. E a coifa nunca se precipita para apenas ter mais e mais almas a sua disposição, ela sempre escolhe bem seus servos, exceto se estiver com 7+ de Nível de Poder; assim, a corrupção, é um ponto chave, um momento certo da Crônica, não a precipite, Narrador, se não você terá problemas em controlar o jogo, e, se alguém for se corromper, ele será corrompido, no tempo certo.

    Demônios podem dar Atributos, Incrementos, Evocações, Outras capacidades.

    Assim, um personagem terá de 1 a cinco níveis - ou melhor, Potencial - de Fé (sendo que 1 é alguém espiritualmente fraco e 5 seria o Dalai Lama ou a Madre Teresa), se a Coifa for usar o mortal com Fonte de Oferenda, só metade destes pontos de Fé (ou metade do novo nível de Poder da Coifa, o que for maior) poderá ser investido, a outra metade fica de alimento para a Coifa, mas nem todos os servos dela são suas fontes de alimentos.

    Uma vez que se saiba quantos pontos de potencial de Fé o mortal (ou a Coifa, em raras ocasiões) tem para investir, pode-se:

  • usar um ponto de Pontencial de Fé para operar curas milagrosas;

  • usar um ponto de Potencial de fé para conferir dez pontos de bônus, e não de xp, ao personagem do jogador que desejou corromper-se na coifa (esses pontos de xp podem ser usados para comprar qualquer coisa exceto antecedentes - será que Recursos não seria uma exeção a exeção? - , use a tabela de criação de personagens);

  • usar um ponto de Potencial de fé para criar uma versão de mágica estática de uma das dissoluções da Coifa (Opção do Narrador),

  • E, Pontos de Pontecial de Fé podem ser usados para dar versões estáticas das doutrinas da Coifa (um "efeito" de primeiro ou segundo níveis por ponto de Fé) OU um ponto de Potencial de Fé pode ser usado para criar uma versão para o personagem dos poderes apocalípticos da Coifa (um ponto de Fé por "efeito" de forma apocalíptica).

    E quando um servo se torna uma Fonte de Oferenda de Fé, a Coifa ganha diariamente de 1 até 3 ponto de Fé do mortal (ou seja metade da Fé dele arredondada para cima), e isto, acima de tudo, cria um grau de proximidade entre o corrompido e a Coifa. (antecedente opcional: Aliado Infernal, ou Coifa).

[adaptado de Demônio: A Queda, páginas de 249 a 252]


    E Lembre-se, em termos de "Pontos de Poder", considere, para efeitos de jogo, que um humano tem cerca de sete pontos de poder (correspondente a sua vitalidade); um mago tem cerca de sete pontos + a sua quintessência conservada dentro de seu corpo,  o que, em média, dá dez pontos; e, os changelings, podem ter de dez pontos, como um magus humano, até cerca de vinte pontos (soma = sete pontos de vitalidade +  os níveis em glamour permanente).




NOTA SOBRE DISSOLUÇÕES

Dissoluções são as versões negras dos encantos. Do mesmo modo que a magia Nefandi é diferente das outras e tem suas próprias manifestações peculiares, os encantos dos seres puramente wyrm são tratados como essas coisas aqui:
  • Esta forma de magia, da Coifa enquanto entidade, segue basicamente as mesmas regras dos outros umbrais, exceto que para cada nível que a Coifa estiver acima do seu nível de umbral, ela ganha uns determinados benefícios em jogo. Na prática funciona assim, cada Coifa tem um nível se existência, ou Poder do Poder, o desta aqui é nível 3, onde ela tinha cem pontos de poder, naturalmente, mas vejamos:
  • Nível 1 de Coifa → Poder de um até trinta e cinco.
  • Nível 2 de Coifa → Poder de Trinta e Quatro até Quarenta e Nove.
  • Nível 3 de Coifa → Poder de cinquenta e um até cem.
  • Nível 4 de Coifa → Poder de cento e um até duzentos.
  • Nível 5 de Coifa → Poder de duzentos e um até duzentos e noventa e nove.
  • Nível 6 de Coifa → Poder de trezentos até quatrocentos e trinta e três.
  • Nível 7 de Coifa → Acima de Quatrocentos e trinta e quatro.

  •  As coifas são de nível um a cinco. Depois, só consumindo almas e aumentando o poder delas. O Nível de Poder da Coifa é importante para ela e para seus seguidores, uma vez que quanto mais poder ela tem, mais poder terão os investimentos que ela fez em seus corrompidos. Funciona assim:
TABELA DE Níveis de Poder da Coifa
cada nível abaixo -1 Nível em Força de Vontade e Gnose, -2 Níveis em Fúria (Investimento/2)
1 Nível acima + 1 Nível em Força de Vontade, +1 Nível Em Fúria (Investimentos*1,5)
2 Níveis Acima + 2 Nível em Força de Vontade, + 1 Nível Em Fúria e Gnose (Investimentos*1,5)
3  Níveis Acima + 2 Nível em Força de Vontade e Fúria, +1 Gnose  (Investimentos*2) +Dissolução Esp.
Quatro+ Opção do Narrador

  • cada nível acima do seu que a Coifa possuir ela ganha mais dados em FV, mais dados em Fúria e mais um dado em gnose, ao custo de 12 pontos de poder, por duração de uma cena. A dissolução especial é este mesmo encanto, ao custo dobrado mas por duração indeterminada - simbolizando eras de caos total. Os seguidores dela tem os efeitos de seus poderes conferidos por ela, quando a Coifa está em níveis acima do seu, aumentados a razão de 1 e meio ou duas vezes, opção do Narrador, ou estes mesmos investimentos podem funcionarem como um nível acima, ao gasto de um ponto de FV.
  • Sobre o poder dela o Original dela seria 100 mas, neste caso, ela já estaria acima de seu poder se consumisse apenas um NPC ou corrompesse apenas um personagem do jogador, assim, adaptados aos danos agravados que ela sofrei de Divilluz, e assim, a base de poder dela para o início deste jogo, será de 88 e não mais de cem, ela deve consumir 13 pontos para subir de nível e ganhar os benefícios, e isto também poderá seu usado com recursos dramático para o jogo, onde os personagens podem ter que ver a coifa corromper alguém (apenas no ponto 2F) e além da angústia (ou êxtase) tenham que perceber que a o fim do "ritual macabro" a coifa e seus seguidores ainda sem fortalecidos...
  • Quando a Coifa atingir 3+ níveis do que o seu nível base, além da dissolução especial e dos bônus,  ela entrará em crescimento desenfreado, e vai ter que possuir cada vez mais almas ou avatares para aumentar toda essa energia maligna. Do mesmo modo,  se o poder da Coifa cair ao nível zero, ela acabaria sendo consumida pela próprio limbo. Mas isto ainda não a aniquilaria de vez. Narradores atenciosos devem ter percebido uma pequena divergência, proposital, nas partes da Coifa: em um momento diz-se seis partes e em outro, sete. São seis as conhecidas (2A - as artérias, articulações e os anticorpos - , 2B - a boca falsa, a baba da Coifa - , 2C - a corpo da Coifa, a carne - , 2D - a demência da coifa, a "mente" - , 2E - o espírito normal da Coifa - e 2F - os fechos da Coifa, a boca onde ocorre a corrupção) mais tem um sétimo ponto oculto, o provável 3G, a Grande-Ente (Gradiente) da coifa - que está neste labirinto e só o Narrador da crônica sabe a localização exata, tal como os detalhes deste ponto - onde existe ainda o elemento essencial da Coifa, ou seja, sua definitiva forma feita de pura efêmera negra, ou a parte obscura do universo.
  • De todo modo, a Coifa é um monte de carne disforme, ou ondas de espectros negros opressivos, gritos e calafrios, a Coifa pode assumir a forma de insanidades, ou perturbações, ou ainda, sonhos perversos e doentios. A coifa, se não for destruída completamente, nunca volta a ter seu poder anterior, a princípio, mas ela sempre cresce e acaba por afunilar o ambiente ao seu redor. A Coifa pode até mesmo estagnar-se  e parecer "estática", porém ela pode estar guardando seu Poder para algum momento específico.
  • Os padrões da mentalidade da Coifa são incompreensíveis para nós, humanos "normais". Assim, em termos de História, trate a de forma singular, que represente fielmente a elevação a quinta potência do produto resultante de puros desejos de corrupção, da decadência, da demência, das atrofias, dos massacres e de todo e qualquer desespero, sobretudo, os sobre-humanos, e eternamente caóticos. Em termos de Jogo, ela é um mix de um ser taumívoro (que se alimenta do Tao), espiritual, corpóreo e que transcende, até mesmo, os reinos mais profundos. Teremos as estatística dela em forma de umbral (acima) e em forma física (abaixo, onde a situamos como um ser semelhante ao descritos em Demônio: A Queda).
  • Coifar significa sugar, extrair, tomar para si. Quanto mais poder (e níveis de Poder) tiver a Coifa, mais ela vai precisar de mais servos para alimentar toda essa energia terrível e prováveis baixas com haculio, mercúrio, mr ray, pode acabar causando problemas para ela...





