quinta-feira, 17 de abril de 2014

O Retorno à Inocência



POSTAGEM 79 Do

BLOG Autoral do dj, escritor e webdesigner

Edson Souza (edsonnando)


Return To Inocence

O Retorno a Inocência


    Boa leitura, prezados amigos on line. Vocês estão me ajudando a divulgar este blog? Olhem lá, hein, por favor. Certas coisas temos que fazer, simplesmente por que são certas e são o melhor que podemos fazer,  mas amigos, vejamos: 

    o que vocês acham da bárbarie (do linchamento) de toda e qualquer espécie?

    Se esse texto fosse sobre o RPG eu diria, linchem o maldito lich! Trocadilhos infames à parte, prosseguimos:

    vocês, leitores e ouvintes de meus sets, no Oriente Médio, na Índia, na Ukrania, na Rússia, em Ashburn, em San Jose, o que vocês acham de fazer justiça com as próprias mãos? Peguemos como exemplo os vídeos que rodam na internet sobre o tema (para nós isso é autotutela, ou seja, um retorceder, do ponto de vista da jurisprudência), mas não é só isso, há um perigo maior nestas coisas.

    Aqui, no Brasil, está se tornando cada vez mais comum, infelizmente, a prática dos justiceiros  -  pessoas que pegam bandidos e ladrões e fazem "cumprir a lei" com as suas próprias mãos, onde a pessoa deve, assim que cometer um crime e for pega, imediatamente, pagar, ou seja, ser julgada, condenada pelos poupulares e pagar o que o povo acha que eles mereçam pelos seus atos ilegais ou imorais. Mas acontece que há uma fálacia neste aspecto, um erro de pensamento.

    Em alguns países é aceitável, do ponto de vista legislativo, "fazer justiça com as próprias mãos", nós não estamos aqui para criticar culturas seculares e milenares de alguns países, mas, ao que tudo indica, o mundo rumo a uma reveneração, e devemos, dia a dia,  progressivamente corrigirmos velhos hábitos que não cabem mais em um mundo renovado e que busca um equilíbrio de vida e moralidade.

    Eu apenas gostaria que vocês entendessem que o "agir por nós mesmos contra a maldade" não nos torna melhores ou menos mal do que os nossos ofensores, pelo contrário, a verdade força está justamente em resistir ao ímpeto da fúria, controlar-se e utilizar os meios convencionais. Ou seja, devemos sim agir como cidadão respeitado, atuar pela e para a Lei e fazer a nossa parte pela paz em vida social.

    É muito importar a jurisprudência, isto é, o proceder jurídico e legal. Ser justiceiro não é estar com a lei, é antes, discordar dela, principalmente no Brasil, onde os meios habituais de fazer cumprir a lei e a ordem são as denúncias e os processos.

    Mas o que ocorre quando a justiça é lenta, a polícia corrupta, a política arruínada e o povo anda sem esperança e já não canta mais? O que fazer quando a torcida não gritar mais gol, mesmo quando o for, em uma final, em pleno estádio ... (mudou de nome)



[unannounced receiving ±£100.000 → always]





Detalhe do meu mural do facebook, com o perfil Souza Edson.



POEMA ALGEMA


Fumaça - querem que ela desapareça


Esqueça - vou para de fumar quando careça?

Se eu ficar sem um centavo na carteira? Que nada!

O que tudo me importava, quando eu varava

A noite toda atrás da maldita pinga,

que nunca é só aguardente e que nunca bastava

e eu não tinha uma moeda furada, mas um jeito eu dava

para não mais sair das desertas calçadas

em que eu tanto cantava e me deitava?

Nada disso me importava e lá eu ia e lá bebia

não vou falar onde é lá, não foi comigo, não vai saber

Eu... Eu ia lá sozinho, eu mesmo punha meu

copo e pito na boca

E foi eu mesmo quem os consegui tirar de mim

Com a graça do mais alto e a libertação da prisão.

Onde estão as tuas algemas?

Por que é que ainda as teme?

Esperando em um quarto sombrio,

uma silhueta tua, antiga, frágil,

ainda pede, "quem sabe um dia não bebe",

Mas é claro que não, dearling,

meu pathos agora é outro,

eu consegui libertar-me de uma grande paixão - O Alcolismo...

Veio uma forte luz, que não induz, nem tenta prevalescer a força,

ela é sublime, revitalizante, amena e sem sombra de dúvida

sobre a sua precedência do Mais Alto,

essa Luz não causa sombra,

e ao lembrar daquela frágil,

criatura que prefere viver nas trevas,

daquele ser meu tão antigo

que se refugia em um quarto sombrio,

finalmente compreendi

Não é a Luz que causa as Sombras 

São as sombras interiores e antigas

que tentam ofuscar o brilho da Luz

e evocar a sombra maior, para tudo ser

como eles - perdidos nos séculos, em suas próprias mágoas,

em prisões de algemas sentimentais,

invisíveis, para qualquer um que não veja,

as coisas com os olhos da mágoa, e as névoas

do pessimismo e do orgulho próprio destrutivo - 

Assim vi que a Luz é luz, e que as sombras somos nós,

em um tempo que quase nos esquecemos que vivemos.

Alguns de nós superam as algemas das amarguras,

outras, ficam presas a elas por longas vidas,

há os afundados e isolados em abismos sem sentido.

E dizem (senão me lembro) que as espirais negras

-  ou aquelas ondas densas de negro,

que se movem no negro estabelecido da tormenta -

são a única referência de algum tipo de sentido

quando se vive e sente, a eternidade no abismo.

Eu preferi libertar minhas algemas,

e não que eu não mais as tema,

mas agora sei que há liberdade

além das madrugadas acorrentadas.

E dos tormentos dos abismos.

Eu somente acreditei, a luz veio a mim e eu aceitei.

E claro, continuo vivo;

Aliás, a vida continua, meu amigo...





Arte "O Alto Kosmos, além das Rupturas do Horizonte"



VÍDEO U TUBE -→  ENIGMA - RETURN TO INNOCENCE




Imagens Criadas Especialmente para Sets Mixados


The List The Night - Mantra & Tamborine Mix (disponível em promodj.com)



guided ride - floor on right hand - drum and prog set (Disponível no promodj)



Dinamic Party Mix - Cd que gravei para o pessoal da empresa em que trabalho (cd interno)




O PESO DA INOCÊNCIA

escrito em Abril de 2014

(O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do espírito é espírito)

"O Vento Sopra onde quer, ouves a sua voz mas não sabe de onde vem, nem para onde vai; assim é todo nascido do Espírito.

Então lhe perguntou Nicodemos: Como pode suceder isto? Acudiu, respondendo, Jesus:

 Nicodemos, Tu és Mestre em Israel, e não compreende estas coisas, o que aguardar?

 Em verdade, em verdade lhes digo, que tudo o quanto nós dizemos, tem relação direta com o que sabemos (e damos provas, testificando o que temos visto e ouvido) contudo, não aceitais o nosso testemunho, por ele fugir aos seus moldes.

E se tratando em coisas  terrenas, não creres em mim, como crerias, se vos falasse das coisas dos Céus"

[O Evangelho segundo João, Capítulo 3, versículos de 8 a 12; e, o título, versículo 6]

    Por que as crianças falecem? Há como apontar o responsável (ou responsáveis) por cada morte de um inocente? Quando há um culpado, o que fazer? A lei diz que se é réu primário, tem trabalho, e residência fixa, o suspeito pode aguardar em liberdade o julgamento. E a sociedade, como reage a cada uma destas "incostâncias" na lei, que permite que criminosos, assassinos, estejam soltos enquanto inocentes já se foram - é assim que pensam, e mais, há uma razão, sim, nesta lógica, a mesma razão que diz que se alguém faz um crime grave, deve pagar de modo grave, a lei do olho por olho, dente por dente.