Coifa, Pura-Corrupção

Aquela que Suga a Seiva do Universo

NOME VERDADEIRO - Züntsla - Zün Tsl Aykhubropwz

Natureza: Autocrata Nível do Poder: ° ° ° Casa: Flagelo (criatura)
Comportamento:  Sádica Cruel Baixas: 1 Semblante: Namtar
Atributos
FORÇA : °°° MANIPULAÇÃO (Medo): °°°° PERCEPÇÃO (Sobrenatural): °°°°
DESTREZA : °° CARISMA : °° INTELIGÊNCIA: °
VIGOR (Absorção): °°°° APARÊNCIA: ° RACIOCÍNIO: °°°
Habilidades
Prontidão: °° Intimidação (Opressão): °°°°° Ocultismo (Abismo) °°°°°°
Presciência: °°° Intuição: ° Enigmas: °
Briga (Encontrões):  °°°° Liderança: °° Religiões (Liturgia): °°°°
Esquiva:  °° Lábia: °°° Pesquisa: °
Empatia: °° Sobrevivência: °° Conhecimento Esfera(Mágika): °°°°
DOUTRINASVIRTUDES
Dos Ventos _____________ ° ° °Consciência: °
Do Despertar ____________ ° °Convicção (Determinada): °°°°
Do Firmamento __________ ° °Coragem: °°
Da Morte ____________ ° ° ° °
ANTECEDENTES FÉ e GNOSE
FORÇA DE VONTADE:
° ° ° ° ° °
Pacto: °°°° ° °  ° °
[] [] [] []
PODER: 88 + os absorvidos dos NPCs e personagens do jogo
Legado: °° FÚRIA e TORMENTO Pertubação que causa: Histeria
Modelo: °°° °   °   °   °   °   °   °   °
[]  []  []  []   []  []  []  []
NÍVEIS DE VITALIDADE: 12           + os níveis adicionais em Poder
FORMAS APOCALÍPTICAS
     A Coifa, ou o Semblante Abismal da Morte, é uma criatura sem uma forma definida, que vez ou outra, se parece com uma grande "entidade" cancerígena, carne negra, esponjosa e corrompida, e outras vezes se manifesta como vultos sombrios cingidos por tentáculos, com uma névoa espectral sufocante e densa, que movem-se e se contorcem, de tais modos, os tentáculos, como que refletindo pensamentos macabros, obscenos e infames. As razões destes seres são uma incógnita, exceto que eles divulgam a decadência e tudo que levar a wyrm extrema. O Poder da Forma Disforme permite a ela mudar sua forma livremente, mas sempre conservando um aspecto bizarro. A Visão do Abismo, nada mais é do que ter uma visão noturna, para enxergar tudo no breu absoluto, e isto permite também que a Coifas sinta pensamentos e intenções de seus aliados e corrompidos. Garras da Morte cria nos tentáculos da Coifa, garras afiadas e venenosas. Manto das Trevas traz uma intensa escuridão ao ambiente. Aura Entrópica permite à coifa impregnar o ambiente com a ressonância das trevas mais espessas, ou seja, atrair os sentimentos mais medonhos e primitivos dos seres em questão. Agilidade Mortal confere níveis de destreza sobre-humanos.
 A Doutrina da Morte permite a coifa saber como alguém, que morreu de morte violenta, foi morto, só de olhar nos olhos da vítima. No nível dois, ela pode disseminar a decomposição (Vigor+Enigmas, dif. 6, plantas, madeira e tecido, dif 7, metal dif. 9 e rocha dif. 10), em uma área de sete metros. No nível três e quatro, ela pode colocar imagens de morte na mente das pessoas, ou mesmo matá-las com um toque (Força+Presciência, compare sucessos com o Vigor do alvo, se excederam, a morte é instantânea.
Foma Disforme
Visão do Abismo
Garras da Morte
Manto das Trevas
Aura Entrópica
Agilidade Mortal

PARTICULARIDADES

 Flagelos são seres que ajudam a proliferar as catástrofes e dores da humanidade. Uma criatura flagelo não é um anjo caído que se tornou monstro (Tormento 10) apesar que isto também poderia ser, mas uma criatura flagelo trata-se de um dos seres que os anjos decaídos encontraram, quando foram lançados ao abismo eterno.


Detalhe Adicional As demais Doutrinas (Vento, Despertar e Firmamento), dizem da doutrina da Casa da Coifa, a Doutrina da Morte, diz do Semblante da Coifa. Do Despertar permite a Coifa reconhecer bons servos, nefandis e seguidores e também, permite corromper, dar Investimentos e curar mazelas. Do Firmamento permite observar uma cena com a visão de um servo e ouvir o que o alvo ouve, apenas se soube os nomes das vítimas. Dos ventos, a Coifa pode invocar vento, dar um soco com o ar e comandar o vento.

Detalhe Adicional 2 → Não é possível aniquilar a Coifa simplesmente fazendo o Tormento dela estourar o limite de 10 pontos de tormento permanente e depois acumular mais 10 pontos de tormento temporários - se isso acontecer, ela terá de gastar tormento [30 pontos, e voltar ao nível oito (8) → jogue 30 dados, dif 6 dada sucesso é um dano na coifa e em todos que estiverem a até 1 km do ponto de acumulo do Tormento, opcionalmente, quem gostar de lançar dados, pode, sim, lançar separadamente as paradas de danos (no geral) e absorção (individual - para cada personagem envolvido, incluindo a Coifa)]. Este gasto de tormento poderia incluir efeitos paradoxais. Quando a coifa sobe de nível, ela ganha fúria não Tormento.
    E, do mesmo modo, simplesmente, atacar a coifa com Primórdio puro e energia salutar, causará mais dano nela, isto sim, mas a coifa, ainda assim, poderá continuar a existir, em um estado latente, se o ponto 2G não for encontrado e eliminado.




TUDO SOBRE A COIFA


    Ela se divide em partes, compartimentos, nem sempre é assim, mas enquanto ela estivar "anexada" a este labirinto, ela irá continuar a se apresentar em partes:

  • 2A: As Artérias, As Articulações, Os Anticorpos, ou a proteção a corpos estranhos à coifa;

  • 2B: As Babas da Coifa, toda a secreção bucal que ela produz escorre neste ponto;

  • 2C: O Corpo da Coifa (!Eis o mecanismo da carne corrompida");

  • 2D: A Demência (ou os padrões de "mente" da Coifa);

  • 2E: O Espírito Dela ( a forma feita de material espiritual da Coifa);

  • 2F: Os Fechos (os compartimentos da corrupção e de dar e receber poderes - também conhecidas como expansões da Coifa); e

  • 2G: Um ponto secreto onde contém a forma pluri-cósmica deste ser muito estranho, alguns artificies conhecem essa legendária parte, como a forma secreta  e frágil da coifa - que nem Divilluz sabia a localização - como a gradiente da coifa.


    Todo personagem que não tiver passado pelo 2A quando a Coifa expurgava seus líquidos, não será observado por ela. Quem foi tocado pelos anticorpos da coifa será sempre observado por ela. Ela também se beneficia de quem passa pelos seus pelos e veias, uma vez que é assim que ela fica ciente de quem pode ser corrompido (inclinação ao mal - orgulho - ou a ganância desmedida - hubris) ou não, ou seja, assim que ela sabe quem tem predisposição à corrupção.

    Sugerimos para um caso ou outro, de quem não se lembrar se foi babado pela coifa, ou se recebeu uma "gozada" de anticorpos da criatura flagelo, bem quando passava pelos lugares em questão... sugerimos o famoso teste de Disparate (Disparatado), mas como? Vocês não conhecem esse teset? Muito simples, onde joga-se o d100 e não o d10 (d100 = dado de cem lados, para quem possuir, ou então jogue  1 dado de dez lados para a unidade, primeiro, e outro dado, na sequência, para o decimal). Quem obtiver menos de 20%, então, esse menos de vinte porcento é um Disparate, e personagens que obtiverem resultado igual ou inferior a 9%, vão praticamente implorar para ser corrompido, "igual a como se uma prostituta de rua implorasse para dar uma fodida com um cara noia, ambos sem preservativos, e o cara goza, na aflição, uma porra muito bem coalhada por crack e aguardante exagerada, goza bem no orifício paridor da vadia, e quando nasce a criança - sempre nasce uma crianças assim esses dias - , temos um ser sem um pulmão, com insuficiência circulatória e respiratória e um coração disrítmico - mas foi exatamente assim (e isto!) que eles quiseram... Isso começa a nos dar uma leve ideia do que é a Coifa.

    Só há um modo de resistir ao Declínio do Disparatado: obter em um único teste e sem modificador algum, 3+ Sucessos em um teste de FV, dif. 8. 

História de Jogo (Recomendado para narradores): Kamal, um verbena de Triumphos que entrou no labirinto a fim de buscar ervas mágikas e cogumelos espirituais, ambos prometidos por Mercúrio, se depara com a sala de muitas veias e pelos: ele toca a maldita coisa toda! E sente, em um momento em que parece que o ar e sua vida fogem de si mesmo, ele sente a arrepio do vento glacial, que sopra, súbito, do fundo do abismo para onde vão todos aqueles, que de fato,são de lá. Ele toca e sente os pelos duros, todos melecados enquanto pulsa-se uma especie de veia que se entrelaçavam naquele estranho e quente canto do labirinto umbral. Kamal decide ferver o líquido interno com uma mágika de Vida, Forças e Primórdio; ele joga seu aretè, 2, o Narrador já declara que para se obter algum Efeito nesta mágika, deve-se obter 4+ sucessos em uma jogada prolongada de 3 turnos. Ele obtém apenas um sucesso, a Coifa, claro, já o fitava desde o primeiro momento, ainda mais tentando afetá-la...


Vamos falar um pouco sobre essa Mágika. Caso alguém tente algo do tipo, permita o teste mágiko, porém ignore o Efeito (exceto se a margem de sucesso for maior de 150%) e mais, faça com que toda a quintessência gasta antes, durante e depois do Efeito seja assimilada pela Coifa.

    Porém, tais tipo de mágika seriam muito perigosas, se alguém tiver uma especialização em Medicina (Coifa) ou uma especialização em Erudição (Coifa), vejamos:

 Apodrecer a Coifa (Vida 3 / Entropia 4): Causa dano na 'carne' da coifa.

Fúria Místika (Vida 4 / Primórdio 4): Causa dano agravado (+1 nos sucessos para dano).

Ferver a Coifa (Forças 2 / Vida 2 / Primórdio 2): Usa-se um ponto temporário de FV.


    Via de regra, esta parte 'carnal' dela pode ser ferida através de Vida, desde que se use uma especialidade relativa a ela.

    E a Teoria mágika seria → Tudo começa  na Essência (Primórdio 2 para evocações e 4  para transmutações ou raios primordiais) focalizando ou sendo focalizado pela Mente (Mente 4 - só fere a Demência), depois, obtêm Forma pelo Espírito, e entra nas Esferas Padrões (Vida; Forças - que sofre +1 na dif. na umbra -; e Matéria (que é praticamente inútil contra a coifa), e por fim, tudo isto se situa em um Sentido de Espaço e Tempo, mas que não pode aniquila-la (Tempo e Correspondência não afetam a Coifa, muito menos nos domínios dela, mas há exceções), e isso segue, até chegar ao Fim de Tudo (Entropia - esfera indispensável quando usada com Concepções - Mente -, Padrões - Vida, Forças e Matter - , e A Forma. O Primórdio em nível 4 é a única esfera que pode feri-la, sem utilizar outras esferas místikas.

    Simplesmente, passar ou atravessar o 2B, não causa nenhum "fascínio" pela Coifa, porém, se o personagem explorar muito o local, ele terá que fazer o mesmo teste relativo a este tipo de contato com ela. Porém, esta substância tem uma função diferente da substância do 2A, apesar de serem aparentemente idênticas, estes tais líquidos "vitais/mortais" da Coifa. E assim, só personagens com Especialização na Coifa poderão diferenciar, e distinguir, uma  substância da outra e mais, só tais personagens saberão métodos de curas de eventuais doenças que esses líquidos venham a causar nos corajosos magos que entrarem neste labirinto terrível. Provavelmente estes líquidos venham do que seria as glândulas salivares, o muco, ou ainda de excitações, prazeres e as expansões da Coifa.

    Já aqueles quem visitarem o 2C não sofreram nada, exceto se a Coifa quiser. E no 2C não precisa de teste para acertar o personagem porque ele já estará dentro dela, assim jogue a Fúria, dif FV do alvo.

    Sobre a Doutrina da Coifa que permite matar com um toque (Da Morte °°°°), isto se se aplica apenas no 2F.

    E não espalhe essas coisas entre os jogadores, e muito menos na web, seja com esse nome ou outro, mas, efeitos de Primórdio  tem um acréscimo de +1 nos sucessos, neste ponto 2C.





O PONTO 2D:

Neste Compartimento é onde se representa o poder da Coifa de enlouquecer, um servo, um seguidor, um corrompido ou um alvo qualquer. Uma vez que se entra no 2D, se está dentro dos pensamentos da Coifa. E para essa cena, temos duas possibilidades - uma da Coifa aprovar a intromissão em sua demência e outra da Coifa reprovar a intromissão em sua mente doida.


A DEMÊNCIA DA COIFA


    Ela se pode gostar, ou não, de ser interrompida mentalmente. Caso ela goste, o texto a ser lido é o de baixo (1), caso ela não goste o texto a ser lido é o mais embaixo (2).

       

            1. A Coifa aprova os personagens em sua "cabeça":

" Ai está você, dentro dos pensamentos da Coifa, e você a vê, por dentro dela mesma. Vê o que ela causa: quanta dor, quanto pavor, quanto consumo sem sentido. Quanta histeria extrema, quantas almas que se perdem - são os pesadelos que se concretizam. Ela habita os corações psicopatas, as doenças do espírito, a fome, a desigualdade, e o puro interesse na corrupção dos seres. São fortes pensamentos e que declinam à discórdia e ao infame maior".

AO NARRADOR: Ela não aprisionará os personagens em seus pensamentos, nesta versão da cena, muito pelo contrário, ela deixará que entrem e saiam quando quiserem das ideias dela, e mais, até ficará feliz em perceber que os personagens tenham tido a exata certeza do que ela representa, ou seja, ela quer ser conhecida em suas verdadeiras vontades e em todo o seu pavor íntimo.





   2. A Coifa desaprova os personagens em sua "cabeça":


    Agora, personagens podem ser presos na Demência dela. Assim, se por algum motivo a Coifa tiver algo contra os personagens, teste a gnose dela, todo turno que um personagem passar/permanecer neste ponto, a dificuldade é a FV da vítima, porém a vítima já começa com um número de sucessos iguais a sua própria FV; onde, se a Coifa acumular mais sucessos, os sucessos que excederem serão usados pela coifa, veja abaixo. E mesmo que os sucessos não sejam ultrapassados, ou seja, que a Coifa não obtenha mais sucessos que a FV do alvo, se ela obtiver pelo menos três sucessos ela irá impor um novo comportamento a este personagem: Insano. Para se resistir a isto, dê uma olhada nos testes de resistências permitidos no Encanto Criar faróis dos Sonhos (na parte dos Sprites e Sofiô Lamão), mas, se a Coifa superar em +3 os níveis da FV do alvo, nenhum teste de resistência é permitido, e nestes casos, a coifa fará o que quiser com a mentalidade de um alvo. A dificuldade para os testes de resistência permitidos para o alvo é a Gnose da Coifa.


    E, por fim, faça a Narração da demência, de acordo com os sucessos obtidos pela criatura flagelo (essa versão de cena é semelhante a um pesadelo sprite):


Sucessos não são suficientes: "Claramente, este lugar, trata-se de algum reflexo da realidade, uma realidade absurda da Coifa - que tudo corrompe e nada salva".



São obtidos 3 Sucessos: "Um mal presságio entra por dentro de seu ser, e algo lhe diz, que sua mente pode ser afetada definitivamente se você permanecer nesta "sala", se é que já não é tarde demais para tentar qualquer coisa inteligente...".



A Coifa obtém 1 Sucesso Excedente (faça apenas uma leitura por personagem/turno): "Buzinas são audíveis no centro de Manhathan, e você habita um prédio luxuoso, com a modernidade do aço retorcido e dos vidros fumês, aviões ficam sobrevoando o prédio, e ameaçando atirar mísseis e bombas em você e seus amigos, aos quais você não consegue reconhecer nenhum. Apenas uma menininha lhe chama a atenção, porque ela está segurando um prédio em miniatura na mão esquerda enquanto tem um aviãozinho na mão direita, ela faz ZOUMZUOM enquanto mexe com seus "brinquedos". Você apenas grita "tudo isto é loucura" e tenta fugir. Tentando fugir, você descobre que está preso, e muito bem amarrado a toda a essa estrutura de ferro, estrutura muito bem elaborada, feita por um grande arquiteto alemão... Não há fuga e a garotinha choca o avião com o prédio e antes de você morrer, apenas uma imagem, a do número do prédio aparece em sua mente, o número 333.". Note que personagens só morrem na demência - independente dos sucessos excedentes da Coifa, Opção do Narrador - e são lançados fora da sala, desacordados por nove turnos menos os sucessos em um teste Vigor da vítima. Esse teste de vigor tem dif. 6 → se a coifa, obteve um sucesso excedente, dif. 7 → se a coifa obteve dois sucessos excedentes, dif. 8  → se a coifa obteve três sucessos excedentes, dif. 9 → se a coifa obteve quatro sucessos excedentes... Cada sucesso excedente pode causar um nível de dano, sem teste absorção permitido. Curiosidade : esta cena está escrita como na cena original, assim, exceto pelo número 333 no final, mas quem jogou o jogo original, em mesa de jogo, pode confirmar, essa cena vai acabar acontecendo, de fato, no jogo, coincidências, então, mas sabemos que as coincidências ganham outra dimensão em jogos de Mago: A Ascensão. Impressionante!!! Até eu me surpreendi, agora.

A Coifa Obtém 2 Sucessos Excedentes: "Seus olhos se fecharam depois da explosão, e veio um escuro, e quando finalmente é possível ver alguma coisa, é a garotinha que volta e diz: Boom, lançando miniaturas de aviões e de edifícios pelos ares, adeus Retlhov. E, da janela semi espedaçada no chão, como que formando um esquadro, você avista outros prédios, que também são pulverizados, e tudo acaba por se tornar poeira, cinza, e vermelho, uma vez que há muito sangue para escorrer no mundo, e neste sangue, o norte-americano, o brasileiro, o árabe, o judeu, o russo, todos se tornam um só, em um rio de agonia.".

A Coifa obtém 3+ Excedentes (toda a leitura anterior mais): "E por fim, você vê que todo  esse sangue escorrido, esses escombros formados, tudo isto alimenta a Coifa, que agora, ela te chama até o meio da rua, para que ajude-a a salvar vidas. Aqui e alí: tudo é lugar de gente morta... que precisam de cuidados da coifa. "Você", ela diz, "cuida desta, de cachos delineados que foram tomados de pasta de sujeira e outras expelições dolorosas... garotinha... uma menina linda... com feições de Abril Lavigne... E você não resiste e a toca, de modo absurdo. O coração dela começa a rebater, e você o retira ainda pulsante do corpo dela, você teve coragem, arrancou o coração dela e após tomá-lo em suas mãos e retirá-lo do corpo dela, você oferece o coração a coifa, que apenas diz, "Você finalmente, compreendeu-me!"

Novo Comportamento para quem for atacado pela mente da Coifa: INSANO

AO NARRADOR: Assim, tudo isto é apenas para tentar mostrar um pouco o que a Demência da Coifa pode causar, e só para lembrar, para se atacar a demência dela, deve-se usar as Mágikas da Concepção ou do Fim (e o Primórdio adiciona +1 aos sucessos por mágika, para a contagem dos dados de danos, ou seja, entra na conta da multiplicação). Essa cena da demência original tinha seis partes no pesadelo da mete dela, demos uma condensada no andamento da coisa toda, mas sinta-se a vontade, ou não, para narrar as bizarrices da loucura do Coifa, sempre subordinado ao ambiente que isto causar ao grupo de jogo.




O PONTO 2E :

"Há uma Escuridão impenetrável por qualquer forma de luz vinda de você mesmo ou que esteja ao redor de você; mas você não só vê a escuridão como a senti de uma forma extrassensorial... algumas vezes, o escuro é irrompido por outras formas mais escuras, e, outras vezes, o breu dá um pequeno espaço para que se manifestem semblantes disformes, e que não te dizem, nunca", nada.... porém esses semblantes te olham nos olhos... e querem te levar a loucura atrás dos olhos paranoicos."

AO NARRADOR: Não sei se está claro, mas hoje, essa parte da Coifa foi escrita (reescrita) enquanto ouvia-se o álbum The Final Cut. E é exatamente isto, como o Roger Waters faz um álbum inteiro só sobre guerras, tiros, mortes, tristezas, ... ? Poderia dizer a resposta que cheguei, mas isto não acrescentaria nada a crônica, agora conhecer as faixas do Final Cut, ou relembrá-las, sim, pode dar um leve ideia da Coifa. Assim,  vamos continuar, se isto for possível depois dos acordos requiém daquele álbum...
       Não há jeito fácil de se salvar algumas certas almas (ou espíritos ou atmãs) que, por ventura, estejam aí e queiram ser reavaliadas por esses personagens jogadores (os semblantes representam almas corrompidas, sem corpos, que sofrem no limbo do breu, por escolhas que  fizeram, optaram pela Coifa). A única forma de libertar um desses espíritos presos aí, seria deixar a Coifa com muitos poucos de poder (um dígito apenas) e mesmo assim não seria fácil - vamos deixar que maiores detalhes sobre essa sala espiritual sejam elaborados pelos Narradores .