    No entanto que lógica há em causar uma bárbarie para se "vingar" de outra? Se uma criança inocente já perdeu a vida, que adiantará espancar em praça pública o culpado; será que, por acaso, a alma do culpado, vale o mesmo que a doce e ingênua alma do inocente? Será que devemos abolir a jurisdição e voltar à autotutela? Creio que não e vou contar por que as crianças que morrem sobem direto aos Céus: as crianças que morrem inocentemente são anjos que estavam na terra, para realizar uma missão importante e difícil, mas Deus sempre as acompanha, e elas, também, quase sempre voltam ao Pai, imediatamente quando deixam a Terra.

        Acontece que cada ser vivo, cada alma, escolhe, antes, a sua sina; em alguns casos, não saber certos detalhes do destino, por si só, será sua sina, mas o mais comum, é a ciência da alma de seu destino; mas o corpo não sabe disto, o corpo tem as suas próprias tentações, que muitas almas não conseguem se libertar facilmente, enquanto consumem-se lentamente. Quantos inocentes falecem? E quantos que se mostravam, desde pequenos, seres brilhantes, doces, de uma ternura angelical e uma tranquilidade contagiante? Muitos, não é mesmo? Isto, claramente, demonstra maturidade emocional, desde tão cedo, num ser. A alma optou por "passar" por esta vivência, a alma optou por viver esse destino, mas, Jesus disse assim (livre adaptação do que o mestre perguntaria a nós, hoje em dia) :

        _ Sois Deuses, do mesmo modo que Eu e o Pai somos um só. Não se chega a mim, se o Pai não Mo enviar, se veio a Mim o Pai assim quis. Igualmente, Eu não perdi a minha vida quando crucificaram-Me; Eu a dei por minha vontade; Eu dei minha vida para que a humanidade se arrependesse de seus pecados, cresse em mim, e desse modo, conseguir chegar ao Pai. Não tiraram a Minha vida, como muito muito dizem por aí, na época em que estamos, da Páscoa e da Sexta Feira Santa; no Brasil, em 2014, coincidentemente, o dia de Tirandentes, o martir da inconfidência mineira, é na segunda feira, depois do Domingo de Páscoa. O que dizer, prezados? Tiradentes deu seu corpo para a causa de Minas, Eu, Jesus, dei meu corpo a humanidade e quantos outros, anônimos, mas quase sempre não, dão seus corpos para a remissão dos pecados de outros irmãos, amados filhos de Deus, que na oferenda de suas vidas ao arrasto da maré tormentuosa da vaidades de outréns, chegam mais logo ao Pai, quando encurtaram suas vivências pelas iras alheias. Mas há mais mistério nisto do que lhes digo, pois nem tudo lhes cabe, ainda. A muitos, deixar a terra na tenra idade, pode ter algo a lhes marcar, para sempre na alma, mas como disse, isso ainda não lhes cabe, e não devem saber, se precisassem saber disto, certamente Eu o diria, mas no entanto Digo, "Amados irmãos, quanto ainda falta para aprenderem a lição da amar a Deus sobre todas as coisa e amar ao seu irmão como a si mesmo? " [palavra do Senhor _ Amém!]

        Jesus disse algumas das palavras acima, outras eu escrevi, e as ligações, devem vir de algo Maior que nós, a Web, o blogger e o Twitter - todos juntos - , certamente. O que não entendemos plenamente, não devemos criticar, e até mesmo muito do que eu escrevo, foge a minha compreenção, mas eu escrevo.

     Mas é isso mesmo que Jesus diz, "não tiraram minha vida, eu dei ela a vós", ou seja, quando um inocente morre, ele, o ser inocente que perde sua vida, dá, na verdade, a vida para a família (e para toda a sociedade, por que não?), como uma segunda chance para muitos; pois esta morte é um acontecimento tão forte, tão traumático, que pode unir uma família desunida, pode servir para os pais terem de buscar forças, no âmago de seus seres, em Deus, Jesus, e enfim, superar a fase e mudar de vida - são muitas as possibilidades e a morte não pode, não deve, ser tratada como um fim, é antes uma transformação, e não se morre, o corpo falece, mas a consciência é tua meu irmão, ninguém tira ela de você não, nem em sonhos - pergunte pra um neurocirurgião, espero que ele diga sim, pois deveria dizer. E no mais, tudo se transforma no universo, e a mais sábia de todas as verdades é que as coisas mudam, e quem entende os fluxos da mudança, entende tudo.     

   



Galeria do POST






domingo, 6 de abril de 2014

Postagem 78: ECO





POSTAGEM 78: Eco



        O que mais é visto, é igualdade.

        Quanta coisa igual, meu Pai. Hei, meu Pai, olha teus filhos, meu Pai.

    (eles) Querem tudo do mesmo, tudo na mesma intensidade, tudo do mesmo jeito/modo alheio ao diferente.

    Mas é isso que não cola (nem com o colar especial → Shift+Ctrl+V?). Como uma vida baseada em um meio ambiente multifacetado (e de diversidade nata) tem que aceitar o igual e romper o estranho? Mas para muitos, é muito difícil aceitar o outro. Mas não deveria ser assim, viu?

    Bastaria que cada qual fizesse sua parte, o que lhe cabe, aquilo que pode fazer (certamente, há algo MUITO BOM EM TI que deve ser aproveitado) e no mais, que se deixasse o outro fazer as suas opções, e viver a vida dele do mesmo jeito que ela lhe cabe. Como diz muito bem essa canção. Benito de Paula, Do Jeito Que a Vida Quer.  (P) 1976

    E sejam sempre muito bem vindos neste blog!

Vídeo do U TUBE






O Texto acima, diz, o seguinte, em Português do Brasil:

Muitos dizem sobre as verdades - mas A Verdade não interessa aos muitos.

Ah A Liberdade de Comunicação
- Quanto mais eu aprendo as coisas
mais fácil_fica para eu me comunicar,
falar com os além mar
com os esquecidos
dizer dos guettos e dos mash ups desta vida louca
e longa, pois como diz o Mano Brown
(tem gente que) Tá fazendo hora extra no mundo,
enquanto a nós, calamo-nos, aguardando o
momento em que muito do que diremos
terá (seu) valor (reconhecido) e será ouvido

Faça alguma coisa realmente nova em sua vida - acesse um blog de literatura, arte, mixagens e mais em www.livrosdoedsom.blogspot.com.br

NOTA SOBRE AS VERDADES → do A.A.A e do N.A.


    Em contabilidade (iria escrever informática, eis uma das desvantagens da multi-sabedoria -- e isto não deveria encabula-los, pois cada um é o que é, e se quiserem, podem considerar multi-talentos como doença, se não souber  como "lidar" com todos os talentos, ao mesmo tempo -- , a desvantagem é, geralmente, misturar as áreas do conhecimento, como os doutos; mas, para um dj, saber misturar as coisas, não é considerada desvantagem alguma), aprendemos que o lucro e a ideia que temos sobre o dinheiro não é uma verdade absoluta, mas sim, relativa, e que o lucro de uma empresa em um dado país, em um mesmo espaço de tempo, não é necessariamente igual ao mesmo lucro, em um outro país que esta mesma empresa capte recursos (comercializando suas ações em bolsa de valores estrangeiras). Isto não é, deverasmente, complexo, é apenas incidental, e tratam-se de conceitos, que deve-se averiguar e aprender. Só o conhecimento e a evolução das técnicas nos permitem rumar à perfeição. Apesar de tantas catásfrotes terem sido causadas graças a leda ideia de perfeição.
    Tanto o AA quanto o NA (alcoolicos anônimos e narcóticos anônimos) pregam que não existe libertação dos vícios sozinho. Isto é uma MENTIRA, eles dizem e pregam isto, mas de fato, não é isso apenas que há. Uma vez que Eu sou o exemplo vivo do contrário, meu corpo diz o oposto disto, e não, não engordei depois de parar com as porcarias, por quê?  Sempre fui magro, a bebida me inchava, parei de beber, voltei a ter meu corpo dos 21 anos. Vocês percebem que filosofia há por trás do NA e qual eu prego (eu sou a prova viva, meu corpo diz sobre o que eu afirmo): uma é a ideia do renbanho, a outra, que prego, é a auto superação. Meu pai filosófico é Nietzsche. E Pascoal.
    Mas, sem falar de meus grandes mentores (entretanto, agradecendo imensamente Maria, Meu Anjo Guardião e a Santíssima Trindade), por mim mesmo, se alguém quiser saber como fiz para parar sozinho de beber e zoar, pelas noites, interligando vários dias como se fosse um só, sem vontade de dormir  ou comer, eu respondo assim, quando me perguntam como fiz para parar de beber sozinho (há já 32 meses):
    _ Eu parei de beber porque eu justamente não tinha controle. E se eu bebêsse uma latinha, era o suficiente para eu não saber mais quando eu iria conseguir parar de beber. Claro, no começo, você bebe um fardo por final de semana, depois, um fardinho de latinha por domingo, e vai levando, e evoluindo a escalada do alcolismo e da adicção, até chegar um ponto em que se "vara" de uma noite a outra bebendo, e vai em becos, bibocas, associa-se a pessoas de má fama, quase sempre, só para tomar umas doses de pinga a mais. E isso nunca bastava, nem com o subbass novo. Eu percebi que meus vícios iam ficando cada vez piores, os porres e as chapações mais intensas ainda. E isso nunca bastava. Tudo conspirando para o abismo e para os murmúrios eternos. Mas eis que eu me rendo a luz, e com todas as minhas forças dou um grito interno, que de tão forte solta e arrebenta todas as amarras de meu ser, degolado de tanta pinga, cervejas e porcarias. E uma parte de mim vai embora, foi a parte que abriu mão de uma grande paixão pela bebida, mas que, de uma vez por todas, na vida declarou, "A  vida é muito bonita e dinâmica  para eu viver atrelado a esses corotes e latas". E foi asssim, pensei em minha mãe, que sofreu com pai que bebia, esposo que bebia e não era eu quem queria fazer que ela sofresse por um filho que se entregara, também, a bebida. E com a verdadeira graça do Céu e o silêncio de minha mente, consegui me libertar dos terríveis vícios. E agora, apenas fumo, pois para mim, esse mal, era o pior. Mas o vício maior e a entrega maior de mim mesmo, a pinga, a bebida e as noitadas intermináveis, isto, não faz mais parte de mim, tornei a ser o edson, inocente, neste sentido.
    Não penses, tu, que as brigas e as cobranças pararam, e não foi por falta de dinheiro ou emprego que ousei sequer tornar a experimentar do copo amargo das ilusões ébrias, me mantive forte e hoje sei muito mais coisas, inclusives das ilusões - que tanto lhes gastam e consomem.
    Senhores, meu corpo diz de mim: "o modo de andar de uma pessoa revela o seu caminho", como diz Nietzsche, e "se soubesse o que a vossa fé é capaz, diria a este monte, sai-te daqui e ele obedeceria", isto, no silêncio de teus pensamentos, segundo os grandes ensinamentos do Cristo, O Profeta do Pai.


Arte intitulada "Heaven From Hell", claramente inspirado em Pink Ployd, algo como, das suaves luzes às duras dores.



Você conhece o Xaralx, o Blender e o 3DS Max?

Abaixo, vemos duas plantas, chamadas, Planta da Minha Casa: uma em português, um trecho; e outra, integralmente, em inglês.

Elas estão aqui para divulgar um software livre que baixei, o Xaralx. Instalei ele em meu mandriva e roda bem, exceto pelos bugs, o mais grave, ao meu ver é um erro ao exportar, mas isto, certamente, deve-se a eu não ter instalado a biblioteca/repositório (lib lame) do formato xar, do xaralx, creio ser isto. São bitmaps, com transparência, sombras, efeitos e mais várias opções de filtro e de sobreposição de camadas.

São softwares novos e ótimos, como os pacotes do 3DS Max, da autodesk, a mesma de inventor e autocad. Entre os pacotes do 3ds, que eu ainda não usei totalmente, recomendo, este sim usei, o Blender, que faz gráficos e ambientes em 3d, além de tratar animações e outras coisas (incríveis) mais. E agora, uma breva amostra de uma utilização do Xaralx, exportado em ".jpeg"






O ECO

    O Eco é propagação exponenciada do som, de modo a repercurtí-lo e fazê-lo ressoar. Ecos são comuns em cavernas, abismos, andares de prédios sem móveis e muitos outros lugares; tem câmaras de eco (equipamentos que "criam" ecos) e todo bom dj sabe que para fazer eco na música basta tocar a mesma canção em duas trilhas (dois canais) de áudio diferentes, e o eco será correspondente ao atraso de uma música e relação a outra. Muitos sons automotivos fazem eco, e o próprio mover do carro, faz um efeito de slow (minus pitch), soar ao ambiente, enquanto o mesmo se afasta. Mas o que é o Eco? O Que ele representa? Ricochotear? Sim. Reverbe? Sim. Delay? Certamente que sim, mas porque isto ocorre, alguém dos motivos físicos tradicionais?

    Teve uma Grande Voz, que geralmente a humanidade nunca ouve, que disse uma vez, e ainda pode ser ouvida, se sê desconscientizar-se da única e exclusiva consciência de si mesmo, que:

    Eu Sou. Faça-se.

    E assim se criou o Universo. Mas, note, que isso foi só o início e oque foi ouvido em que estava bem próximo (a uns 10 mil anos luz) deste ponto do maiores dizeres já ditos até hoje, e que ainda podem ser ouvidos. Mas isto foi ouvido no (ou próximo do) ponto zero, onde ecou este som, alguns, para o bem ou para o mal ouviram:

    Ele É. Refez-se.

    SE ELE HOUVESSE, nós não poderíamos existir. Nós Somos Muitos.

    Existe, nestas últimas duas linhas acima, uma clara referência a Legion, ou a Legião do Mal, que geralmente, costuma chamar a si mesma de "Nós Somos Muitos" (We Are Many), este fato é biblíco e não deveria ser considerado de modo leviano, muito menos como algo recreativo e apreciável. Isto representa o eco que a Criação causou ao universo. Tal teoria, assume que um ser supremo criou o universo, mas diz que isto é só um ponto, e que a estabilidade da perfeição que a Criação possibilita é "utopica", assim pensam os muitos e, que, na verdade, para eles, só há  a maldade e a inquietude, como certas, no cosmos. Para eles Deus não deve haver, para que eles ajam (ou hajam) com tranquilidade e infâmia.

    Notem outro detalhe, o agir e o haver (Do e Be ou Have). Quem aje tem; quem tem, há; agir é ter, e ter é agir. Do is have, to have is do. Enquanto se acreditar no mal, haverá mal, e enquanto haver mal, vai continuar a alimentar a ilusão da maldade. Todo forma de maldade, ou falta, erro, falácia, equívoco, é fruto da não aceitação da plenitude da suprema personalidade de Deus (ou da Trindade do Divino), a falta nasce de querer esprapolar os limites delimitados da criação, em uma desenfreada e inconsequente atitude de alimentar o mal (a raiva, o ódio, as guerras, as discórdias, etc), numa desesperada ação de tentar "subverter" todos os valores.

    Nietzsche diz muito sobre a teoria da cristandade como algo que inverte os verdadeiros valores do homem superado, mas de fato, Nietzsche não era contra Jesus, era contra os valores que a Igreja associava a imagem de Cristo. Não é dessa subversão que falamos aqui. O eco que causou o big bang (e notem, tanto a fala original quanto o eco ainda podem ser sentidos) é semelhante a uma sala com trilhares de espelhos, onde qualquer coisa ou ser que entrar na sala, terá sua imagem deformada pelas paredes espelhadas, trilhardárias, da sala. Mas não somos apenas imagem e semlhança de Deus (e deuses), somos o que sentimos dele e ouvimos. E, vocês devem convir comigo que o eco é disforme e não nítido, enquanto que a fala é clara e precisa, se for bem dita e com dignos sentimentos claro.