O PONTO 2F

(A Sala da Corrupção dos Aliados e da Alimentação da Coifa)


AO NARRADOR: Toda a área 2F deste reino umbral raso é representado pelo compartimento (Compart Ment) do Fecho, a parte da Coifa que aplica os Investimentos e expande-se, estagna-se ou se atrofia (para representar isto, você, narrador, deve adaptar as áreas totais ocupadas pela Coifa no mapa do labirinto). Por enquanto (poder original apresentado aqui), o Fecho tem um bom espaço o que permite até que grandes rituais de antropofagia, mutilações, marcações, submissões, laços, dons, encantos e outras feitos demorados possam ocorrer neste ponto. Com uma ressonância apropriada às atividades da wyrm.
    O ponto 2F é a personificação dos ideais (dissoluções) dela e já se percebe o gosto amargo e ruim que ela gosta de levar a boca: o triste chora da pobreza e do descaso, é, para ela, o mais delicioso dos materiais consumíveis. Ela adora as mortes, as guerras, as catástrofes, o sofrimento... os loucos... Porém, já sabemos que os interesses dela podem se alterar, além de suas vontades e seus anelos, de acordo com seus aliados vivos e seus Pontos de Poder correntes. O Narrador deve ser cautelo a lidar com tal ser, e lembrando que a Coifa do 2F deve ser representada pela ficha de Criatura Flagelo e não pela ficha de umbróide. Ela deve representar a maldade e a satisfação em ser mal, ela representa a guerra da destruição contra a construção, mas ela nunca arriscaria a própria existência para ter que salvar um poderoso aliado, por exemplo...
Matá-la não é impossível: é apenas difícil, porém, mesmo depois da atrofiação total, ela ainda pode estar em estado de torpor, mas não morta!




O PONTO 2G


AO NARRADOR: O ponto 2G é um lugar oculto, só seu narrador, neste labirinto. O jogo original jogado em mesa, nunca teve este ponto 2G descoberto, o que em tese, permite a coifa voltar em algum momento futuro (ou passado) da história do jogo, para cobrar os personagens de dívidas antigas, mas agora, se ela estiver mais fraca em termos de poder, ela ainda sabe segredos que nem os próprios personagens sabem sobre si mesmos,e ainda teve muito tempo para preparar sua vingança... Outra seção aseu critério, Narrador.
    Aniquilar o ponto 2G exige Primórdio ou alimentar a Coifa (neste ponto) com puro glamour de um infante.




Recompensas nas batalhas Contra a Coifa.

AO NARRADOR: Você deve pensar em algumas recompensas, caso os personagens consigam diminuir os níveis do poder da coifa, a feriem-na gravemente, ou mesmo se aniquilarem-na de vez. Do mesmo modo como destruir haculio, mr ray, mercúrio, deve ter conferido alguns pontos de xp ao jogadores, em um futuro bem próximo, livros mágikos, ou mentores valiosos podem ensinar aos personagens, esferas em níveis mais elevados - tente captar um pouco dessas nuances, onde ações corajosas e bem sucedidas devem, sim, ser recompensadas; e mesmo em sucessos parciais, há algum aprendizado em ações frustantes; e o mesmo vale para quando os personagens tiverem fracassados totalmente, só o fato de terem sobrevivido a este labirinto, de um jeito ou de outro, e o fato de terem conseguido fugir de algum golpe fatal da coifa, isto também tem um pouco do sucesso em si, pode não ter sido como se esperava, mas ainda assim, os personagens, poderão tentar, em outras ocasiões...
    Saiba recompensar seus jogadores, os personagens e mais, recompense com mais ganchos surpreendentes em sua crônica da A Urna Cúbica de Platina; recompense mais enredos intrigantes e mais mistérios e enigmas - além de algumas explicações ao final das histórias, concluídas com sucessos ou fracasso. E distribua, de 1 a 3 pontos de Xp, quando tudo tiver dado errado; e de 10 até 30 pontos, quando efeitos grandiosos tiverem sido empenhados contra a coifa ou contra os servos e seguidores dela. Do mesmo modo, personagens que querem se corromper, devem dar provas de "amor" a coifa antes de receber a "benção" da corrupção...



OUTROS LUGARES INTERESSANTES








TROLL No Labirinto



Ponto 1 - AO NARRADOR:  ele estará nesta marcação, no lugar marcado com 1. Trata-se de uma caverna com muitas bicas d'água e mesas e bancos de pedras talhadas naturalmente na caverna, há ainda penas de gansos, galinhas mortas: e sim, ele dorme por aí.

    Caso algum personagem tenha se indisposto com ele, ele segurará a porta, por detrás dela, impedindo que os personagens entrem na sala, dizendo:


"Agrada-te longos passeios inesperados de incerteza

que levam-te a bater a cara na porta;

qual é a sua verdadeira mentalidade?

Dizê-la, insabido do caminho, o que te agradas?

Consegues tê-lo?

Sofres, pós possuí-lo? "


A euforia da patifaria

esvai-se com o conhecimento de testemunhas 

e você simplesmente pensa que não importa

verem-no fazendo.

Uma verdade que só um sabe, torna-se mentira,

pois não é compartilhada;

da mesma forma, uma situação fofocada

torna-se certeza, independente de como foi. "


Se te preocupaste não o farias

Depois de fazeres vale arrependeres-te,

se tornarás a fazê-lo?

Se tu tiveste a Resposta, agirias seguindo-a.

Os erros que segues provam toda a tua vontade: 


"Espaço condensado/compressado de você mesmo,

de tal forma, que ao redor do universo só se preocupa contigo,

em manter seu foco no lugar certo,

em tentar não evaporar e, simplesmente, sumir

até tornar a si mesmo de outra forma

Sendo-o seu centro e reparando transversalmente

ao Todo até que consegue relacionar-se

com máquinas que carregam várias vidas,


2 te tocam ao fundo d'alma

e, por um instante, sai

da total concentração em si

e abstrai em outrem conteúdo de focalização:


Captando sentimentos que lhe soam... nostálgicos,

de fato, seriam, se fossem, a mim

(um dos isolados amigáveis) -

E lembre-se:

sempre há um pernil,

a se comer, com os primos.

Agora já se reflete em luz do forno

e aquece a mão dos de rua,

desses que refugiam-se do frio com jornais undergrounds ...

em certos momentos sempre sabemos quem éramos,

em certo momento, já não se sabe mais quem é você

e foi neste momento,  que começou a virar vapor de espectro:


Perdeu-se em outros sentimentos

fundiu seus pensamentos com objetos,

começou a ser materializado em elementais

ou em seres supralunares, e, infelizmente,

você fica na felicidade aristotélica

e permite-se sumir em calor evaporado

que se exauri de um ponto condensado,

enquanto recordava, torna a vida de uma forma que nunca sonhou

... agora, você virou matéria que já havia. "


_Senhores, bem vindos ao meu covil, sou um troll, pensavam que eu iria ter uma mansão? Eu estou por aqui agora... se vieram em paz, fiquem à vontade. E isto que declamei foi uma poesia, o que pensaram? Que era um sonho? Um pesadelo? O que andam vivendo, magi? Oh, besta homem, quanta infâmia, quanta ignomínia... "


AO NARRADOR: Esta é a parte inicial da cena com o Troll (T R O L L 1, 2, 3 e 4), e trata-se de um poema apenas, não é cenário dos sonhos (ufa, finalmente! Parece, não?).
    O troll está muito teatral (mais que nunca nesta cena): ele começa segurando a porta do lado de dentro, impedindo a entrada dos personagens, repetindo umas três vezes a primeira estrofe (uma espécie de timmer, para vez se outros jogadores se interessam pela cena e querem vir participar), depois, finalmente ele permite que os personagens entrem e interajam com ele, podem ser feitas perguntas, citações, etc. Porém o Troll manterá a leitura do poema acima (De um Ponto Condensado - por Edson), mas sempre respeitando uma pausa entre as estrofes (e versos) para que os personagens do jogadores falem com ele, e em seguida ele torna a continuar o seu texto. Note que há uns sub-textos, como na última estrofe do poema, antes do parágrafo que começa com "senhores", onde o Troll diz claramente sobre aparições, mortos inquietos, espíritos obsessivos... etc, depois de toda a leitura do texto, o Troll falará livremente com os personagens e os convidará a conhecerem o seu covil.
        Mas isto é para a atualização seguinte desta página do Blog Livros do Edson. Onde mostraremos todos os detalhes desta cena do Troll e outras áreas interessantes do labirinto (lembrando que o texto no original são 16 e 1/2  folhas A4 datilografadas e estamos agora, já na folha 13 - está acabando este Capítulo do Labirinto).

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Tratativas Contábeis





Postagem 89 de Livros do Edson:

Tratativas Contábeis


(os tratamentos da contabilidade)



Document made with KompoZer




(Postagem temática deste blog, dedicada integralmente a) Contabilidade → Contabilidade Gerencial,

(especificamente) Sistema de Informação Contábil → Controladoria

Gestão Empresarial → Orçamento Estratégico

(Orientada Para) Empresas Individuais, Médias, Pequenas e Micros



Matão, Julho de 2014



INTRODUÇÃO

    A contabilidade é uma ciência social aplicada, ou seja, tende a adaptar-se ao ambiente social em que um dado contexto contábil esteja inserido. Isto também quer dizer que a contabilidade (ou um conjunto de profissionais desta área) pode influenciar o ambiente, e não apenas ser influenciado pelo ambiente, mas isto, geralmente depende do status da profissão de contabilista no país em questão, e das leis em vigor.

    A contabilidade é uma ciência muita antiga - tão antiga como a noção de civilização, particularmente no que se refere a criação de rebanhos (de ovelhas, bois, etc).

    A Ciência Contábil como conhecemos hoje vem sendo desenvolvida desde o século XV-XVI, com o método de escrituração das contas duplas / partidas dobradas (onde, em uma conta credita e outra conta debita; tudo o que a empresa tem é igual a tudo o que a empresa deve, aos seus credores e/ou aos seus sócios, etc...).

    No âmago da contabilidade está o contador, ou contabilista (dizem, se é que há diferenças entre os dois, que o contador é um profissional de nível técnico, ensino exigido até o nível médio - no Brasil, duram de 1 ano e seis meses a 2 anos os cursos técnicos de contabilidade - e o contabilista é um profissional graduado, de nível superior - os cursos superiores de contabilidade, EAD ou presencial, duram 4 anos; por fim, os profissionais especializados, o pessoal que fez/faz mestrado, doutorado e pós-doutorado, recebem os títulos de suas especialidades - Controller, Gestor Fiscal, Diretor de Contadoria, etc). Tal profissional é tratado de diverso modo, mas, quase sempre, de um modo ou de outro, é de suma importância para o sucesso das entidades contábeis e para as corretas informações acerca das atividades empresariais, da entidade em questão, para com toda a sociedade. Muitos especialistas da área, dizem que a contabilidade é uma das profissão do século XXI.