    Dizem que somos em sete dimensões, vibramos em sete esferas existênciais distintas, e quando morremos em uma, ainda vivemos em outra, o problema é quando abraçamos o eco, vivendo em abismos, e deixamos de adicionar e acessar nossas outras camadas de existência. E Pasme, há quem ache que um lado seu, é todo si, e mesmo que ciente de seu equivoco, inaltera-se, e segue uniforme em seu erro. Devemos ouvir, preferencialmente, a voz clara da criação, e não os ecos disformes dos falsos profetas. 



NOVOS SETS e SONS (uploadeds)


3 sets novos do promo dj
No soundcloud: Di-rect - Time are Changing
Armand Van Helden - My My My
Afrojack - Show Me Love/Replical






RECOMENDAÇÃO: THE DOOR & The Skrillex

Vídeo do U Tube
Link da Wikipedia http://en.wikipedia.org/wiki/Breakn%27_a_Sweat

I'm breaking a sweat - It's alright!
I'm breaking a sweat - I'm sayin' it's alright!
I'm breaking a sweat - It's alright!
I'm breaking a sweat - Come on baby light my fire!

I'm breaking a sweat - It's alright!
I'm breaking a sweat - I'm sayin' it's alright!
I'm breaking a sweat - It's alright!
I'm breaking a sweat - Woo! That's good!


E aqui, um link da Billborad sobre esta música e este assunto. AQUI



ARTE DO POST :

A ROTA do Tarô




Muito Obrigado a Todo o Mundo!!!

terça-feira, 18 de março de 2014

Status Dual




POSTAGEM 77 →

DUAL STATUS - Material & Spiritual


DUAS FACES DE UM SER PLURIDIMENSIONAL:

Matéria e Espírito






INTRODUÇÃO:  Reacionária

    Como vão prezados internautas leitores? Tudo na mais humana paz? Ou o infortúnio lhe bate à porta d'alma, vez ou outra? Liga não, irmão - no bom sentido claro, sem citar crime, nem lavagem cerebral - , se algo lhe atormenta; pois saiba que, há as provas da carne e as provas do espírito, e se deve passar pelas duas, principalmente quando já tiver sido aprovado nas provas do intelecto, pois sim amigos, a muitos interessa tudo: carne, espírito, esbornia, gula, folia e discriminação - mas as provas intelectuais não foram realizadas, ainda. E os tormentos, que eventualmente afirma sofrer, quase sempre, são consequências de situações de que deve enfrentar, e sabe disso, e seu modo de reagir a tudo isso, também, conta muito, como sabe... Tudo é foco & interesse, e as coisas vem a partir da curiosidade, como já defendo, além do que, devem saber os leitores mais bem disciplinados - acreditam que há quem diga que não consegue entender as coisas ditas por aqui: Por que será? Mente atrofiada, preguiça de pensar, desconhecimento de vocábulo? Falta de interesse ou pré-conceito imediato contra tudo aquilo que escrevo (teoria dos lunáticos)? O mais provável é que esperavam que eu fosse escrever no internetês, ou que fosse usar apenas 0,1% de minha capacidade cognitiva, como se eu só tivesse estudado até hoje para ser um boçal diplomado, grosseiro e engordurado; ou ainda, esperavam que eu fosse reduzir tudo a menor unidade linguística (o fonema), ou em telas, fosse reduzir tudo a pixel e contorno em vetores [tem criativo, que pensa que bitmap não é vetor, e que só "cdr" e "eps" são arquivos de vetor, devem ter aprendido fazendo, não estudando - uma das bilhares de diferenças entre o prático e o teórico, e eu pretendo ser, mestre nos dois, pergunte a quem me conhece, pois afinal, na verdade mesmo, não pretendo falar de mim, prefiro que os outros digam de mim, apesar de não levar em consideração (lá muito sérias) as opiniões alheia sobre minha pessoa (o paradoxo de edson?); mas o testemunho, se for verdadeiro, estará a valer (esta é a forma verbal que considero correta, não tenho culpa se todos estão escrevendo errado por aí, aqui não, irmão) ] - - como bem devem saber, tudo é curiosidade, em doses de verdades separadas, interessadas senão exaltadas, quando não, ainda, devotas e sedentas, ou atos, fatos e mentiras, corpos e almas, livres ou acorrentados, em torpor ou insanos, que se desejam e se repelam, aceitados ou ignorado por seus próprios reflexos tremeluzentes entrelaçados nas facetas da realidade.  É disto que falamos, os interesses que se chocam, as coisas, os encontros, os rumos que as vidas nos levam, e nossa reação a tudo isso.

    Por que o mundo é tão aparente, e quase nunca tão verdadeiro? Por que algumas das palavras do paragrafo acima soam tão revoltadas, parecem ter saído de algum pesadelo tormentoso, mas não, é o mundo, são as pessoas, e quando não se bebe, nem sabemos sempre se consegue (e nem sabemos se deveria) se controlar "a falsidade social" e atuar perante aquilo que se deve. Ou nem é isso, mesmo. Talvez seja um jogo de cartas, a leitura de uma mão, uma contagem, um balanço-zinho contábil básico, talvez seja o set drum and bass and goa, que toca, em um site russo.

    Aqui, apesar de parecer haver algo de pessoal, não há, é antes a personalidade da arte, ou a arte, na terceira pessoa de nós mesmos. Colhido o fruto da experiência, restou quanto da aderência? Se ouve com o espírito e em carna. E mais, vou dizer mais uma coisa, existe o lado da carne, mas não só o lado da carne. Atualmente, eu observo, em quais países, minhas mixagens (e quais canções), são mais tocadas, e isto é incrível, pessoas da Europa (muitos países, mesmo - thank you very much), dos USA, da Rússia, da Índia, enfim, é incrível pensar que de uma cidadezinha do interior de SP (com 77 mil habitantes), através da internet, exista uma pessoa que mixe e post (imagens e textos), e isso cause interesse (de um modo ou de outro) a muitos, e mais, o mais incrível, que isso cause mais visibilidade em países estrangeiros do que no próprio Brasil, país de origem deste escritor, dj... E notem, isto quando só se fala em viral na internet, existe alguém que há quase dois anos mixa e posta, e isso simplesmente, está chegando a MUITAS, mas muitas pessoas, ao redor do mundo todo, considerando, claro e sempre, a grande barreira da diplomacia e  das  diferenças culturais, entre muitas outras coisas; assim, felizmente, posso considerar-me um destes alguém que consegue comunicar-se de certo modo, livre (é muita liberdade, viver em meu tempo é ter muita liberdade - até de mais), com pessoas de muitos, mas muitos lugares diferentes. Isto é carne, união de interesses, independente de antigos preconceitos de nacionalidade, mas não nego, queridos, há aí algo de espírito, que faz pessoas simpáticas (mental e ideologicamente) se unirem, mesmo que sem se conhecerem, necessariamente, pessoalmente, no sentido estrito da palavra, tete-a tete.

    Mas vou dizer coisas ruins sobre mim, sim, para mostrar que mesmo quem é um fracassado financeiramente (como o meu caso - uma vez que recebo cartas ameaçando empenhorar minhas coisas, mas que coisas? seria um sofá rasgado, um sapato furado, um chuveiro queimado ou, o que eles esperam que eu tenha? A resposta é nada, é o que me restou de 33 anos dedicados a arte a  cultura, ao puro intelecto e ao saber e a educação), uma vez que ainda não tenho lá muitas previsões de quitar todas as minhas contas, mas mesmo sim, dizendo coisas ruins sobre mim, há algo bom aqui, pois eu tenho vontade de quitar as minhas contas, e, eu não as quito, por não ter cash, mas quando eu o tiver...  É importante ter nome limpo, entre outras coisas, para ter seu próprio negócio e conseguir financiamentos ou investimentos.

     Mas, nunca permita que estas contas, ou mesmo a execução judiciária (sinceramente, não sei o que eles, os intermediadores financeiros, esperam receber, de quem nada tem), ponham-no para baixo, deixem-no doente, pois saiba que tudo tem o seu valor, não importa se está falido e se não tem, sequer, um Real no bolso, eu te afirmo, pode não ter nada, estar protestado, ter um mandado de prisão expedido contra ti por falta de pagamento de pensão, mas Deus (e os seres do Mais Alto, que lhe estimam) sabe o seu valor, e pode, certamente, ser muito maior do que o valor de quem tem que declarar IRPF ou quem tem um bom emprego, senhores, pois, mais um vez sobre esse tema, o cheio e o vazio, o ter e o não ter (depois da época da chuva vem a época da seca), gostamos de dizer da prova da riqueza e da prova da pobreza, e, em absoluto, nenhuma delas é mais importante do que a outra, exceto, talvez ilusoriamente, aos olhos ludibriados dos ignorantes na carne, os renegadores das verdades e da serenidade espiritual... E sobre os dois lados mínimos da moeda, forma e essência, materialidade e atemporalidade é que se trata este post e jamais, levem as coisas aos âmbitos pessoais, reflexão não é crítica cruel e nem análise ou observação deve ser motivo de levar os outros a humilhação ou a expô-los de modo indevido.








ANIMAÇÕES Feitas em GIMP e Blender

- ambos do Mandriva LINUX, OPEN OS NOW AND EVER

 




 O Gif acima diz "Seu desejo, uma Ordem". Quando dos dizeres "Seu desejo", vemos a imagem de um cubo, movendo-se em stopmotion pela imagem. Depois, do seu desejo, vem "Uma ordem", e o cubo transforma-se também, em outra coisa. Isso, entre outras coisas, quer dizer, que aquilo que queremos, é aquilo que vamos ter, de um jeito ou de outro.

O Gif abaixo traz ambientes 3d, e um passeio por estes ambientes, alguns quadros da animação foram feitos com traços bem marcantes e este efeito chama bem a nossa atenção, "como nós passamos por tais lugares?" Que impressões deixamos, que marcas? Como olhamos para estes cenários? ...

Dois gif inéditos, feitos especialmente para este blog.

 

 






 

 

Tenho estes perfis (e sons) no SoundCloud

(todos aqui, neste post! - até o momento da postagem):







+ Sons Inspiradores:

Ummet Ozcan - Next Phase (Phase #1 Mix)


Karnak - Ninguepomaquyde 


Frechbax - Schraube


Kaskade & Project 46 - Last Chance (Clockwork Remix)




Lados do Ser

Dissertação Sobre Nós Mesmos

    Estaremos a falar sobre os lados do ser. O que somos? Dizem, alguns, que somos crias de outras crias, e assim, argumentam, que tudo é procriação e evolução, esta é a teoria física, criativa, ao mesmo tempo que é, também, evolutiva. Mas, a outros, somos restos de outra vida e ninguém que saber de nós (Benito de Paula), ou ainda, somos o que viemos ser, e fizemos o que escolhemos, por assim termos podido optar... Nesta outra teoria, o pecado original seriam os erros e as faltas que cometemos em outras vidas e que viemos reparar e enfrentá-las de modo correto, nesta vida - agora. Isto explicaria dons e conceitos tão fortes que alguns pequenos tem. Esta seria a teoria espiritualista. Mas, indícios claros nos permitem dizer que não somos apenas carne ou apenas espírito, ou ainda, um mix dos dois em doses maiores ou menores, de acordo com nosso refinamento interno. Somos mais do que carne e espírito, apenas, certamente, mas, para quem já conseguir entender a dualidade de facetas que há no ser humano, certamente conseguirá compreender a mensagem de tal texto, sem sombra de dúvida alguma.

    Ser carne é se entregar de um modo mais ou menos forte a tudo que de certa forma consume ou pretende, novamente, de um modo ou de outro, forçosamente, quase sempre, conservar-se a todo custo, principalmente, conservar riquezas, patrimônios, bens e interesses. Independente da opinião deste blog sobre viver exclusivamente à serviço da carne, neste texto, observamos o legítimo interesse pessoal, sem ferir o direito de outros, quanto a acumular e conservar bens, patrimônio, posses, títulos e similares. As pessoas tem sim, o direto de optarem por viver uma vida de riqueza, e pedir substituição da prova da pobreza, do pouco, pelo tudo, pela fartura. Mas a isto nem a todos cabe, e por que não cabe?

    Não cabe riqueza a todos, excluídos, temporariamente, os problemas econômicos sociais, porque a natureza das provas e expiações (regenerações, inclusive) da Terra, exigem justamente a contraposição do cheio e do vazio, do tudo e do nada, da fartura desmedida para uns e da escassez extrema para outros, e, como muito bem diz um livro espírita (Companheiros, Chico Xavier), "não diga que o mundo é perverso (injusto), quando é justamente do chão do mundo que se recolhe a benção do pão". Mas só sabe agradecer, quem um dia já se viu sem, e só sabe dar valor quem perde, é assim que se aprende, pois quando se viva no Paraíso, acharam que nada estava bom, e que as coisas eram ludibriosas - o que quer que tenha acontecido → '#é_fato' ← o nível de consciência de ditos "seres inconscientes" está onde nunca antes esteve, entrelaçando-se, com muita gente sabendo de muitas outras, aparentemente desconexas, mas que geram inovações em seus meus de vida, suas mentalidades e mais, causam a verdadeira Transformação Social Duradoura, a econômica-cultural.

    E como sabemos, ainda na falta do dinheiro e das mínimas condições de vida (problema da carne, aparentemente), há muito da questão espiritual e daquilo que o ser deva viver, mas nada é fatídico e muito menos deve permanecer sofrível por toda a vida (questão espiritual, quase sempre o ponto de todas as questões). Somos ainda intelecto, moralidade, cultura, sabedoria e sociabilização, entre outros lados como cheiro, aura e psiquismo. Entender a frente e o verso das coisas, saber que há matéria e há espírito já é um bom começo, depois é necessário separá-las como se separa um caroço de um abacate. Não é difícil mas como no caso do abate, tem gente que corta a mão no processo, mas vale antes perder uma mão e entrar no Reino do Céu, do que ter o corpo não calejado, mas não entrar no Céu, e terminamos com estas sinceras palavras do divino mestre, Jesus.







   Galeria do Post












domingo, 9 de março de 2014

Vocês Precisam Acreditar Em Mim... Eu Sou Tarólogo!!!




depois dos 75%,


LIVROS DO EDSON


POSTAGEM 76 

Astronauta Libertário:

Vocês precisam acreditar em mim,

Eu Sou Tarólogo


Dedicado a quem vai e a quem chega.



Estas postagens emblemáticas deste blog... ! ? Pois afinal, o que significa ser um blog de literatura, poesia, rpg, correntes cult, ensaios e filosofia, escrito em Kompozer do mandriva Linux (esses meses que o autor do blog passou sem net em casa)? E o que mais? E que tem artes feitas em GIMP, Inkscape, OO, mas, por que,  não usar o Windows, o Photoshop e o Corell Draw, pra simplificar tudo? Escrever em Dreamweaver e pegar mais e mais links da web para por nesse http? Isso em Matão, interior de SP/Brasil... Por que tanta diversidade em um só lugar, tanta coisa distinta?

É aí que está o âmago deste blog. Isso aqui, amigos, é feito de dura lição de aprendizado, pois aliás, nem tudo deve ser flores no caminho, ainda mais para quem se propõe a construir algo e não só colher ou aceitar "algo" que os outros nos ofertam. Por aqui, raciocinamos. Por aqui pensamos no conjunto inteiro, de todas as coisas possíveis ou não. A imaginação é o limite, a criação é o importante e tudo o mais tem que ter os seus aspectos e limites respeitados.  Notaram: Conjunto, Limite, Criação e Imaginação. E o tempo. E o seu compasso em relação ao Tempo e a Dança.