    O autor deste blog, Edson Souza, atualmente está no 4° ano de Ciências Contábeis, pela faculdade Uniseb Interativo (antiga Faculdade Coc), inclusive, além de estar, em providências para a obtenção de um curso de pós-gradação, logo em sequência, na área de Controladoria e Finanças, mais especificamente ainda, orientado a elaborar técnicas adaptadas, para a utilização dos conhecimentos de controller em EPP [empresas de pequenos portes - EIRELIs (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), EI (Empresa individual), MEI (Micro Empresa Individual), ME (Micro Empresa) e LTDA (empresas pequenas e médias, de faturamento de até 240 mil Reais por ano - novo limite de faturamento de até R$ 3.600.000,00 /ano [Projeto de Lei de julho 2014] - , salvo raras exceções)].

    A maioria dos autores sustenta a tese que não é possível esta implantação da controladoria em empresas médias e pequenas, pois, segundo eles, a controladoria é muito cara e seria inviável para as empresas arcarem com os custos. "Cara!", vejamos:

    Se encararmos a contabilidade gerencial como uma tecnologia, que é o que ela é, então devemos entender que as tecnologias começam caras e depois se barateiam, e mais, as tecnologias são desenvolvidas a priori para públicos específicos (público alvo), para só depois irem migrando para outras camadas e nichos sociais.

    Outro detalhe, e que não nos importamos, nem um pouco, em dar esse conhecimento franco, de modo claro, aberto, objetivo e "fresco" ao mundo - está na hora de esclarecer as coisas, o autor deste blog é muito transparente e instinto (um "instinto que tende ao altruísmo"), às vezes, e não é por nada que há tantos desabafos na web pelo mesmo autor, se as coisas nos indignam, não podemos simplesmente, toda vez!, abaixar a cabeça e só gritar por dentro, tem horas que um barulho deve sair de si, e chegar ao mundo. E é isto, não adianta apenas dizer que a administração no Brasil anda muito ruim, é necessário que se elabore alguns modelos de demonstrações (como exemplos). Precisas demonstrações.

    Mas "Cara"? Isso, talvez seja apenas (se for), para quem unicamente se importa com o dinheiro, todavia para nós, existem outras coisas, que não se podem, nem sempre, há coisas que se podem mensurar; agora, as coisas que podem-se medir, e se tem boas e novas técnicas para isto, por que não usar? E por que não divulgar isto na web, também? De modo livre, inclusive?

    Se é Cara, ora, é cara porque cobram esse preço caro, mas há outros modos, e se não se pode cobrar preço abaixo do estipulado pelo sindicato, então, que se formem associações de empresários nos bairros - como uma guilda de pequenos e médios comerciantes - e a controladoria atuaria para essa economia paroquiana, dos bairros, fortalecendo a microeconomia da minirregião, como um todo, e atuando, também, para otimizar os resultados das empresas participantes do projeto; mas, essa é apenas uma das alternativas possíveis para se evitar a famosa desculpa do "Controladoria? É Caro!", há muitas outras opções para diversos outros modos de parcerias e alternativas. 

    Assim, neste material, veremos detalhes mais específicos das práticas contábeis, no Brasil, na intenção clara de divulgar tais práticas e suas consequências imediatas para a mentalidade do mercado empresarial; além de informar, pura e simplesmente; e, por fim, estimular o avanço natural da atitude empreendedora entre todo o empresariado, em geral.

    Consulte um contabilista ou entre em contato com o autor do blog.

    De todo modo, boa leitura e boas contas. Obrigado por nos ajudar a divulgar este blog!!!.




Tópicos:                

I - Base Legal / Adequação Internacional (...) ;

II - Demonstrativos Financeiros/Operacionais (Noções) ;

III - Tabela I : Comparativo Operação VS Lançamentos ;

IV - Status da Profissão Contábil no Brasil (...) ;

V - Demonstrativos Financeiros/Operacionais (LAJIR e GAF) ;

VI - Estrutura das Práticas Contábeis;

VII - Demonstrativos Financeiros/Operacionais (DFCs) ;

VIII - Organogramas e Estruturas Empresariais; e

IX - Considerações Finais.





BASE LEGAL / ADEQUAÇÃO INTERNACIONAL /

Nota aos Controllers que já atuam na área






    Sempre em que se falar em contabilidade, é bom que citemos também, a base legal destas nossas afirmativas e lançamentos (Demonstrativos, etc) , ainda mais em um mundo tão rápido (global, glocal) que tem alterações significativas de leis, procedimentos, ciências e posturas, e esperamos, sinceramente, que sempre observemos como base de todas esta evolução, um princípio do melhor sempre, ou seja, sempre buscar uma humanidade melhorada e que busca corrigir-se de antigos erros.
    Assim, sempre que possível, será citada a fonte legal (ou referência bibliográfica) que foi a base da elaboração de um dado material, e, pressupõe-se, que se não há menção de fonte, o autor do blog reservou-se o direito de elaborar o material em questão sem créditos, por se tratar ou de uma "coletânea" de informações, um mix de
n conhecimentos para se chegar ao que nos referimos, ou ainda, o material está em fase de elaboração e encontra-se apenas a título de divulgação.


     Sobre as adequações internacionais, maiores detalhes explicativos se fazem necessários, uma vez que o Brasil ainda está em harmonização aos padrões contábeis internacionais e a definição que utilizamos GAAP-BR (Generally Accepted Accounting Principles - Princípios Fundamentais da Contabilidade), por ser o termo que cremos melhor se adequar a esta nova contabilidade, e o BR é uma clara referência ao Brasil. Mas é importante que mencionemos que a contabilidade brasileira NÃO é tão independente e ágil quanto as contas do que consideramos o true GAAP (o US-GAAP) , e em verdade, o Brasil nem pode ter o seu modelo contábil nem considerado como pertencente ao modelo  Anglo Saxão (USA, Índia, South Africa, UK) e nem ao modelo Contábil Continental IFRS (França, Alemanha, Japão, América do Sul). O Brasil está se convergindo aos padrões aceitos internacionalmente, através dos Pronunciamentos Contábeis do CPC e de demais providências da CVM (Comissão de Valores Imobiliários) e do COPOM (Comitê de Políticas Monetárias).

    Vejamos um quadro sobre as duas principais normas contábeis internacionalmente aceitas:


CONTEXTO USA

USGAAP (Padrão)

Detalhes

FASB

Independente da ação do Governo e Emite Pronunciamentos Contábeis.

FASB significa Financial Accounting Standard Board - a grosso modo, seria o nosso CPC. Assim, GAAP é o padrão, FASB é o órgão regulador.

SEC

Realiza Fiscalização; Verifica se as normas são observadas.


SEC significa Securities Exchange Comission - o que corresponde a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) dos Estados Unidos.


CONTEXTO INTERNACIONAL

IFRS (Padrão)

Detalhes

IASB

Dependente da ação do Governo e Emite Pronunciamentos Contábeis.


IASB significa Internacional Accounting Standard Board. IFRS significa International Financial Reporting Standards - são o conjunto de normas contábeis internacionais, e o conjunto de normas financeiras (e demonstrativos) internacionais.

cada mercado ...

Tem seu próprio órgão fiscalizador (que além de  fiscalizar deve trabalhar para as aplicações das normas contábeis).

Como há variações culturais, nos modos de se tratar a contabilidade, em tese, tais órgãos existem para normalizarem estas diversas facetas, mas muito disto ainda é relutância dos empresários a aceitar as normas internacionais.

Quadro 1  Comparação entre USGAAP e IASB


    Vejamos, na prática, outro quadro comparativo, sobre as diferenças de tratamento entre alguns conceitos contábeis, referente ao Ativo Não Circulante (Imobilizado → máquinas, instalações e equipamentos) segundo IFRS e USGAAP   [ NOTA: Valor Residual = o valor que fica de um bem depois da ocorrência de todo o fenômeno da Depreciação; Revisão da Vida Útil = algumas situações e condicionais, como reformas, adequações, entre outras, podem promover a revisão da vida útil de um bem, e isto é demonstrado contabilmente, como de praxe; Revisão do Método de Amortização diz de optar por outro método de depreciação, depois que um método prévio já tiver sido usado e contabilizado; Component Approach = o valor residual, a vida útil do bem e seu método de depreciação são a base para se depreciar o ativo imobilizado, mas existe ainda o component approach, que é quando a depreciação não é uniforme - um exemplo clássico disto são os navios, onde a estrutura do navio se deprecia em uma taxa e o casco do mesmo, óbvio, deprecia-se muito mais lentamente; e Reavaliação dos valores do imobilizado é o que diz sobre o Imparment Test ]  :



Conceito↓

Normas/Padrões →

IASB/IFRS

FASB/USGAAP

Valor Residual
Deve-se realizar a confrontação dos valores ano a ano, no final do exercício. Pode-se manter os valores do ano anterior, mas alterações devem ser feitas quando significativas mudanças ocorrem na conta.
Revisão de Vida Útil
Revisão ocorre anualmente. Só deve ocorrer quando algo alterar a vida útil padrão utilizada pela companhia.
Revisão no Método de Amortização
Deve ser revisado ano a ano. Revisa apenas em casos de alterações relevantes no padrão do método.

Component Approach
Obrigatório. Requerido por Norma.

Permitido, mas não é requerido por norma.

Reavaliação
Pode ser realizada.

Não pode ser realizada.


Quadro 2 -  Ativo Imobilizado (Tratamento IASB VS FASB)


     E mais um parágrafo de nota explicativa se faz necessário, desta vez, para os Graduados Plenos, e os profissionais de doutorado, e mestrado, os MBA, CEOs, enfim para os profissionais que já atuam na gestão, na controladoria, uma nota se faz necessária para que o alcance, compreensão e assimilação deste material possa ser o melhor possível:

    Senhores, é necessário certo embasamento científico na área de contábeis para que se realize a correta aplicação dos princípios fundamentais da contabilidade e as técnicas de controladoria, assim, esperamos sinceramente que nenhum dos senhores, profissionais de contábeis, decepcionem-se, por uma causa ou outra, com este material. Seja por ele omitir um ou outro aspecto
, seja por ele demonstrar um ou outro aspecto
(propositalmente, lembrem-se: nosso objetivo maior aqui é divulgação, e não a aplicação de 100% das técnicas possíveis e mais uma ou outra ideia nova); esperamos, sinceramente, que entendam que nossa função aqui é informar e servir, somar forças, se assim nos for permitido. Assim, não pensem que este conhecimento pode ser mal utilizado ou não deveria ser difundido desta forma, processem apenas que quanto mais pessoas tiverem conhecimento destas técnicas, mais fácil será transmitirmos nosso precioso conhecimento, e se um leigo tiver acesso a este material, quem sabe não será isto que o fará ser um grande controlador, um belo dia?