Este tipo de retórica, que deixa frases soltas e desconexas, é utilizado para criar profundas reflexões e que permite que a pessoa conclua, por si só, a frase, quase sempre de maneira objetiva - existe um indução lógica aqui. Enfim, senhores, senhoras, depois de 3/4 (que significa, uma casa com três quartos, pressuponho), Mata a Mata Atlântica, Voltar a Banca, e muitos outros posts, que gosto muito, mais um que estou a elaborar há um tempo: "Astronarta"!!! Espero que apreciem, sem moderação alguma.

(já ouviram Mutantes, com 2001?, ou um belo Raul Seixas?, e que tal, na sequência - mixado, always, ever  good dj does - Sesto Sento, com Disconnecting? Pois bem, é disso, também que falaremos agora).

Boa leitura e ...

Dica: use as teclas→

Home: Ir ao Topo do Página

End: Descer ao Fim da Página

CTRL +: para aumentar a visualização

CTRL -: para diminuir a visualização




NOVA "VINHETA" DO BLOG - TAMANHO ORIGINAL

(QUEBRANDO O "width" DA POSTAGEM)










Abaixo, o tamanho adaptado ao post.

... E Boa navegação, principalmente nesta página.















POEMA PARA MIM - FUNDO 3D

feita em OO e GIMP






UM POUCO MAIS DE SI



Tá bem gari, fica assim:

Este final de ano, te dou "caixinha",

uma lembrancinha por ter suportado meu lixo;

E quanto aos outros, vai me perdoando aos poucos.


Equalizei-me no mais profundo sub-bass underwoofer

restaram os filtros da maldade que guardo todos

para quando nunca mais os precisos -


Oh sim! Acabou a tempestade,

mas ainda fomos calados pela noite,

Como muito bem diz Keane - em Silenced by the night.


Vi o quanto exacerbou a populaça mal-risonha,

o quanto o grande gênio nada vale,

frente a nádegas de instinto e sexo,

Vi o gelo desgelar e nada sobrar além do mar,

enquanto espalhavam boatos como verdades da web,

que apenas, supostamente,

um pequeno grupo de pessoas, tinham a senha de acesso.

E que grande besteira, tornou-se viver pos 2010,

onde todos sonham com um facebook memorável,

mas esquecem que geralmente, memória não é com a gente.


Mas se tudo isso te deixa descontente,

esqueça.

Desejamos apenas que abra-se o novo,

que inove-se tudo - que viva seu sonho realizado.


O mais, o nada além de tristeza, vaidade, orgulho, sofrer e nada ter

devem ficar no passado, lugar em que nunca deveriam ter estado,

mas que de fato, aguardam no estado contemplado, em futuro.


Mas tudo deve fluir para o Bem, e senão for do Bem, não deve ser.

Demorei para entender isto, mas agora sei, tudo é hora, espaço e mente,

tudo é gente sorridente, se você é sorridente,

ou tudo é descontente, se você é descontente.

Coisas que sabemos, mas que só aprendemos com o tempo.


Pois há muita gente que acha que sabe, mas não sabe,

assim como tem muita gente que sabe, mas não sabe explicar e nem fazer,

gente que sabe e quer fazer mas não faz,

é gente que vivia do pra-trás-mente,

e finalmente há quem não sabe e faz,

ou seja, o agir, que de tão pleno,

chega a ser inconsciente, de tão sabido -

seria o fazer automaticamente, porém extremamente bem feito.


Mas quer saber, mesmo?

O melhor, mesmo, mas mesmo, mesmo mesmo

é doar-se um pouco mais de si,

é sempre tentar fazer a cada dia, sempre,

um pouco melhor do que foi feito pelo dia de ontem,

para que assim, óh sim, só assim, meu amigo,

O Amanhã finalmente será nosso, como prometido

Pois a Bondade, e  Os Melhores,

 É apenas o que vai restar

quando passar o frenesi da embriagues do vulgar.



E quando chegar a ressaca moral,

pois a humanidade tem uma moralidade,

mesmo que queiram que pareça que não,

mais uma peneira será utilizada, 

esculpida no precioso crivo da arte,

será a peneira da cultura atemporal, e destas,

prezados queridos, muitos poucos conseguem safarem-se.


20/02/2014  --  22:30




Ficção Realística

Conto do Noctâmbulo:

Ondas Espectrais de Vodkas


    "Astronarta". Ele pensava nesta palavra: astronauta.

    Mas, subitamente, um forte barulho tira-lhe totalmente qualquer "ideia de cogitação". Um estrondo tamanho que até mesmo os mais cômodos e felizes (sonolentos, até) tigres, levantar-se-iam de suas aconchegantes tocas, e iriam, curiosos, a ver qual despertador seria esse. Ele apenas move vagamente o rosto. Vê um acidente entre uma moto e um carro. O lado frontal do corpo dele volta-se todo para tal tragédia que os olhos captaram. Repara melhor, acaba notando que em poucos instantes um aglomerado crescente de povos e cabelos vinham chegando para ver também o que acontecera;  "tudo é tão complicado". Ele não sabia o que pensar, tudo aquilo era muito horrível: o motoqueiro havia sido jogado à  uma  distância considerável (a frente do carro acertou o lado direito da moto - o motoqueiro na horizontal e o motorista na vertical), e as pessoas surgiam de múltiplas direções e perto do acidente paravam. "Sempre é assim.

    A Polícia e as ambulâncias (sempre mais que uma, por quê?) também participaram da cena; não juntas, nem ao mesmo tempo, nem uma tão logo e a outra a seguir. Apenas estavam lá. Luis estava de tão forma confuso que olhava o acidente e abaixava a cabeça, fazia uma coisa e depois se dedicava a fazer outra; primeiro chegou a ambulância e depois, mais gente, e finalmente, a polícia. Luis, suspeito e paranóico, como sempre, não se aproximava do acidente, observava tudo a distância, com o dito. Onde Luis estava parado foi de onde ele observou toda a cena; enquanto pensava - "astronarta" - ouviu o acidente, moveu os olhos, depois o corpo e ficou assim: a olhar o acidente e a pensar de cabeça baixa, onde, quase sempre, resumia-se a olhar e abaixar o semblante.

    Ele, em nada, senão na semelhança, se parecia com as outras pessoas. Enquanto os povos (rebanho, populaça) queriam se aproximar mais e falar, ele não queria acreditar no que via. Decidiu-se por sair imediatamente dali, decidiu-se com calma, deu meia volta (1/2) e continuou a seguir seu "Rumo".

    "Astronarta". Esse pensamento lhe tornava a vir à mente, e o fez ter um profundo sentimento de desprezo por si mesmo (como ser humano). Pensava:

    "Como posso lembrar de tal canção, se acabo de presenciar um terrível cena - como é mesquinha a humanidade. Esses povos, como eles se parecem! Devem ser todos iguais, mesmo!"

    O que mais lhe indignara, era o fato das pessoas se preocuparem tanto em irem até o acidente; o que não lhe agradara, era o fato de todos aqueles que estavam lá, vendo (ou os ditos "sãos"), só se aglomeravam, pela tragédia, tal como, se o acidente fosse uma atração, um espetáculo. Ele, por sua vez, recebeu com revolta o fato do acidente e pensou "por que aquele povo gostava tanto de observar aquela cena fatal?"

    Não conseguiu achar a resposta certa. O que queria era, em poucos passos, nem ouvir as vozes dos populares e, muito menos, o som irritante que produz todos aqueles veículos úteis, no momento em que prestam auxílio - a viatura e a ambulância, entre todo o mais.

    Tudo aquilo havia-lhe apavorado profundamente. Não sabia o que pensar do acidente, não sabia que conclusão tomar sobre as pessoas, não sabia para onde queria ir e não sabia no que pensar. Por fim, desta angústia, ele olhou para todos os lados (em um panorama 360°, segundo as construções da cidade permitem), e viu que a testemunha mais próxima dele se encontrava a uma distância considerável para não notar nada, nem ver,ouvir ou ponderar. E nisto, imediatamente, ele começa a falar consigo mesmo:

    _ Que merda. Estava justamente pensando em ideias, figuras, cores e imagens. Estava pensando nos Mutantes, quando aquele infeliz acidente ocorreu. E aquelas pessoas todos, as autoridades... Que vinham chegando e logo após iam se aconchegando ou prontificando para lidar com tal feito tristonho, da maneira mais racional possível nos meios sociais... ai, tudo isso me incomodou por demais...

    E assim prosseguia. Uma vez que, antes do acidente, estava ele pensando em como poderia divertir-se. Astronauta (em caipirês, "astronarta"), é a última palavra que se canta em Dois Mil e Um, em performance por Mutantes. O que achou a atenção dele, é que no momento em que pensava nesta última palavra cantada na música citada, pensou conjuntamente no que fazer - notem que em "astronarta", subtende-se algo para cima, algo ascendido, ou que tem leveza e que sobe e se vai mais além (e isto fez ele ter um profundo gozo interno, de riso), e foi quando, de súbito, ocorre aquele maldito acidente - certamente, isto o confundiu tudo. Fora confundido nessa união de ideias, totalmente desconexas, onde acabou por se cansar de tudo aquilo. Fora, o fato de, ter sido confundido, inclusive, pela mudança radical no rumo de seus pensamentos: astronarta, o que fazer, riso, frenesi e por fim, batida e morte... e mais aqueles outros pensamentos que vieram a ele depois da tragédia, com as pessoas e tudo o mais... por fim, sentou em uma calçada e acendeu um cigarro.

    Cada vez mais um sentimento de tristeza tomava conta dele; estava totalmente desolado, lembrou-se de "os ombros suportam o mundo", de Carlos Drummond de Andrade: "a vida apenas, sem mistificação". Logo começou sua dialética solitária:

    _Eu, que não me dei a reparar a tragédia alheia, sofro mais com ela do que todos aqueles curiosos que se aproximavam para se deleitarem com o sofrimento dos outros. Esses olhudos, que em ferro de automóvel amassado veem um atrativo para toda a família ou para toda a confraria. Toda a sociedade pertence a uma confraria de tolos, assim trata John Kennedy Troole em seu único livro (a história do lançamento do livro já é terrível). A humanidade é mesquinha e essa é a máxima mais certa. E agora, quem teria dito tal primeiro pensamento ''a humanidade é mesquinha" ? Difícil de saber se sei ou não quem disse primeiro isso. Posso arriscar muitos nomes, mas creio que não arriscar nenhum seja a citação mais eloquente: já devo estar muito bêbado mesmo.

    E não era só isso, não. Luis adorava alterar o seu estado "normal" de consciência. Ele fumava cigarro de papel, fumava fumo de corda com palha, fumava (explicitamente) maconha e, pode-se dizer, que ele não tinha problema algum com frases tipo "eu não gosto de tal substância" ou "por que eu quereria experimentar mais uma porcaria?", pelo contrário, encontrava na marijuana e em outros alteradores de estado consciência, um ingrediente perfeito para chegar "ao ponto ideal". E mesmo depois dele ter dito que já estava bêbado, e mesmo depois que eu (o narrado) esclareci sobre a real situação mental dele, ele levantou-se e foi até um bar próximo (claro, beber mais). Enquanto caminha, pensava (falando):

    _Sempre é possível ficar mais bêbado, mas quero ver o que vou fazer para passar a bebedeira... Há quem diga: "para passar a bebedeira, só com pó (cocaína). Eu porém, não acredito nesta opção, como a melhor. Eu digo, "para passar a bebedeira, só dormindo", ou o famoso, "teu mal é sono".

    Enquanto Luis atravessava as ruas, passando por calçadas, pensava nestas e em outras coisas, as vezes as dizia, as vezes somente, ria. As outras pessoas, seguiam suas vidas, sozinhas e raras, ou, mais comum, em casais ou grupos, a juntar interesses e fazer coisas de modo coletivo. Algumas pessoas falam. Mas o problema da fala é o vento. Pois o vento espalha as palavras - feito um vendaval de gotas fonemas - e as mistura, em um turbilhão caótico, as transformando em algo diferente do que foram ditas. As pessoas permanecem sentadas ou jogadas no mundo, como consequências de atos sexuais inconsequentes, filhos de pais e mães que mais fruíram uns dos outros do que propriamente preocuparam-se com o amor e a procriação. E neste mundo, onde tudo é complicado, onde cada um tem o SEU MUNDO (seus ideais ou a falta deles), onde tudo se choca, se mistura ou se ignora.... é neste mundo que vive Luis.

    Luis é ser sem luz. Por isto Luis sem z? O brilho dele nada mais é que o desejo das trevas, a vontade de declinar, o anseio pelo erro e por se machucar. É uma pessoa com uma inteligência razoável (para os padrões contemporâneos, chega a ser culta) - pois, hoje, quem tem conhecimentos? A música se perdeu, a arte é escassa, a literatura vendida em bancas de jornais pode nos salvar, porem, quem salvará livros, quando nem mesmo a comida está salva? - ; mas, de uma forma ou de outra,  ele chega a ser o que qualquer um é: uma pessoa que tem (teve) que escolher, que tem que tentar viver... assim como a grande maioria, é alguém que, ser quiser ser feliz, terá de lutar muito. Ele se consola na chapação - que é o não estado "normal' da mente - , seja bebendo, lendo poesias, fumando um beque, uma rocha, sei lá o quê... é a vida dele, ele deve saber o que faz. Eu posso explorá-lo psicologicamente, dá-lhos (a vós - leitores que são meu motivo de escrever) todos os detalhes íntimos dele, dizê-lhes todos os pormenores e mesmo assim, ainda não me contentar, e escrever mais um ou dois epílogos, mas, que direito tenho eu de expor assim tal ser? Mesmo que ficcional? 

    Existem muitas coisas que podem pôr Luis na prisão (ou coisas que ele poderia ter pago mais caro ainda), e eu, tornando pública a história dele corro o risco de ser a testemunha mais importante em um provável, futuro processo imaginativo judicial - mnese superego - , contra ele. Mas não, não poso criá-lo somente para ser preso ou morrer. Luis não pode ser preso, pois todo personagem só tem compromisso com o difundir de seu caminho (Rumo), de seu destino (hora e lugar certos), para que assim, quando alguém entrar em contato com tal obra, uma lição tirar disso tudo. E por isso não posso explorá-lo muito além do fundamental. Todavia, por outro lado, ele pode ainda ser preso, para causar o resgate e mais, nunca tive medo do que os outros temem e não fazem, pelo contrário, e além de mim,  Luis mais gosta quando ele mais ultrapassa os "limites", as leis.... ele mais gosta quanto mais ele vai além.

    Ou, TALVEZ, nem seja isso. Talvez, e se, somente se, talvez Luis realmente goste dessas coisas, talvez ele não tenha mesmo mais nada para gostar, vai ver que o que lhe restou foi apenas isso mesmo: um mundo de perdição, drogas, sarjetas e barraquinhas, uma vida cheia de erros e uma ou outra que, desconfiadamente, talvez, lhe traga prazer.

    Finalmente Luis acha um bar aberto e chega nele.Enquanto rumava a entrar no bar, ele só tomou por pensamento aquela base que vimos agora à pouco: "para passar a bebedeira é melhor ir durmir ou ir cheirar cocaína? Parecia que Luis não tinha mais certeza sobre isso, e talvez, sobre mais nada.