    De todo modo, para a correta aplicação da controladoria e da gestão empresarial, faz-se necessária a presença de um profissional de contábeis, de profissionais de sistemas de informação e de administração (e/ou economia). A teoria aqui apresentada é condensada e pode apresentar variações quanto a alguns aspectos, de acordo com as atividades e estruturas contábeis das entidades.

        Consulte um profissional atualizado!






Tabela I  (Noções) -

Comparativo Operação VS Lançamentos Contábeis

 [incluindo detalhes]


        Esta tabela demonstra as principais tarefas de lançamentos de qualquer uma das empresas que são objetos deste material. Como sabemos, cada operação contábil, tem uma outra operação em contraparte, por exemplo, quando um novo sócio põe dinheiro na empresa há nisto uma operação de débito no caixa da empresa (representando o dinheiro que entrou), mas por outro lado, há também o aumento do capital social, ou seja, o sócio terá o direito de receber seu dinheiro de volta, ao fim do investimento.  Ocorreu que se debitou o dinheiro do acionista em caixa, onde é o lugar que deve ficar  as alterações do dinheiro vivo, e em  contra parte se creditou o mesmo valor em capital social (Capital Líquido, conta de PL), que é onde se ficam as reservas das riquezas dos sócios que foram investidas na empresa.
      Assim, na tabela 1 (abaixo), nas operações temos as descrições da transação que ocorreu, depois as duas contas, a que se debita e a que se credita, e um breve comentário sobre o lançamento em questão (comentário em linguagem informal, popular).



        Principais Legendas:

                                             AC: Ativo Circulante
                                              ANC: Ativo Não Circulante
                                              PC: Passivo Circulante
                                              PNC: Passivo Não Circulante
                                              RES.: (Result) Resultado
                                              CG/FC: Capital de Giro/Fluxo de Caixa
                                              PL: Patrimônio Líquido
 (-) : contas redutoras, ou contas negativas

                                        IR (IRPJ, IR na fonte, IR Patronal), INSS, CSLL, PIS, INSS, COFINS, IPI, ICMS, ISS: Siglas dos principais impostos do país, cada imposto tem um fator gerador específico ( e alguns são não cumulativos, ou seja, não incidem sobre operações futuras que já tiveram suas incidências registradas em operações prévias, a isto, chamamos crédito tributário).





Tabela I  -

Comparativo Operação VS Lançamentos Contábeis



ORÇAMENTO EMPRESARIAL – Edson Souza Importância
OPERAÇÃO Débito Crédito
Venda de Mercadoria à Vista Caixas (AC) Venda de Mercadoria (Res.) é importante ter dinheiro em caixa, diz da capacidade da empresa em gerar dinheiro e CG/FC
Venda de Mercadoria a prazo Clientes (AC) Venda de Mercadoria (Res.) a empresa deve diversificar seis recebimentos, com Clientes, a empresa se fortalece
Venda de Serviços à Vista Caixas (AC) Venda de Serviços (Res.) algumas empresas além de venderem, também prestam serviços – cuidado com as estruturas
Venda de Serviços a prazo Clientes (AC) Venda de Serviços (Res.) alguns serviços podem ser parcelados ou feitos com venc. Em prazos futuros
Pagamento de Juros Juros passivo (Resultado) Banco (AC) a empresa deve saber exatamente quanto paga de juros e buscar metas para esta conta
Recebimento de Juros Banco (AC) Juros Ativos (Resultado) não há nada de errado na empresa estipular aplicações de juros caso haja quebra de acordos
Empréstimos Bancários Banco (AC) Empréstimos à Pagar (PC) as vezes a empresa deve “financiar” suas atividades, empréstimo é uma das opções
Compras de Mercadorias à Vista Estoque (AC) Caixa (AC) comprar a vista em bom preço e vender a prazo com juros, é um dos segredos do comércio
Compras de Mercadorias a prazo Estoque (AC) Fornecedores (PC) nem sempre a mercadoria pode ser paga a vista, nestes casos, há outras opções de pagm.
ICMS sobre compras de Mercadoria ICMS a Recuperar (AC) Estoque (AC) questão sobre a compensação tributária, assunto sério e muito interessante – consulte um contador
IPI sobre compra de Mercadoria IPI a Recuperar (AC) Estoque (AC) IPI tem a ver com o imposto sobre produtos industrializados, e também é não cumulativo
Depósito Banco Dinheiro Banco (AC) Caixa (AC) Sobre essas três operações contábeis, Depósito em Dinheiro ou Cheque e pagm de fornecedor com cheque ou depósito banco, temos a dizer que cada uma dessas formas tem sua vantagem e desvantagem, e mais, dizem das origens dos recursos da sua empresa – consulte um contador
Depósito Banco Cheque Banco (AC) Cheque a Receber (AC)
Pag. Forn. C/ Cheques Deb. Ban. Fornecedores (PC) Banco (AC)
Retenção de IR sobre Serviços Fornecedores de Serv. (PC) IRF a Recolher (PC) outra questão de planejamento tributário, pois os impostos de serviços são diferentes dos impostos de empregados próprios, mais uma questão a ser profundamente analisada
Retenção de IR sobre Salários Salários a Pagar (PC) IRF a Recolher (PC)
Pró-labore Pró-labore (Resultado) Pró-labore a pagar (PC) a empresa deve ter sua reserva de pró-labore, as famosas retiradas dos sócios da empresa v. do lucro
Integralização Cap. Dinheiro Caixa (AC) Capital Líquido (PL) quando alguém quer participar da sociedade e quer entrar com dinheiro
Integralização Cap. Em Bens Imobilizado (ANC) Capital Líquido (PL) quando alguém quer participar da sociedade e quer entrar com bens
Integralização Cap. Em Serviços Receita de Prest. Serviços (AC) Pagamento a Terceiros (PC) quando alguém quer participar da sociedade e quer entrar com serviços em troca
Resultado de Serviços Resultado Serv. (Result.) Resultado Apurado (PL) para contabilizar o resultado apurado com os serviços prestados em troca de parcerias (verdadeiras)
Depreciação Depreciação (Resultado) Depreciação Acum. (ANC) importante, diz de novas tecnologias, inovação e dos bens da empresa perdem valor com o tempo
ICMS sobre vendas ICMS sobre Vendas (Result.) ICMS a Recolher (PC) Aqui, nessas contas contábeis, vai depender, de cada caso, das contas, de atividade financeiras e operacionais da empresa, para saber se tem direito ao crédito tributário ou não. A maioria (ou todos) destes impostos são não cumulativos, ou seja, uma vez que já tenham seus valores recolhidos na compra, não terão seus valores recolhidos na venda, mas a lei tem várias nuances e vertentes...
IPI sobre vendas IPI Faturado (Resultado) IPI A Recolher (PC)
PIS sobre Vendas PIS sobre Vendas (Result.) PIS a recolher (PC)
Cofins Sobre Venda Cofins sobre Vendas (Result.) Cofins a Recolher (PC)
ISS sobre Serviços ISS sobre Serviços (Result.) ISS A Recolher (PC) O simples veio para acabar com o ISS mas leis municipais ainda assim exigem a sua observância
Simples sobre Receita Venda Simples Nacional (Resultado) Simples a recolher (PC) uma vez optado pelo simples, e declarada a receita de venda, gera-se a guia de recolhimento
PIS sobre Receita Financeira PIS sobre Receitas (Result.) PIS a recolher (PC) para empresas que apuram seus resultados distinguindo as receitas operacionais, das de serviços, das financeiras, a base de tributação é outra, tem diversas outras peculiaridades – consulte um contabilista
Cofins Sobre Receita Financeira COFINS sobre Receita (Result.) Cofins a Recolher (PC)
Recolhimento Tributo Cheque Tributo a Recolher (PC) Banco (AC) O tributo recolhido c/ cheque só é considerado pago, no momento em que vier a ser descontado
Compra de Imobilizado Prazo Imobilizado (ANC) Fornecedores (Passivo) Opção interessante, com juros baixos, é comprar máquinas equipamentos com boas cond. de prazo
Com. Imob. Dinh. Cheq ou Dep. Ban. Imobilizado (ANC) Banco (AC) O imobilizado também pode ser adquirido com cheques, dinheiro,ou outras condições bancárias
Desconto de Duplicata Banco (AC) Dupl. desc. (-AC) Pagar uma dívida
Juros sobre desc. Duplicata Encargos Financeiros (AC) Banco (AC) pagar os juros de uma dívida
Paga. Dupl. desc. Cliente Dupl. desc. (-AC) Dupl. A Receber (AC) cobrar uma dívida
Apólice de seguro Seguros a Apropriar (AC) Seguros a pagar (PC) seguros
Apropriação de Seguro Despesas de seguro (Result.) Seguros a Apropriar (AC) receber o direito ao valor de um seguro
Aquisição bem – carta consórcio Imobilizado (ANC) Consórcio a pagar (PC) adquirir um consórcio
Transf. Valor Consórcio Consórcio a Pagar (Passivo) Adiant. Consórcio (ANC) transferir um bem de consórcio a terceiros
Apropriação de Juros Empres. Ban. Despesas Finan. (Result.) Empréstimos Banco (Passivo) pagar juros ao banco (por empréstimos)
Provisão para IRPJ Provisão IR (Result.) IRPJ a pagar (PC) O valor da contribuição do imposto de renda de pessoa jurídica
Provisão para CSLL Provisão CSLL (Result.) CSLL a pagar (PC) o valor da provisão da contribuição sobre o lucro líquido da empresa
Pagamento IR estimativa IRPJ Pago Estimativa (AC) Banco (AC) pagamento de imposto de renda, super simples nacional, lucro presumido
Pagamento CSLL estimativa CSLL Pago Estimativa (AC) Banco (AC) pagamento de contribuição sobre o lucro líquido, super simples,lucro presumido
Depósito Judicial Depósitos Judiciais (PNC) Banco (AC) pagamento de uma dívida em forma de depósito judicial
ICMS recup. Sobre Imobilizado ICMS de Imob. A Recup. (Ativo) Imobilizado (ANC) Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços a recuperar (imobilizado)
ICMS cred. Mês sobre Imobilizado ICMS a Recolher (PC) ICMS de Imob. a Recup. (Ativo) valor do crédito total de ICMS a recuperar que a empresa tem a receber no mês
Provisão de férias Férias e Encargos Sociais (PL) Provisão Férias (PC) conta de provisão para as férias dos funcionários
Provisão de 13° Salários 13° salários e encargos (PL) Provisão 13° (PC) conta de provisão para o décimo terceiro salário dos funcionários
Pagamento de Salários Salários a Pagar (PL) Banco (AC) conta de provisão para o pagamento do salário dos funcionários
Pagamento férias (Provisionada) Provisão de Férias (PC) Banco (AC) ou Caixa (AC) pagamento das férias dos funcionários (aplicável ao mês)
Pag. Adiant. 13° Salários 13° salários (AC) Banco (AC) ou Caixa (AC) pagamento adiantamento da primeira parcela do décimo terceiro salário
Pag. De 13° salário (Provisionada) Provisão 13° (PC) Banco (AC) ou Caixa (AC) pagamento do restante do décimo terceiro salário
Baixa de Bem do Imobilizado Ganhos/Perdas Cap. (Result.) Imobilizado (ANC) baixa de um bem e apuração de seu lucro ou perda
baixa de bem (Depreciação) Depreciação Acum. (ANC) Ganhos/Perdas Cap. (Result.) contabilização da depreciação – baixa
Equivalência Patrimonial Participação Soc. (ANC) Receita de Equi. Patri (Result.) apuração de resultado positivo de participações em outras sociedades empresariais
Equivalência Patrimonial (negativa) Desp. Equi. Patrimonial (Result.) Participação Soc. (ANC) apuração de resultado negativo em participações em outras sociedades empresariais