    Uma das duas portas do bar já estava fechada e não havia ninguém do lado de fora. Luis entrou e dentro do bar haviam outras cinco pessoas: o dono e quatro bebuns. Os homens estavam falando que o emprego era cada vez mais difícil de arrumar e também que é mais fácil ser demitido do que ser contratado, hoje em dia. Luis achou tudo aquilo tolo, mas ficou quieto.

    O homem atrás do balcão, olha para Luis e fala: "fala.

     _ Uma dose de vodka - Luis falou timidamente, como que com vergonha.

    _Vodka? Você a bebe pura, garoto?

    Quem fez essa última pergunta foi um homem já ébrio, de mais de quarenta anos, que o disse com uma voz seca e arrastada, com um certo ar de irritante.

    _Sim, eu bebo pura - disse confiante e desafiador, por fim, enquanto pegava um outro cigarro do aço; e, de fato, Luis bebia vodka pura e o que mais fosse, pinga, conhaque e com o que viesse acompanhado, fosse pedra ou pó.

    _Pois, saiba - disse o homem, depois de 1/2 segundo de silêncio - que ela não faz nada bem e hahaha - era-se possível ouvir uma espécie de riso ali.

     _hehe, sim eu sei. Saibam, os senhores, que, certos dias, eu acordo de ressaca de vodka e passo-os, esses dias, todos, ou quase inteiro, com ânsias, diarreias... além de vômitos e mal estar.

    _ Então, por que bebe?

    _ah, essa pergunta... O senhor sabe quantas vezes já me fizeram essa pergunta? E acredita mesmo que eu pretendo levar essa conversa adiante?

    O bar que se alterava em momentos de euforia ardilosa e silêncio com ôfegos de respiração, acaba por calar-se por completo. Decerto, só Luis sabia porque ele estava tão irritado, mas, posso arriscar que ele estava mal humorado assim, principalmente por tudo o que ocorreu e ele não queria dizer - não seria ele aquele quem iria fofocar sobre a tragédia alheia - e mais, ele não queria falar nada, ainda mais com este senhor tão atrevido. Logo o copo cheio de vodka, que ele havia pedido, estava sobre o balcão, pagou com uma moeda (pois sim, naquela época era possível pagar as coisas com moedas), pegou o copo e disse:

    _ Me dão licença, só vim pegar isto aqui, vou beber lá fora.

    Luis saiu do bar, foi sentar-se na mureta, e bebia enquanto não saía a cena do acidente de sua cabeça e pensava: Poxa a vida, aquele pessoal, gente da rua, gente nas casas dormindo e exceto pelos "utilitários do momento"(hashtag #utilitariosdomomento), todos só iam lá para olhar e não ajudar - onde está a caridade, meu Deus! Hahahahaha, ouvia risadas dentro do bar enquanto supostamente repetiam o que Luis dizia. Ele estava inquieto e resolveu entrar novamente no bar, enquanto entrava um dos homens disse rindo, "é rapaz, a coisa tá feia!", Luis apenas disse:

    _Queria falar uma coisa para vocês. Isso que todos nós formamos, a humanidade, é uma coisa... uma experiência que deu errado e que só os piores acham boa. Agora mesmo, à pouco, acabei de presenciar uma cena trágica e o que vi, foi uma porção de pessoas que vinha exclusivamente para ver o acidente. Eles não estavam lá por piedade, caridade ou mesmo, pavor, eles estavam lá, porque gente morta é atração.

    Riu ironicamente. Ele mesmo estava confuso, tragou o cigarro (naquela época podia fumar dentro dos botecos), espirou muito profundamente e prosseguiu, enquanto viu que os homens escutavam quietos e calmos, por enquanto:

    _ Vejo que serei ouvido. E será que para tal terei de ouví-los, também? Senhores, bêbados, homens de uma cervejinha só, vagabundos, empresários, donos de bar, sejam o que forem, ouçam-me: A humanidade só pode me ver quando eu me mascaro - quando bebo, fumo um cigarro ou qualquer outra coisa. Esse povo não tem o direito de me ver de cara.

    O homem que se encontrava sentado à maior distância de Luis, tão logo, ouviu tais palavras, começou a rir e quando Luis continuou, tão logo pois se a rir em gargalhadas prolongadas. Luis se mantinha:

    _ Pois saibam que vocês só tem direito de verem a mim no meu estado não-normal, não sóbrio e... de que o senhor se rí?

    _ he he, se eu pudesse falar... he hahaha.... - talvez a voz de um anjo (da luz ou não) tenha dito:

    _ Um amigo meu diz que antes tudo, deve viro riso - aparentenmente era um terceiro (quinto) elemento, que até então entretê-se com suas goladas.

    _ Acaso estão a me ofender, a mim? - pergunta Luis em seguida a ter bebido de seu copo cheio.

    _ Amigo - falou o dono do bar - , não do mesmo modo que você falou que não iria falar com ele, nós não estamos acostumados com pessoas que não conhecemos em nossa conversa de copo. Tome! - o dono do bar oferece a ele um copo descartável. Luis se cala por um tempo. Logo corou e disse:

     _ Senhor - começou pausadamente - , apesar de tudo, reconheço a sua cortesia, muito cordial... se for essa a palavra/sentido. Mas digo, que fico muito ressentido com essa ofensa, tamanha!

    E novamente o silêncio. Luis estava exauto por dentro, e por fora aparentava alcoolismo e calma causada por tontura. Todos esperavam atenciosamente que ele falasse: "Que diabos, estou eu a fazer aqui?", mas pensou consigo mesmo:

    _Ora deixe. Vocês são tolos. Não compreenderiam uma só palavra das que eu dissesse, nem das que eu disse. O senhor está certo, dá-me teu copo, que eu sair daqui será o melhor. Mas, por fim, só disse:

    _Falou, "tiazãos"!

    Luis coloca a vodka do copo de vidro no copo descartável, deixa o copo de vidro sobre o balcão e sai, sem dizer mais uma palavra, ou dar um suspiro, sequer.  Nas ruas, pensava consigo mesmo.


    "Nem ao menos me deram atenção à minha ideia de me mostrar com máscara mental à sociedade, são tolos, mesmo. As crianças deveriam ter anseio por quando crescerem, pudessem, finalmente, compreender todos os mistérios que suas cabecinhas pensantes não podiam nem imaginar, enquanto eram pequenas. Mas ocorre o oposto: muitos pensam e tem criatividade (do Criativo, o 1° I Ching), enquanto crianças, pois não foram "condicionadas" a pensar segundo a sociedade, e o seja, pensavam, justamente por não saberem ou por cultivaram algumas dúvidas e "fantasias", agora, quando tornam-se adultas, não carregam mais esse hábito, pois acabam acreditando que a sociedade e as ideias dos outros é que estão certas..."

    Luis estava muito acelerado, é uma pena, estava tão perto de concluir uma linda reflexão, mas a sua mente, veio uma vontade de fumar pedra, ao mesmo tempo em que lhe volta a mente a cena do bar, e ele torna a ter mais raiva ainda, e parte para essa reflexão aqui:

    "Devo estar certo. Muitos quando crescem se tornam iguais aqueles senhores daquele bar fuleiro, se acham os donos da verdade e do lugar. Essas pessoas podem estar totalmente ou semi erradas, já pensaram nisso? Pois muitos do que eu vejo que se intitulam certos, em maioria, estão equivocados. Ah, que tolice pensar.

    Por fim, grita:

    _Ninguém sabe. Todos estão incógnitos.

    Ele estava cada vez mais possuído por um sentimento que lhe aterrorizava. Tinha vontade de gritar mais pela rua, porém percebeu que estava muito entorpecido  e fora de si mesmo! Os pensamentos lhe eram agradáveis, talvez, mas, na voz dele, havia algum sotaque do leste europeu, de alguma entidade poliglota, além é claro, dos evidentes sinais de extrema bebedeira.

    E falou, enquanto ia para boca, torrar seus últimos dez contos com pedra:

    _"em algum lugar, alguém deve chorar por mim"




GALERIA DA POSTAGEM