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Operação Conta Valor Histórico (Data, Cedente/Cedido, Discriminação e Observações)








Tabela 1 - Operações Contábeis e Respectivos Lançamentos
(esta era a tabela que se referia a postagem 88 deste blog)





Status da Profissão Contábil no Brasil

e Perspectivas em Médio Prazo



      Durante muito tempo os contadores foram vistos como profissionais escondidos atrás de pilhas e pilhas de notas, de promissórias, de muitos papéis e etc. Não podemos negar a atmosfera de medo opressivo que se encontrava nestes lugares, uma vez que a figura do contador, estava associada a impostos, taxas, alíquotas, recolhimentos em geral, e, também, a muita dor de cabeça.

        O que de fato ocorre é que  esse esteriótipo do contador, tem uma denominação, os bookkeepers ou os "guardadores de livros". Todavia essa postura de profissional é propícia em um ambiente mais antiquado e bem restrito ao auxílio, da contabilidade, à apuração da base real dos tributos. 



        Toda esta questão, está ainda subordinada a outra maior: a distinção entre a commom law e a civil law.

  Na Commom Law (consuetudinário e não-legislativo), as estruturas contábeis são todas autorreguladoras. Em relação as normas, na commom law, são as profissões e os mercados que estabelecem regras, critérios e particularidades. De tal modo, o status do contador, nos países que observam a commom law, é grande e mais, o status do contador influi no status das demonstrações contábeis que por sua vez, demonstram suas significâncias  e confiabilidades.

       Todavia, na Civil Law (code law: codificado e legalístico), as estruturas contábeis são influenciadas, historicamente, pelo Governo, através de Leis, Emendas, MPs e etc. Sobre as normas, é muito questionada a qualidade e a tempestividade das informações contábeis, e no centro do problemas está o tratamento que a "mentalidade" Civil Law dispensa às normas contábeis. Assim, neste ambiente de trabalho, os contadores são bookkeepers, tem um baixo status social - em virtude de um profissão que causa desconfiança e receio - e os demonstrativos contábeis e a competência do contador pouco influem em seus trabalhos, ou pouco influenciam no status e credibilidade de seus trabalhos.

      Não iremos defender a tese que o IASB (modelo europa-continental) é adepto da Civil Law, e a FASB (modelo anglo-saxão) é adepta do Commum Law, por considerarmos que isto já esteja intrínseco nas entrelinhas, no sub-texto de todo este material.



     No Brasil, a profissão de contador tem muitos contrastes, como quase tudo neste país. Podemos dizer que os salários variam muito, em virtude das responsabilidades dos profissionais, mas nem sempre apenas por isto. E vão, os salários, de R$ 800,00 até R280.000,00 por mês, mais benefícios (não incluso os trabalhos de estagiário), isto na iniciativa privada. No setor público, os salários variam de R$1.800,00 até R$ 8.000,00 , para técnicos, e de R$ 2.800,00 até 28.000,00, para profissionais de nível superior. Fora estas remunerações, contabilistas podem dar aulas, realizarem pesquisas, prestarem assessoria (como profissionais autônomos) ou mesmo, terem seus próprios escritórios contábeis (individuais, familiares ou contadores associados), e nestas "categorias sob solo" os salários variam mais do que os valores já citados. Categorias sob solo indicam profissionais que não atuam nem na iniciativa privada e nem no setor público, por isto solo, atuam sozinhos, ou sob solos, com a assistências de outros em suas atividades, mas sem terem um vínculo empregatício, exceto de prestação de serviços, com as entidades empresariais.

    As teorias para tanto contrastes são diversas, e as teses mais aceitas são as teses baseadas na 'mentalidade de colônia", as influências dos donos do capital, os interesses da empresa e os laços de amizades e de família. Até mesmo no poder público, a seleção dos candidatos, por vezes, não é feita de modo transparente e objetivo.

    As perspectivas da área contábil, em um futuro próximo, não são muito previsíveis: está em andamento há já um tempo, a reforma tributária, e sem dúvida, esta reforma poderia (ou não) ser um divisor de águas na profissão contábil [mas parece que o governo deseja apenas expandir as empresas abrangidas pelo sistema do Super Simples]. Além disto, o CPC continua seu trabalho de adequação internacional e alguns itens de seus PC (Pronunciamentos Contábeis) ainda não foram elaborados, ao menos, ainda não foram publicados (isto também pode gerar alterações na contabilização). E por último, mas não menos importante, o Brasil está em superexposição mundial, por três grandes motivos (Copa 2014, Reunião dos BRICS 2014 - que anunciaram a criação do Brics Bank - e Olimpíadas 2016) e , de algum modo, se o investidor internacional voltar ao Brasil, pode ser que ele exija (ou não) mais rigor nas apurações e, talvez, diga um belo "não!" a corrupção e queira fazer as coisas sem o jeitinho conhecido do brasileiro, ou seja, resolva fazer as coisas do modo correto. [BRICS = Brasil, Rússia, Índia, China e South Africa]

    Outro detalhe importante, é comum no Brasil, os escândalos envolvendo a contabilidade e os atos ilegais. Mas isto está em diminuição e cremos que legislações melhor estruturadas possam resolver estes problemas.

     E por último, observação que devemos fazer aqui, como é comum no Brasil, as "novas leis" - que impõem novos hábitos à população - , tem um péssimo hábito cultural: algumas "novas leis" pegam, outras acabam por serem esquecidas. Isto, ao nosso ver, é falta de firmeza dos agentes cumpridores da lei.

    O que não deixa de ser uma lastima, tendo em vista a excelência que pode se alcançar ao seu utilizar as corretas técnicas de apuração e de demostração das verídicas informações operacionais (financeiras) da empresa.

    Mas é como dizíamos, as previsões ainda estão em período de análises muito instáveis.








Demonstrativos Financeiros/Operacionais

Apuração do LAJIR e Grau de Alavancagem Financeira


    Perfeitamente compreensível quando a empresa tem seus próprio capital de giro e não aceita a integração de novos membros na sociedade, mas, algumas vezes, nem sempre esta autossuficiência da empresa é alcançada; quando não é assim que acontece, a empresa deve fazer parcerias (Jointed Phases → Joint Venture - Venture Capital), não há nada de errado nisto, e devemos lembrar que a viajem de Cristovan Colombo até as Américas foi feita através de uma parceria, uma (Private Equitacy).

    Ao falarmos de alavancagem financeira (ou GAF), devemos ter em mente que ela está intimamente associada à intensidade com a qual a empresa utiliza recursos de terceiros, ao contrário de utilizar os seus próprios recursos financeiros.

    De forma bem sintetizada, Assaf Neto (2010) define alavancagem financeira como "a capacidade com que os recursos de terceiros podem impulsionarem as atividades financeiras" dentro de uma entidade contábil, ou seja, eles (estes recursos financeiros) são utilizados, geralmente, para se implantar investimentos na empresa, ou como uma forma deles apresentarem a elevação do lucro operacional da mesma.

    Ainda, segundo Ross et all (2002), "se por um lado a alavancagem financeira acarreta maior endividamento por parte da empresa (elevando seu risco), por outro a utilização de recursos de terceiros é uma modalidade importante de financiamento".

    Abaixo,vemos uma tabela de alavancagem financeira e LAJIR (que é o Lucro antes das provisões dos Juros e do Imposto de Renda - ou o lucro antes de ser pago os impostos e os juros).  A Tabela 2, foi retirada da obra de Moreira, originalmente tratada como Quadro 1.a.11 .




MOREIRA – quadro 1.a.11 – Grau de Alavancagem Financeira
Empresa, Orçamento do ano x2, Base do ano x1 – Grau de Alavancagem Financeira
VARIAÇÃO Do LAJIR -50,00% 0,00% 50,00%
Resultado Antes do IR


Operacional


Dos Lucros Não Operacionais






LAJIR (Lucro antes dos Juros e IR)


Juros (Custo de capital de Terceiros)






LAIR (Lucro antes do IR)






IR (40, 20, etc)






Lucro Líquido do Exercício.


Grau de Alavancagem Financeira (GAF)




 A - Fórmula
                                          Variação Percentual do Lucro Líquido
                                             Variação de Percentual do LAJIR

B - GAF

As indicações de 0 a 50% dizem das margens que dever seu optadas pela empresa para obterem os seus resultados palejados.
Variação Percentual do Lucro Líquido
Variação do Percentual Do LAJIR
Grau de Alavancagem Financeira



Tabela 2 - Retirado de MOREIRA - Tabela de Alavancagem Financeira
(José Carlos Moreira; Orçamento Empresarial - Manual de Elaboração,
 Ed. Atlas, São Paulo, 2009, 5° Edição)



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Quadro 3 -  Análise de GAF, adaptado de Matarazzo






←→


Quadro 4 -  Cálculo da GAF, método baseado na obra de Assaf Neto (2010)



Estrutura das Práticas Contábeis

(lançamentos e escrituração)



                                                                            Principais Legendas:

                                              Dig.: Digitalizado
                                              CFC: Conselho Federal de Contabilidade

                                              IN: Instrução Normativa
                                              Cód Com.: Código Comercial
                                              NCC: Novo Código Civil
                                              BP: Balanço Patrimonial
                                              EPP: Empresa de Pequeno Porte
                                              aux.: Livros Auxiliares da contabilidade
                                              LP: Lucro Presumido (Modalidade de Apuração de Tributação)
                                                               *  : Não se aplica a este material




Formas de Lançamentos Contábeis
Ferramenta Obrigatoriedade Lei Detalhes
Escrituração (livros, Dig.) Lucro Real (demais Facultativa) IN RFB n° 787/07 vigora desde 2009 e infração: multa $ 5.000,00 mês (pode ser eletrônico com certificação ICP-BR)
Diário Todos (Exceto Pequena Empresa) Cód Com. E NCC pode ser mecanizada (contas resultado e BP)
Razão Todos Art. 259 IR mostrar contas e subcontas cronológicas (ragionare – raciocinar – ragione)(cont.: ragionieri)movimento financeiro e bancário da empresa
Caixa Faculta. (Exceto Simples, LP → Lei 9.317/96 art. 7) RIR, Art. 258 § 5° e Lei 8.981/95, art. 45
outros Empresas Grande Porte (*) - podem ser informatizados e substitutivos (aux.)[EPP – Livro entrada/saída ICMS]
Demonstrativos Financeiros – Lei SAs (lei das sociedades por ações), CVM, Empresas de Grandes Portes (Lei 6404/76, alterações → Lei 9457/97, Lei 10303/2001, Lei 11638/07 e MP 449/2008)
BP

Esta contabilidade não é obrigatória para as empresas de pequeno e médio porte, entretanto, são essas mesmas ferramentas (obrigatórias para as grandes empresas), que estão aptas a produzirem os relatórios gerenciais, e dar as diretrizes (e direções) à controladoria, além de produzirem dados mais precisos, obtidos à partir de outras técnicas mais complexas.

MP 449/08 Balanço Patrimonial: Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido.
DRE art. 187 Lei SAs DRE: Demonstração de Resultado do Exercício
Demonstração Lucro Prejuíizo  Acumulado art. 186 Lei SAs DLPA: o que ocorreu nas reservas e reversões de um exercício a outro.
Dem. Mut. Patri. Liquido modelo CFC Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido
DFC " Demonstrativo de Fluxo de Caixa
DVA " Demonstrativo de Valor Adicionado
NE - Notas Explicativas
Quadros Suplementares - Quadros com maiores detalhes sobre a contabilização
Outras - -
Demonstração: Origem e Aplicações de Recursos CFC  o CFC oferece modelos de demonstrativos para as empresas, de acordo com seus ramos de atividades.

Tabela 3 - Principais Ferramentas Contábeis - Elaborado pela autor,








Demonstrativos Financeiros/Operacionais

(Demonstrativo de ) Fluxo de Caixa



RECEITAS Valor Monetário
Receita de Vendas
Receita Bruta de Vendas
De Mercadorias
De Produtos
De Serviços Prestados
Deduções da Receita Bruta
Devoluções
Serviços Cancelados
TOTAL


CUSTOS E DESPESAS Valor Monetário
Custos dos Produtos Vendidos
Custos dos Materiais
Custos dos Materiais Aplicados
Custos da Mão de Obra
Salários
Encargos Sociais
Custos dos Serviços Operacionais
Custos dos Serviços Prestados
Materiais Aplicados
Mão de Obra de Terceiros
Encargos Sociais Terceiros
Despesas Operacionais
Despesas Gerais
Mão de Obra Adm.
Encargos Sociais Adm.
Alugueis
TOTAL
Total dos Investimentos e Financiamentos
CAIXA Líquido


Saldo Inicial
Saldo Final

DFC (Demonstrativo de Fluxo de caixa) - método de apuração em elaboração pelo autor do Blog.




DFC – MODELO DIRETO (Fabretti)
FLUXO DE CAIXA DAS OPERAÇÕES

Recebimento de Clientes

Pagamento de Fornecedores

Contas a Pagar de Fornecedores

Salários & Encargos Sociais

Tributos e Contribuições

Outras Despesas Operacionais e Adm.




TOTAL DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Depósitos e Garantias

Aquisição de Imobilizado

Alienação de Investimento




TOTAL DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

Empréstimos

Financiamentos




CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO

SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES

SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES






DFC – MODELO INDIRETO (Fabretti)
FLUXO DE CAIXA DAS OPERAÇÕES
Lucro Líquido do Período
Ajustes para Conciliar o lucro líquido com recursos provenientes da atividade operacional:
Resultados de Participações Societárias
Dividendos
Depreciação, Amortização, Exaustão
Venda de Imobilizado
Imposto de Renda & CSL Diferidos
(Redução ou) Aumento nos Ativos
Contas a Receber de Clientes
Estoques
Tributos
Outros
Aumento (ou Redução) nos Passivos
Contas a Pagar – Fornecedores
Salários e Encargos Sociais
Tributos e Contribuições


TOTAL DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS
Depósitos e Garantias
Aquisição de Imobilizado
Alienação de Investimentos


TOTAL DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Empréstimos
Financiamentos


CAIXA LÍQUIDO DO PERÍODO
SALDO INICIAL DAS DISPONIBILIDADES
SALDO FINAL DAS DISPONIBILIDADES




Tabela (Conjunto) 4 - Demonstrações de Fluxo de Caixa- Elaborado pela autor,
exceto as duas planilhas de modelo direto e indireto, retiradas de FABRETTI, Fluxo de caixa DFC
(Láudio Camargo Fabretti, Contabilidade Tributária, Ed. Atlas, São Paulo, 11° Edição)




Estrutura Organizacionais e Organogramas

       Muitas empresas consideram que não tem um organograma, mas isto é uma inverdade, toda empresa tem um organograma, seja ele conhecido ou não.

    Veremos agora 4 quadros (imagens) sobre 4 momentos distintos nas Estruturas Organizacionais:

  • O Primeiro (quadro 5) fala  do modelo tradicional, o mais conhecido tipo de organograma, a análise deve ser feita verticalmente (ou seja, de cima para baixo);

  • O Segundo modelo (quadro 6) já traz uma abordagem horizontalista, onde as delegações de responsabilidades são iguais por níveis hierárquicos (Como em linhas horizontais), mas ainda obedecem as subordinações em linhas verticais;

  • O Terceiro modelo (quadro 7) diz de estruturas mais modernas, onde existe a responsabilidade horizontal, a vertical e ainda, a divisão entre as regiões geográficas do globo entre as áreas da empresa, um sistema complexo onde ainda se respeita as ordenações departamentais.

  • O quarto modelo (quadro 8) foi um dos desenvolvimentos de um projeto gerencial (estágio), em que acabou resultando em um extenso trabalho sobre a gestão em economias de empresas pequenas e médias, é uma abordagem atual, onde as cores iguais indicam departamentos correlacionados, onde, também, se respeita os níveis da empresa, do operacional ao estratégico, e se respeita, inclusive, a ordem da realização dos trabalhos (modelo contemporâneo e autoral).

 

        Sobre a controladoria, é notado que ela sempre esteve ligada ao alto nível administrativo da empresa, mas atualmente, ela está se modificando e está servindo a entidade (a empresa) como um todo. Ultimamente a controladoria é vista como "independente" dentro de uma organização, e como diz Nietzsche, "por servir a todos, não serve a ninguém", adaptado do subtítulo de Zaratustra. Enfim, pode resultar, sim, que nem todas as controladorias indiquem aquilo que os donos da empresa gostariam de ouvir, se assim for, as qualidades das informações contábeis, nestes casos, devem ser muito precisas - para saber o que dizer, de que modo, além de saber a quem dizer tais informações e em qual momento apropriado.



Quadro 5 -  Estrutura Empresarial Clássica elaborado pelo autor, à partir da obra de Newman (1977)








Quadro 6 -  Estrutura Empresarial Moderna (anos 70) elaborado pelo autor, à partir de Newman (1977)












Quadro 7 -  Estrutura Básica IBM anos 70 elaborado pelo autor, à partir da obra de Newman (1977)













Quadro 8 -  Estrutura Empresarial  elaborado pelo autor,

Abordagem Contemporânea - esta estrutura foi elaborada para um projeto realizado, que não citaremos em detalhes por motivo de descrição profissional, mas, de todo modo, indica, na realidade, a estrutura de uma empresa bem sucedida, não citaremos área original, para preservar a entidade em questão. É óbvio que o organograma original, utilizado na empresa, foi modificado, mas a essência deste tipo de organograma, desenvolvido pelo autor, foi preservado, e nele nos conseguimos visualizar bem a divisão das atividades em departamentos, dos níveis e das frentes de trabalhos (suas relações internas e com a sociedade).





Considerações Finais




    Esta consideração tem algo a dizer sobre as reservas. Dizíamos aqui sobre o GAF e o DFC demonstram, e de modo mais claro, toda a função da controladoria é dizer se a empresa agregou valor em suas atividades ou não.
    Podemos até saber como fazer uns lançamentos de lucros, mas a apuração concreta deles se dá com outras ferramentas contábeis. E do lucro, devemos partir para as reservas, o investimento ou a distribuição do lucro. Segundo Fabretti (2009, p. 254), “Uma vez apurado o Lucro Líquido (conceito contábil: Lucro Líquido = Resultado Contábil – CSL – IRPJ), a empresa pode, antes de distribuir lucro aos sócios ou dividendo aos acionistas, destinar parte deste lucro para a formação de reservas, ou seja, reforço do patrimônio líquido da empresa. Se o lucro for totalmente distribuído aos sócios ou acionistas, a empresa volta a ter a mesma situação que tinha antes do início do exercício, ou seja, será anulado o benefício da empresa, a favor dos sócios ou acionistas. Aliás, um dos problemas que enfrentam as empresas familiares é justamente este: a distribuição do lucro aos sócios. Crescem, apenas, os patrimônios particulares destes enquanto o da empresa permanece estacionado, o que pode ser fatal em uma economia de mercado competitiva.” Ou seja, empresariado brasileiro, está na hora de formarem a vossas reservas empresariais.